Capítulo 7: A Árvore da Corda!
Konoha.
Sob a chuva incessante, o clima parecia prenunciar o destino dos ninjas que pereciam no campo de batalha. O céu sombrio era ocasionalmente rasgado por relâmpagos.
Clã Senju.
— Malditos! Como pode existir tamanha coincidência neste mundo?
Tsunade, tomada pela fúria, desferiu um soco que reduziu a mesa a estilhaços, enquanto Uzumaki Mito, diante dela, mantinha um silêncio sepulcral.
Quem poderia imaginar que, desta vez, a linhagem direta do Primeiro Hokage estaria realmente à beira da extinção?
— Tsunade, e se for, de fato, apenas uma coincidência?
Após um longo intervalo, Uzumaki Mito falou com a voz rouca. Contudo, ao pronunciar tais palavras, até mesmo ela, já idosa, deixou escapar um riso carregado de escárnio e tristeza.
Nem ela mesma acreditava naquilo.
Quanto a Tsunade, nem era preciso dizer. Cerrando os dentes, ela murmurou:
— Coincidência? Aqueles samurais errantes não tinham nada de suspeito; carregar alguns papéis-bomba para defesa é razoável, e montar armadilhas é um procedimento comum.
Ao chegar a esse ponto, Tsunade levantou o rosto, exibindo um riso sarcástico.
— É tudo tão "razoável" que não se encontra uma única falha. Mas, em uma missão tão simples, dentro do País do Fogo, Orochimaru se descuidou, e um ninja com habilidades de chunin, por um erro de julgamento, caiu na armadilha.
— E então foi morto pela explosão dos papéis-bomba! Mas, vovó, a quantidade de papéis-bomba não parece excessiva? Mesmo que as investigações apontem que a origem de tudo esteja correta!
Quanto menos pistas ou falhas existem, mais suspeita se torna a situação.
Se não tivessem sido avisadas de antemão, talvez passassem muito tempo investigando, apenas para concluir que tudo não passava de um mistério insolúvel.
Mas, por um capricho do destino, elas já possuíam a informação!
E tudo se encaixou perfeitamente!
Especialmente porque esta missão não pode ser considerada como tendo ocorrido apenas dentro do País do Fogo; foi literalmente na porta de casa, em Konoha.
Nawaki comemorou seu aniversário no dia anterior, partiu para a missão no dia seguinte e, à noite, Jiraiya já estava na vila para avisar que deveriam buscar o corpo. Como negar que isso aconteceu à porta de casa?
— Quanto aos Uchiha! — Tsunade soltou uma risada gélida e desdenhosa.
— Os Uchiha de hoje vivem isolados, marginalizados, tentando desesperadamente se integrar a Konoha. Mesmo que tivessem um motivo para nos atacar, será que o simples Departamento de Polícia teria tal capacidade?
O clã Uchiha é, de fato, poderoso.
Pode-se dizer que são a principal linhagem nobre, não apenas em Konoha, mas em todo o mundo ninja.
Porém, dentro de Konoha, a maior parte da elite Uchiha foi enviada para o front. Os que restaram nunca tiveram a confiança da vila, vivendo sob vigilância constante e discreta.
Para o clã Uchiha realizar tal feito, o risco seria alto demais; seria impossível agir com tamanha perfeição.
— Tsunade! — Uzumaki Mito soltou um suspiro melancólico, seu rosto envelhecido exibindo uma sombra de dor.
— Nawaki era meu neto querido. Se ele se foi, talvez seja melhor assim. Aproveite esta oportunidade para enviá-lo à mansão do Daimyo; lá ainda existem forças leais ao clã Senju que podem protegê-lo enquanto ele cresce na sombra.
— Tsunade, Konoha talvez não seja mais a mesma de outrora, mas, com a guerra iminente, você não pode ser impulsiva!
Nesse momento, Tsunade era, sem dúvida, a mais furiosa, mas, no instante em que levantou a cabeça, seu rosto já havia recuperado a serenidade.
Essa calma deixou Uzumaki Mito sem palavras.
— Vovó, não se preocupe.
Tsunade, destinada a se tornar a Quinta Hokage, possuía um temperamento impulsivo, mas isso não significava que lhe faltasse inteligência.
Em assuntos de grande importância, ela tinha opiniões firmes e uma mente política aguçada, não sendo apenas uma simples ninja. Se não fosse assim, jamais teria alcançado o posto de Quinta Hokage.
Ao ver que Tsunade se acalmava rapidamente, Uzumaki Mito exibiu um sorriso reconfortante.
— Tsunade, não viverei por muito mais tempo. De agora em diante, o destino do clã e de Kushina dependerá de você.
Nesse momento, a expressão de ambas mudou; claramente, haviam percebido alguém se aproximando.
— Tsunade!
Ao ouvir a voz familiar de Jiraiya e ver a porta se abrir, Tsunade fingiu uma irritação natural:
— Jiraiya, se você não tiver uma explicação plausível, terá que prestar contas por isso!
