Capítulo Um

Interpretando a vilã secundária, o protagonista masculino se apaixona profundamente por mim Zhaoming'er 2518 palavras 2026-07-31 03:14:46

A expressão do rapaz era indiferente demais, e Song Qingying não tinha certeza se ele havia ouvido os boatos que aquela garota acabara de espalhar. Embora nunca tivesse ido ao Pavilhão Vermelho, ela ouvira colegas comentarem que não era um lugar recomendável. Como alguém tão sereno e íntegro quanto Lu Xun poderia se envolver com um ambiente daqueles?

Ela não resistiu e lançou um olhar furtivo ao perfil do rapaz, mas deparou-se subitamente com um par de olhos escuros e tranquilos, fazendo seu coração dar um salto.

O clima estava quente. Jiang Qiao tirou o casaco do uniforme e o carregou sobre o braço. Ao fazer a curva, seu olhar recaiu casualmente sobre o casal parado na porta. Com sua visão aguçada, ela viu a garota inclinar a cabeça timidamente enquanto ele, mantendo o olhar baixo, exibia a ponte do nariz alta e lábios finos de contornos naturais.

— Tsc...

Jiang Qiao sentiu um leve incômodo. Seria esse o brilho do protagonismo? As coisas estavam avançando rápido demais. Ela desviou o olhar e saiu pelos portões da escola.

Na porta da sala de aula, Lu Xun baixou o olhar, como se não percebesse a expectativa da garota, e respondeu com um tom educado e distante:
— Desculpe, ainda tenho algo para resolver.

— Tudo bem... — Mesmo prevendo o resultado, Song Qingying sentiu-se decepcionada. Ela forçou um sorriso: — Colega Lu, até amanhã, então.

Lu Xun hesitou por um momento:
— Até amanhã.

Só quando ele se afastou é que Song Qingying recobrou a consciência, levando as mãos às bochechas, que ardiam em um tom avermelhado.

Em um restaurante chinês de decoração clássica, Jiang Qiao estava a meio caminho de sua refeição quando o celular tocou. O nome na tela era Peng Yang.

— Quem é esse? — perguntou ela ao 166.
166 respondeu: — Amigo da dona original do corpo. Atenda logo, o primeiro ponto da trama está chegando.

Assim que Jiang Qiao atendeu, ouviu uma música ensurdecedora. O rapaz do outro lado da linha, temendo que ela não ouvisse, gritou:
— Xiao Qiao, vamos sair! Finalmente temos um dia de folga, venha logo, está todo mundo aqui!

Jiang Qiao: "..."
Ela afastou o celular do ouvido:
— Certo, mande a localização.

— Combinado, estou te esperando! Não vá furar, hein!

O quão mimada a dona original do corpo devia ser para que ele precisasse enfatizar que ela não deveria faltar? Jiang Qiao concordou:
— Está bem.

Após desligar, Ye Qingqing, sentada à sua frente, piscou:
— Era o Peng Yang?

Jiang Qiao arqueou uma sobrancelha:
— Como você sabe?

— Ah, quem mais seria? Ele vive te chamando para sair, tem segundas intenções...

Ora, então ele era um pretendente. Jiang Qiao compreendeu:
— Então venha comigo.

Ela não estava disposta a lidar sozinha com aquele estudante do ensino médio.

Ye Qingqing aproveitou a oportunidade para barganhar:
— Amanhã quero comer comida ocidental.

— ... — Jiang Qiao ficou sem palavras por um momento: — Sem problemas.

O táxi levou as duas até o local. Ao descerem e encararem a fachada luxuosa, Jiang Qiao semicerrou os olhos.
Ye Qingqing exclamou, surpresa:
— Como o Peng Yang ousa vir ao Pavilhão Vermelho? Ele não tem medo de apanhar do pai?

Bares com aquele tipo de clientela perigosa e complexa eram lugares frequentados por jovens ricos e mimados em busca de diversão; os herdeiros de famílias tradicionais jamais se rebaixariam a frequentar tais locais. O fato de ele ter convidado a dona original para se encontrarem ali deixava suas intenções claras.

— Vamos voltar — disse Jiang Qiao, sem intenção de entrar.

Assim que deu um passo, o 166 começou a agir como se estivesse com defeito: [Por favor, conclua o ponto da trama. Por favor, conclua o ponto da trama...]

Ye Qingqing observou a garota parar no lugar, respirar fundo e fazer uma careta, como se tivesse comido algo desagradável. Ela tentou sondar:
— Se não quer entrar, podemos voltar.

— É minha primeira vez no Pavilhão Vermelho — disse Jiang Qiao, com um sorriso forçado. — Seria um desperdício não entrar para ver como é.

Ye Qingqing assentiu, confusa. No entanto, elas não conseguiram entrar; foram barradas logo na entrada.

— Documento de identidade.

Lu Xun, alto e de pernas longas, vestia o uniforme de trabalho. Ele parecia menos jovem, e não demonstrou qualquer hesitação mesmo sendo visto trabalhando ali por uma colega de classe.

— Oh... ah, sim — Ye Qingqing reagiu rapidamente, ficando vermelha de vergonha enquanto procurava freneticamente o documento no bolso: — Aqui... aqui está.

— Bem, nós viemos encontrar um amigo — acrescentou ela, sem conseguir se conter.

— Entendido — Lu Xun devolveu o documento sem demonstrar interesse: — Menores de dezoito anos não podem entrar.

— Ah... — Ye Qingqing respondeu: — Certo...

Lu Xun não olhou para ela, voltando sua atenção para Jiang Qiao, que estava sentada preguiçosamente em um banco atrás dela.

Jiang Qiao riu e acenou com a mão:
— Não trouxe o meu.

— ...Sem documento, não pode entrar.

Nesse momento, o celular tocou novamente com uma chamada de Peng Yang. Jiang Qiao curvou os lábios, atendeu e colocou no viva-voz:
— Amigo, o funcionário aqui diz que não posso entrar por ser menor de dezoito anos. Sinto muito.

— Droga! Quem é o idiota que ousa bancar o durão na minha frente? Espere aí, estou saindo para te buscar!

A voz do homem estava carregada de irritação, o que fez Lu Xun franzir levemente a testa. Jiang Qiao desligou e continuou a observá-lo com interesse.

Tão perto, Lu Xun parecia ainda mais alto; ela precisava inclinar a cabeça para ver seu rosto. Além da estatura, ele era mais bonito que a média dos rapazes de sua idade. Nessa fase de transição, muitos jovens ainda carregavam uma infantilidade que os tornava desajeitados, mas Lu Xun já demonstrava traços refinados: contornos faciais definidos e um olhar profundo e sereno. Ele era o tipo de pessoa capaz de fazer o coração de qualquer um disparar.

Ainda não era o horário de pico da vida noturna, então havia poucos clientes. Ele permanecia atrás do balcão com as costas eretas, os dedos pressionando algo. Jiang