Seis, cinquenta bilhões economizados há várias décadas?

Avô centenário tem romance online que vira realidade, eu sou realmente um 00 A cauda rosa da raposa 2034 palavras 2026-07-31 03:05:01

— Ah? — Yun Feifei ainda estava confusa.

Uma voz feminina ao seu lado comentou:
— Isso é complicado de resolver. O pai da Feifei já se foi, e o avô, então, nem se fala! Com três ou quatro gerações de diferença, um teste de DNA nem sequer seria conclusivo, seria?

— De qualquer forma, é melhor vocês virem aqui — disse o oficial Zhang. — E é algo positivo. O velho não teve uma vida fácil, viveu décadas sozinho nas montanhas e, mesmo com essa idade avançada, ainda pensou em procurar seus descendentes.

— Tudo bem, nós vamos aí — concordou Yun Feifei.

Ao desligar o telefone, Li Qingqing a questionou:
— Feifei, você vai mesmo? E se for verdade? Você vai acabar com um ancestral para cuidar. Em Xangai, você só tem aquele apartamento de cinquenta metros quadrados, que é para o seu futuro casamento. Não é que eu não queira que você seja respeitosa, mas você não tem condições! Com essa idade, o governo deveria cuidar dele!

Li Qingqing era colega de faculdade de Yun Feifei. Para ser sincera, se Yun Feifei cuidaria ou não do ancestral não era problema dela, era apenas uma análise realista. O melhor seria não reconhecer o parentesco, deixar que o governo cuidasse dele e, quem sabe, visitá-lo em um asilo de vez em quando.

Após pensar um pouco, Yun Feifei disse com firmeza:
— O que você diz faz sentido, mas acho que é um milagre ele ter sobrevivido até hoje. Eu preciso ir ver.

Cerca de quinze minutos depois, Yun Feifei chegou à delegacia.

— Você é a senhorita Yun Feifei? — O oficial Zhang olhou para a jovem, notando que ela era muito bonita. — Senhor, pode falar diretamente com eles — disse o oficial, gesticulando para Yun Mo.

— O senhor é meu bisavô? — Yun Feifei notou o velho de cabelos brancos. Ela observou suas feições e porte, tentando entender se era possível ele ter 120 anos.

— Sim. Esta é uma foto minha com seu avô, Yun Shan. Ele nasceu por volta de 1930 — Yun Mo retirou uma fotografia e a colocou sobre a mesa.

Yun Feifei examinou a imagem atentamente; era, de fato, seu avô Yun Shan.

Yun Mo continuou:
— O Yun Shan deixou alguma árvore genealógica ou algo do tipo? Dê uma olhada, meu nome deve estar lá.

Yun Feifei ficou pensativa. A árvore genealógica existia, mas ela não fazia ideia de onde estava. No entanto, lembrava-se vagamente de que o nome de seu bisavô era, de fato, Yun Mo.

Enquanto Yun Feifei divagava, Yun Mo, ao perceber a hesitação dela, resmungou:
— Se você acha que serei um fardo, eu mesmo posso me sustentar.

O oficial Zhang interveio:
— Senhor, com essa idade, como o senhor vai se sustentar?

— Se não me falha a memória, tenho dinheiro guardado no banco — respondeu Yun Mo.

— Ah? — O oficial Zhang ficou surpreso. — O senhor tem dinheiro no banco? Quanto?

— Cinco bilhões. Isso não é o suficiente para me sustentar? — resmungou Yun Mo.

Yun Feifei disse, desapontada:
— Cinco bilhões? Isso deve ser da época da República. Que valor isso tem hoje em dia?

— Não é da época da República, é da Grande Xia. Chama-se Banco Popular da Grande Xia! — Yun Mo disse, tirando um comprovante de depósito do bolso. — Este é o recibo do dinheiro que depositei no início dos anos cinquenta.

— Um comprovante de setenta anos atrás? Isso é... — O oficial Zhang olhou com curiosidade.

— Jovem, ainda é possível sacar dinheiro com um comprovante desses? — perguntou Yun Mo.

— De fato, é do início do Banco Popular da Grande Xia. Como o banco não faliu e a nação continua a mesma, acredito que seja possível sacar — disse o oficial Zhang. — E, com tantos anos passados, somando os juros, o valor deve ter multiplicado várias vezes! — Ele brincou: — Senhorita Yun Feifei, a senhora acaba de encontrar um tesouro!

Yun Mo olhou para Yun Feifei:
— Menina, me acompanhe ao banco?

— Bisavô, pode me chamar de Feifei! — Yun Feifei assentiu. Ela não estava fazendo isso pelo dinheiro; se fosse o caso, teria seguido o conselho da colega e nem teria vindo.

Os dois deixaram a delegacia e foram caminhando até o banco mais próximo, que ficava a poucas centenas de metros.

— Bisavô, sente-se aqui, vou pegar a senha para o senhor — disse Yun Feifei, notando que Yun Mo observava tudo ao redor com curiosidade. Ela perguntou em voz baixa: — O senhor tem cinco bilhões. Quanto vamos sacar?

— Vamos sacar alguns bilhões primeiro, para organizar as finanças — respondeu Yun Mo.

— Tudo bem, alguns bilhões já bastam! — Yun Feifei sentia-se agitada, mas tentava não transparecer, com medo de que o bisavô a achasse interesseira. Afinal, eram cinco bilhões de seu próprio antepassado; seria estranho não ficar abalada.

Quinze minutos depois, chegou a vez dela.
— Bisavô, me dê o comprovante, vou perguntar ao atendente.

— Certo — Yun Mo assentiu e retirou do bolso o comprovante, que parecia estar em excelente estado de conservação.

— Com licença, poderia verificar se é possível realizar um saque com isto? — Yun Feifei perguntou à atendente de meia-idade.

— O que... o que é isso? — a atendente perguntou, visivelmente confusa.

— É um comprovante de depósito daquela época — explicou Yun Mo, aproximando-se.

A atendente examinou o papel. O documento tinha duas páginas: à esquerda, algumas observações, e à direita, um carimbo oficial. O selo era, de fato, do Banco Popular da Grande Xia, e o valor impresso era claramente de cinco bilhões.