Capítulo Onze

Interpretando a vilã secundária, o protagonista masculino se apaixona profundamente por mim Zhaoming'er 2520 palavras 2026-07-31 03:14:52

A tarde inteira, o tornozelo inchado de Jiang Qiao aparecia de vez em quando diante de seus olhos.

Quando a última aula terminou, os colegas foram saindo aos poucos. Lu Xun ajudou o professor a entregar as tarefas e, ao voltar para a sala, viu que Jiang Qiao ainda não tinha saído.

A janela da sala estava aberta, o ventilador fazia barulho, e Jiang Qiao estava dormindo sobre a mesa, os fios de cabelo na testa balançavam suavemente com a brisa.

Lu Xun desviou o olhar, mas seu olhar periférico foi involuntariamente para o tornozelo dela. A marca vermelha não só não tinha diminuído, como estava ficando roxa, muito evidente contra a pele branca e delicada.

Ela não tinha colocado remédio.

Nos segundos em que ele ficou distraído, Jiang Qiao acordou e, por acaso, seus olhares se encontraram.

— Terminou suas tarefas? — Jiang Qiao bocejou, os olhos marejados.

Lu Xun recolheu a emoção que brilhava em seus olhos, voltando à expressão fria:

— Sim.

Jiang Qiao ainda estava sonolenta e seguia atrás dele como um filhote, encostando a testa nas costas fortes dele, lágrimas brilhando em seus olhos.

Lu Xun não sabia quando parou e disse baixinho:

— Por que está me seguindo?

— É um encontro — respondeu Jiang Qiao, saindo com naturalidade. Depois percebeu que parecia meio embaraçosa e logo se justificou: — Namorar precisa de encontros.

— Sabe bastante, hein.

— Claro — Jiang Qiao, inexplicavelmente competitiva, disse com convicção: — Já te disse, tem muita gente que gosta de mim.

— Hum — Lu Xun riu de maneira estranha, tom enigmático: — Impressionante.

Jiang Qiao ficou sem palavras.

Não pense que ela não percebeu o tom sarcástico.

Lu Xun estava parado na parada do ônibus. No seu olhar periférico, viu Jiang Qiao, exausta, se agachar ao lado dos seus pés, um pequeno montinho.

Ele hesitou com o dedo sobre o celular, depois de um tempo, ligou o aparelho.

Minutos depois, um táxi parou à beira da rua. Jiang Qiao olhou com inveja, pensando como seria bom se fosse para buscá-la.

Lu Xun era pobre e mão de vaca com ela, provavelmente nem daria os dois reais da passagem de ônibus, quanto mais pagar um táxi.

Jiang Qiao abaixou a cabeça, ressentida, sentindo-se enorme por se sacrificar por amor.

Lu Xun, seu infeliz!

Ela resmungava, quando a porta do táxi se abriu. Lu Xun foi até o carro, segurando a porta. Jiang Qiao ainda estava de cabeça baixa.

Ele franziu a testa, impaciente:

— Senhorita, por que ainda está aí agachada?

— Hã? — Jiang Qiao levantou os olhos, seu sonho se realizava. Ela levantou rápido, quase tropeçando, mas se segurou e entrou apressada no carro, com medo de ele desistir.

Lu Xun levantou a mão e a abaixou sem fazer barulho, entrando também.

Durante o trajeto, Jiang Qiao falou animadamente sobre vários lugares, todos locais famosos para encontros que ela havia perguntado a amigas.

Lu Xun fechou os olhos, sem dizer uma palavra.

Ao descer do carro, Jiang Qiao finalmente entendeu por que ele estava tão calmo.

O táxi já estava programado para o destino.

Olhando para o lugar familiar à sua frente, ela sorriu de lado:

— Você me trouxe aqui para um encontro?!

Jiang Qiao mal podia acreditar que Lu Xun a levaria ao Pavilhão Vermelho.

Se fosse qualquer outra pessoa, ela com certeza pensaria que tinha segundas intenções, querendo se aproveitar dela.

Mas se fosse Lu Xun... ainda assim não dava para descartar essa possibilidade!

— Você veio sozinho, isso não é um encontro — Lu Xun rebateu direto, negando a acusação na raiz.

Tudo bem, tudo bem, ela era insistente demais.

