Capítulo 1: O Bem e o Mal Estão Interligados

O Garoto Pobre Sai da Montanha: Belezas, Eu Curo Todas as Doenças Velho Nove 2166 palavras 2026-07-31 03:20:50

— Que calor insuportável! —

No quarto, Tiana Anrú colocou a bacia de banho no chão e ergueu as delicadas mãos, abanando-se para aliviar o calor.

Em seguida, retirou as roupas.

Sua cintura fina e quadris voluptuosos, curvas arrebatadoras, eram duas montanhas intransponíveis para qualquer homem.

Ela não demonstrava qualquer pudor diante do jovem deitado na cama.

O motivo de tamanha desinibição não era promiscuidade, mas sim o fato de que aquele jovem, chamado Chen Fang, era um estado vegetativo.

O que ela ignorava, porém, era que Chen Fang, embora incapaz de mover-se, mantinha a lucidez, e ao presenciar tal cena sedutora, sentiu-se invadido por uma chama indomável.

— Tiana, você vai acabar comigo, saia logo daqui! — Chen Fang gritava silenciosamente em pensamento.

Alheia a tudo, Tiana Anrú acariciou o ventre liso, um sorriso delicado surgindo nos lábios.

Ela estava satisfeita com o próprio corpo.

Desfez o último laço e largou-o na cabeceira da cama.

— Hehe... —

Tiana retirou o prendedor de cabelo, e os fios negros caíram em cascata sobre os ombros, deslizando pela coluna até a cintura.

Num gesto travesso, prendeu o prendedor no topo da cabeça de Chen Fang, achando divertida a cena e não conseguindo conter uma risada.

O corpo perfeito ficou exposto aos olhos de Chen Fang.

Sua mente explodiu num zumbido ensurdecedor, o cenário tentador quase o fez sangrar pelo nariz.

Mas o encantamento durou pouco.

Tiana logo virou-se e sentou-se na bacia, usando a toalha para molhar e refrescar a pele alva e farta.

O som da água, “shhh”, só fazia aumentar o ardor em quem ouvia.

— Isso é tortura! —

Chen Fang, jovem em pleno vigor, mesmo imóvel, desejava saltar e abraçar aquele corpo sedutor, consolando-o como nunca.

Três meses atrás.

Ele havia aceitado um grande pedido do boticário da cidade e subiu a montanha para colher ervas. Mas as plantas estavam no penhasco da encosta, e um passo em falso poderia ser fatal.

Chen Fang sobreviveu, mas acabou em estado vegetativo.

O dono do boticário, por compaixão, deu-lhe uma compensação de cem mil reais.

Mas Chen Fang era órfão, sem parentes no vilarejo, e não havia a quem entregar o dinheiro.

Por fim, o chefe da vila sugeriu: “Quem cuidar de Chen Fang, receberá o dinheiro após dois anos.”

Chen Da Zhi, marido de Tiana Anrú, seduzido pela quantia, voluntariou-se para a tarefa.

Para conquistar Tiana, Chen Da Zhi havia esgotado todos os recursos da família, finalmente convencendo os sogros gananciosos.

Se não fosse por isso, jamais teria conseguido desposar a famosa beleza da região.

Mas isso deixou a casa sem nada.

Chen Da Zhi, desejando a compensação, não ousava maltratar Chen Fang abertamente, então colocou uma cama extra no quarto, dividindo o espaço com ele.

Como Chen Fang era vegetativo, o casal não se preocupava com privacidade, mas Chen Da Zhi, apesar da aparência robusta, não era eficaz.

Incapaz de satisfazer a esposa.

Isso trouxe sofrimento a Tiana Anrú, e Chen Fang já a vira suspirar, tão solitária e vazia.

Não era uma mulher lasciva, mas ainda assim, uma mulher normal, ansiando pelo consolo masculino.

Chen Fang lamentava profundamente, impotente diante da situação.

Porém,

Agora tudo era diferente.

Chen Fang começava a recuperar o controle do corpo, e a queda do penhasco acabou sendo uma bênção: despertou a herança ancestral.

O patriarca da família transmitiu-lhe todo o conhecimento: medicina, destino, adivinhação, música, artes, literatura e combate. Foram três meses de absorção intensa.

— Quando me recuperar, Tiana, farei você experimentar o verdadeiro prazer do amor! —

Chen Fang agradecia mentalmente.

Nos três meses de cuidados dedicados por Tiana Anrú, ele viu e sentiu tudo, decidido a fazê-la sentir-se mulher de verdade.

Seria sua recompensa.

Tiana saiu da bacia, enxugando as gotas do corpo.

— Hmm... —

O som suave e envolvente fazia o sangue de Chen Fang ferver. Pensava: “Se pudesse estar com Tiana, seria um prazer inesquecível.”

Tiana, reprimida por tanto tempo, encontrava finalmente um escape, incapaz de controlar-se.

Diante de seu sofrimento e desejo, Chen Fang sentia-se em brasa, desejando dizer-lhe: “Tiana, posso te dar a felicidade que busca!”

O estímulo intenso quase a fez gemer, mas ela mordeu o dedo, sufocando o som.

O peito arfava.

Ela deitou-se ao lado de Chen Fang.

O aroma do sabonete misturava-se ao perfume feminino, invadindo as narinas de Chen Fang, deixando-o atordoado.

— Fang... —

Sentindo a presença masculina ao lado, Tiana Anrú, com o olhar cada vez mais turvo e sedutor, fitou Chen Fang e não conseguiu conter um sussurro.

Parecia fantasiar com ele.

Sendo honesto,

A aparência de Chen Fang era admirável, até na internet, além de ser o único universitário da vila, com um charme indiscutível.

Antes do acidente, todas as moças e mulheres do vilarejo giravam ao seu redor, despertando a inveja dos homens.

— Fang, Da Zhi não consegue... Se eu não engravidar, serei alvo de fofocas na vila. —

— Você está assim, provavelmente nunca acordará... Vou te pedir um favor, é pela continuidade da sua família. —

— Você não vai me culpar, vai? —

Tiana presumiu que Chen Fang ainda era funcional, e a clareza em seus olhos foi vencida pelo desejo.

— O quê?! —

A surpresa era tamanha que Chen Fang ficou perplexo: “Será possível?”

Sentiu-se tomado por uma esperança secreta.

Ao mesmo tempo, Tiana Anrú, entre nervosa e ansiosa, com mãos trêmulas, levantou o cobertor.

Assustada com o que viu, não esperava tal impacto.

Hesitou um instante.

Lembrou dos comentários cruéis da vila, dizendo que “mulher que não engravida é galinha que não bota”, e coisas ainda piores.

Mordeu os lábios, reuniu coragem.

O rosto delicado ruborizou, entre vergonha e temor, e com gestos inexperientes, ela baixou o short de Chen Fang...