Capítulo 12: Prego

Não nos devemos nada floresta em branco 1573 palavras 2026-07-31 03:15:50

Se Lin Yin soubesse que eles estariam lá, não teria vindo. No momento, seu braço estava preso por Shen Jichuan, sem possibilidade de recuar.

Shen Yuncheng a viu entrar e lançou-lhe um olhar feroz, como se quisesse devorá-la viva.

— Já que os envolvidos estão presentes, vou explicar o que aconteceu — disse Shen Jichuan, sem medo do incômodo, detalhando calmamente os acontecimentos daquela noite.

Provavelmente, Shen Yuncheng também contou tudo para Shen Ping quando voltou, mas certamente exagerou e disse muitas coisas que não deveria; caso contrário, Shen Ping não teria vindo furioso procurá-lo.

Após alguns minutos, Shen Jichuan terminou de falar. Olhando para Shen Yuncheng, perguntou:

— Se não houver problemas, você não deveria pelo menos pedir desculpas à minha noiva?

Shen Yuncheng estava prestes a argumentar, mas foi interrompido por Shen Jichuan:

— Porém, já que você chamou os pais, não deveria ser você, segundo irmão, a pedir desculpas?

Ele enfatizou as palavras “segundo irmão” de propósito.

Desde que ele retornou, esta era a terceira vez que se encontravam, e Shen Jichuan nunca havia realmente chamado ninguém da família Shen por um título como esse — esta era a primeira.

Shen Ping, insatisfeito, respondeu:

— Você já bateu nele, e ainda quer que peça desculpas?

— Eu bati nele para ensinar a não falar sem pensar. O que Shen Yuncheng fez contra ela é outra coisa, não confunda as coisas — disse Shen Jichuan, acendendo outro cigarro.

Ele ficou ali, encarando os dois, com uma aura de quem não desistiria tão facilmente.

Lin Yin permaneceu em silêncio ao lado. Tentou se soltar algumas vezes da mão de Shen Jichuan, mas sem sucesso. Olhou para ele com os olhos cheios de reprovação e sussurrou:

— O que você está tentando fazer?

Era claramente uma questão da família Shen, e ela não entendia por que estava sendo arrastada para dentro disso.

— Não parece que estou te ajudando? — respondeu Shen Jichuan, inclinando levemente a cabeça e falando baixo.

Isso não era ajuda, era simplesmente atrair problemas.

Eles conversavam baixinho, trocando olhares que Shen Yuncheng percebeu imediatamente.

Para ele, aquilo era uma clara demonstração de flerte, sem levar em conta a presença dele e de Shen Ping.

Enfurecido, fechou as mãos em punho, desejando poder dar uma surra nos dois.

Ele suspeitava que aquilo não era a primeira vez que acontecia entre eles.

O celular de Shen Jichuan não parava de tocar, recebendo mensagens incessantemente.

Ele apenas lançou um olhar rápido, impaciente, e disse:

— Apresse-se, estou muito ocupado.

— Pedir desculpas? Nem pensar! — Shen Ping declarou sua posição diretamente.

Essa resposta parecia estar dentro do esperado por Shen Jichuan.

Ele fez um gesto com a mão, chamando Shen Ping para se aproximar.

Sem entender o motivo, Shen Ping se aproximou um pouco mais.

Shen Jichuan sussurrou algo em seu ouvido, e a expressão de Shen Ping mudou instantaneamente.

— Você... — tentou dizer.

— Faça sua escolha, segundo irmão.

Shen Ping apertou os lábios, pensou por um momento e, relutante, disse três vezes “tudo bem”.

Depois, olhou para Lin Yin e, quase entre dentes, falou:

— Senhorita Lin, desculpe, não deveríamos ter nos envolvido com você!

Em seguida, dirigiu-se a Shen Yuncheng:

— Lembre-se, evite se associar com esse tipo de pessoa, só traz problemas!

Sua voz estava carregada de raiva.

Quando os dois saíram, Lin Yin finalmente conseguiu se livrar da mão de Shen Jichuan.

Ela perguntou, acusadora:

— Senhor Shen, o que você está fazendo com toda essa confusão? Não deixei claro da última vez? Já acabou entre nós, então por que me envolver de novo?

Era para ter terminado bem, mas com tantos incidentes seguidos, ela havia se tornado um alvo.

Como poderia continuar a viver normalmente?

Depois de responder uma mensagem no celular, Shen Jichuan ouviu a reclamação de Lin Yin.

Sem levantar a cabeça, disse:

— Já não dá para separar mais.

— O que você quer dizer com isso?

Ele não respondeu, apenas lhe deu um sorriso enigmático.

Esse sorriso carregava emoções difíceis de decifrar.

Lin Yin não compreendia, não conseguia adivinhar.

Ela não sabia o que Shen Jichuan pretendia e nem queria saber.

Pegou a escritura e as chaves da bolsa e as colocou sobre a mesa.

— A tarefa que você me deu está cumprida, estamos quites!

Dito isso, virou-se e saiu.

Shen Jichuan a chamou por trás:

— Lin Yin.

Ela se virou, através da fumaça viu o perfil indistinto dele.

Parecia que era a primeira vez que Shen Jichuan a chamava pelo nome, de forma séria, porém descontraída.

— O que quer? — perguntou Lin Yin, sem paciência.

— Você decorou o endereço da minha casa?