Jiang Qiao franziu a testa delicada:

— Então por que você veio aqui?

— Trabalho — respondeu Lu Xun.

— .......... — Ela olhou para o canto da boca dele, vendo que o hematoma já tinha sumido, sem sinal da lesão antiga.

Lu Xun pareceu notar o olhar dela e apertou o canto da boca com o polegar.

Jiang Qiao perdeu a confiança para continuar firme:

— Por que não me avisou antes...?

— De que adianta? — ele lançou um olhar que dizia claramente: se eu avisasse, você não ia deixar de vir, né?

Jiang Qiao ficou sem resposta. De fato, Lu Xun sabia muito bem o que ela pensava.

Se avisasse antes, ela também teria vindo.

Ela agora era uma cadela pegajosa e sem vergonha.

Lu Xun entrou para trocar de roupa. O gerente do hotel apareceu para pegar um relatório e, ao ver Jiang Qiao sentada no sofá, se assustou:

— Senhorita Jiang, o que está fazendo aqui? Vou verificar o número do camarote do senhor Peng...

Ele pensou que Jiang Qiao estava procurando Peng Yang.

Jiang Qiao olhou discretamente para a direção da sala de descanso dos funcionários e balançou a cabeça, sem interesse:

— Não precisa.

O gerente não entendeu e tentou perguntar mais.

Jiang Qiao, que antes estava cansada, de repente ficou animada e sorriu:

— Lu Xun.

Seguindo o olhar dela, lá estava Lu Xun, elegante e frio, vestindo camisa branca e calça social preta, parecendo um álamos alto e ereto.

O gerente arregalou os olhos, olhou para Jiang Qiao e depois para Lu Xun, perguntando baixinho:

— O que está acontecendo?

Lu Xun parou ao arregaçar a manga:

— Nada, é melhor fingir que ela não existe.

Gerente: ...........

Fingir que não existe?! Você pensa que ela é qualquer pessoa?

— Não esqueça como você levou a surra outro dia — o gerente alertou com os dentes cerrados.

Ele trabalhava no bar há anos e já tinha visto muitas pessoas sofrendo por amor, mas não esperava que Lu Xun fosse tão frio e insensível.

— Não esqueci — Lu Xun respondeu, sem emoção.

O gerente não quis se meter mais e, após dar algumas instruções, foi embora.

Durante as duas horas de trabalho de Lu Xun, Jiang Qiao comeu três pratos de frutas e pediu delivery duas vezes para o hotel.

Ela era exigente com comida e, ao comer um prato de macarrão com molho de caranguejo, depois de duas garfadas já achou enjoativo e empurrou o prato para Lu Xun.

Ele ignorou, então ela ameaçou reclamar.

Na terceira vez, ela disse:

— Se você não comer, vou pedir para o gerente te demitir.

O rosto de Lu Xun escureceu, pegou o macarrão frio com os hashis e comeu sem expressão, rápido e mecânico, como se estivesse apenas cumprindo uma tarefa.

Depois que ele começou, ficou tudo mais fácil.

Mirtilos, mingau com frango desfiado, Jiang Qiao dava a ele o que comesse, e ele comia.

No meio do tempo, Jiang Qiao dormiu um pouco. Quando acordou e não viu Lu Xun, estava prestes a perguntar a alguém, quando ele entrou, já com a roupa de trabalho trocada e segurando uma sacola plástica.

Percebendo o olhar dela, Lu Xun desviou a sacola para trás do corpo.

— Por que não me chamou quando saiu do trabalho? — Jiang Qiao reclamou, sem perceber o pequeno gesto dele.

— Esqueci — respondeu ele, com voz neutra.

Esqueceu?! Como pode esquecer assim? Por que não esquece de você mesmo!

Jiang Qiao segurou a raiva o dia todo, mas finalmente não conseguiu mais e saiu andando depressa, sem se importar se Lu Xun a seguia.

Ele certamente não seguia; Lu Xun só queria que ela fosse logo embora.

Jiang Qiao se sentiu desanimada, magoada e decepcionada. Uma folha seca de plátano caiu na calçada e ela a pisou com raiva.

Ainda não satisfeita, quis pisar de novo, quando uma voz fria e familiar soou atrás dela:

— A folha te fez algo?