Contudo, a expressão grave de Jiraiya naquele momento fez com que a irritação no rosto de Tsunade desaparecesse, dando lugar a um pressentimento funesto.
Ela forçou um sorriso rígido.
— Jiraiya! Não me diga que a situação na linha de frente piorou de repente!
Jiraiya, porém, parecia ter a garganta obstruída. Após um longo silêncio, ele disse em voz baixa:
— Tsunade, Orochimaru voltou. Ele está no necrotério.
Estrondo!
Um relâmpago cortou o céu, iluminando o olhar vazio e incrédulo de Tsunade, como se ela já tivesse compreendido tudo.
No instante seguinte!
Pum!
Com um estrondo de água, Tsunade disparou em sua velocidade máxima em direção ao destino.
Ao ver a cena, Jiraiya apressou-se em segui-la.
É preciso admitir que as mulheres têm um dom natural para a atuação, e ninjas ainda mais. Do início ao fim, Tsunade não demonstrou a menor falha.
...
Sob o céu sombrio, a chuva torrencial desabava.
Diante do necrotério, passos frenéticos ecoaram, acompanhados por uma respiração pesada.
Tsunade olhava para o local com descrença, vendo Orochimaru encostado na entrada.
Aquela respiração não era de cansaço, mas de tensão!
Quando Tsunade, trêmula, preparava-se para avançar, Jiraiya, que acabara de chegar, demonstrou uma expressão de pesar.
— É melhor não ver o corpo.
Se até Jiraiya dizia aquilo, podia-se imaginar o estado deplorável em que o cadáver se encontrava.
Encostado à porta, com uma mecha de cabelo negro cobrindo-lhe o olhar, Orochimaru disse em voz baixa e com uma calma gélida:
— Qual o problema? De qualquer forma, mesmo que visse, não seria capaz de reconhecer que é seu próprio irmão.
— Cala a boca, Orochimaru! — Jiraiya repreendeu seu companheiro apressadamente.
Entretanto, Orochimaru apenas soltou uma risada fria, escondendo a tristeza nas profundezas de seus olhos.
— Mortos que passaram por deformações são todos assim. Como não há médicos no campo de batalha, é uma pena; para uma criança, isso é cruel demais.
— Especialmente no dia seguinte ao de receber um presente!
Orochimaru falou com um tom descontraído, como se o assunto não lhe dissesse respeito, enquanto retirava um pingente de dentro de suas vestes.
No instante em que aquele colar familiar apareceu, as pupilas de Tsunade se dilataram e seus olhos perderam o brilho.
Jiraiya, ao lado, virou o rosto, incapaz de suportar a cena.
Isso é a guerra!
Após um tempo, Tsunade pegou o colar com as mãos trêmulas, enquanto duas lágrimas escorriam pelo seu rosto.
— Nawaki!
O lamento de dor ecoou naquela noite chuvosa, fazendo com que os ninjas de Konoha que ouviam a cena baixassem a cabeça com pesar.
Ninjas! Sempre foram uma profissão acompanhada pela morte.
Especialmente em tempos de guerra, gritos dilacerantes como aquele aconteciam quase todos os dias.
...
Dentro do País do Fogo.
A chuva fina caía, e o ar estava impregnado com o cheiro de terra molhada.
— 10 de agosto. Ontem foi o décimo segundo aniversário de Nawaki, então hoje Tsunade já deve saber.
O caso de Nawaki, mesmo que fosse realmente uma coincidência, uma vez que a informação foi obtida de antemão, deixou de ser uma.
É assim que funciona o coração humano!
Sobre um galho de árvore, Uchiha Yoru controlou sua respiração e não pôde deixar de olhar para o céu noturno.
— Yoru!
De repente, um vulto negro passou e surgiu atrás dele, desviando a atenção de Uchiha Yoru.
Sob a noite chuvosa, Uchiha Mikoto carregava uma espada longa padrão do clã, seus olhos com o Sharingan de dois tomoe fixos na caverna distante.
— De acordo com o rastreamento feito pelos gatos ninja, esse sujeito está lá dentro!
Uchiha Mikoto, geralmente gentil, estava fria naquele momento, e ao olhar para a caverna, um instinto assassino emanava de seu olhar.
Pat!
No instante seguinte, a mão de Uchiha Yoru pousou em seu ombro, dissipando instantaneamente sua intenção assassina.
— Irmã Mikoto.
Um chamado suave fez com que Uchiha Mikoto recuperasse a compostura, voltando a observar a caverna com seriedade.
Dentro da caverna escura.
— Homem? Mulher?
No interior úmido e sombrio, um velho magro levantou a cabeça lentamente, sentindo algo. Sua voz plana carregava uma aura sinistra.
— Decidido. Se quem invadir desta vez for uma mulher, eu a matarei!
Seus olhos, antes calmos, começaram a transbordar loucura, enquanto ele encarava fixamente a entrada da caverna.