Capítulo Dezesseis: Oprimindo os Fracos

Semente Imortal Sinistra: Começando como um Serviçal Menial na Base, Uma Espada para Matar Imortais Eu chuto quem? 2501 palavras 2026-07-31 03:19:25

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— Venha! — rugiu Maqui, firmando as pernas e abrindo os braços, pronto para esperar Sumubai se aproximar.

Nesse instante, os dois guerreiros que estavam mais próximos de Maqui também avançaram rapidamente, pretendendo cercar Sumubai no meio do caminho.

A ideia era perfeita, mas a realidade estava muito além do que poderiam imaginar.

Maqui ainda nem havia terminado de falar quando Sumubai já alcançara sua frente. Os outros dois guerreiros, que planejavam atacá-lo pelos lados, sentiram apenas uma rajada de vento passar por eles. Num piscar de olhos, Sumubai havia desaparecido de diante de seus olhos.

Ao chegar diante de Maqui, Sumubai não diminuiu o ímpeto. Pelo contrário, bateu violentamente o pé direito no chão, impulsionou o ombro e o cotovelo e, aproveitando o movimento, executou uma simples investida da Montanha de Ferro.

Com um estrondo, chocou-se contra Maqui.

A velocidade de Sumubai era rápida demais, muito além das expectativas de Maqui e dos demais. Quando Maqui finalmente conseguiu firmar os pés no chão, Sumubai já estava diante dele.

Sem ter para onde escapar, só lhe restou reunir às pressas toda a energia vital do corpo, tentando suportar o impacto à força.

A enorme diferença de porte fazia a cena parecer a de uma cabra golpeando violentamente um urso gigantesco com os chifres.

Mas o esperado — a cabra com a cabeça rachada, os chifres quebrados e o sangue jorrando enquanto era arremessada para trás — não aconteceu. Em vez disso, o corpo do urso gigantesco foi lançado ao ar.

Aquela força avassaladora superava em muito tudo o que Maqui havia calculado. Ele sequer teve tempo de pensar de onde aquele rapaz magro tirara tamanha potência. Seus pés já não conseguiam se agarrar ao chão, e seu corpo foi erguido no ar.

Além disso, uma corrente de energia vital penetrou em seu corpo através do ponto de contato. Naquele instante, parecia que seus órgãos internos haviam sido deslocados pelo impacto. Uma doçura nauseante subiu-lhe pela garganta, e ele foi lançado para trás, cuspindo espuma sanguinolenta.

Mesmo à beira de desmaiar, Maqui não se esqueceu de sua missão. Por reflexo, fechou os braços com força diante do peito, tentando agarrar firmemente aquele maldito Sumubai. Entretanto, já estava no ar, e seu abraço desesperado não encontrou nada.

Depois de derrubar Maqui, Sumubai nem sequer se preocupou em ver onde ele havia caído. Virou-se e correu diretamente contra o homem de rosto quadrado.

O homem estava ao lado de Maqui. Fora ele quem, junto com o outro guerreiro, planejara cercar Sumubai, mas acabara chegando tarde demais.

Quando se preparava para mudar de direção e continuar o ataque, viu Maqui ser lançado para trás, cuspindo sangue. Ficou profundamente chocado. Afinal, aquilo não era como da última vez, quando Sumubai o havia nocauteado com uma técnica engenhosa. Dessa vez, Maqui fora derrotado num confronto frontal, pela força bruta.

O homem conhecia muito bem a capacidade de Maqui. Se os dois lutassem, mesmo liberando toda a sua força, talvez ele não conseguisse levar vantagem sobre Maqui em termos de poder físico.

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O homem de rosto quadrado sentiu o couro cabeludo formigar. Era como se um pequeno tiranossauro humanoide estivesse avançando contra ele, e até sua testa começou a suar.

Ele pretendia continuar perseguindo Sumubai, mas, naquele momento, descobriu que o jovem havia se virado e corria diretamente em sua direção.

Ao ver Maqui voando para longe, amaldiçoou-o em silêncio por ser um inútil incapaz de resistir sequer a um golpe. Ao mesmo tempo, sentiu que algo estava errado. Ainda assim, não ousava fugir.

Sabia que não podia repetir o destino de Maqui. Tentar impedir Sumubai apenas com força seria inútil. Precisava tomar a iniciativa, lançar seu golpe mais poderoso e transformar o ataque em defesa.

Com a técnica Romper o Vento e as Ondas, desferiu uma palmada contra o peito de Sumubai.

Depois do que acontecera com Maqui, ele não esperava repelir o adversário. Tudo o que queria era usar seu golpe mais forte para atrasar o avanço de Sumubai. Se conseguisse detê-lo por alguns instantes, o outro especialista ao seu lado chegaria imediatamente.

Assim que os demais viessem, sua situação poderia mudar.

Vendo que Sumubai continuava sem esquivar-se, e que sua palma estava prestes a atingir-lhe o peito, o homem de rosto quadrado ficou perplexo. Será que aquele rapaz era tão arrogante a ponto de não se importar com o ataque? Um lampejo de expectativa surgiu em seu coração.

Mas o impacto esperado não aconteceu.

No último instante, antes de a palma atingir o alvo, Sumubai mudou o passo e inclinou repentinamente o corpo para o lado, esquivando-se por pouco. Em seguida, deslizou para dentro do abraço do homem de rosto quadrado.

— Hã!

Soltando um grito explosivo, Sumubai desferiu uma palmada direta contra ele. O homem foi lançado ao ar e, ainda no meio do voo, revirou os olhos e desmaiou, espumando pela boca.

Tudo aconteceu num piscar de olhos. Antes que os outros conseguissem se reunir, dois homens já haviam sido completamente derrubados.

Os três restantes pararam e se juntaram lentamente. Perceberam que cercar Sumubai apenas permitiria que ele os derrotasse um por um. Por isso, decidiram se agrupar antes de voltar a atacar.

Sumubai possuía uma experiência incomparável em combates contra vários adversários. Sabia que, numa luta em grupo, o mais importante era dividir os inimigos. Mesmo tendo uma vantagem absoluta em força, não seria tolo a ponto de avançar de frente e trocar golpes indiscriminadamente.

Ele chutou o homem de rosto quadrado, que estava desacordado no chão. O corpo do sujeito ergueu-se involuntariamente e foi lançado horizontalmente contra os três homens restantes.

É claro que nenhum deles era tolo a ponto de deixar-se atingir. Um deles deu um grande passo para a direita e esquivou-se de lado. Outro fez o mesmo para a esquerda. Restou apenas o homem no centro, sem espaço para escapar. Só pôde recuar repetidamente, tentando dissipar a força do impacto.

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O homem que havia dado um passo para a direita mal teve tempo de comemorar por ter escapado do ataque. Quando se preparava para virar o corpo na direção de Sumubai e observá-lo, um punho já vinha rugindo contra ele.

O afortunado de instantes antes sequer entendeu o que havia acontecido quando foi lançado para longe, girando no ar.

Antes que o homem que tentava resistir ao impacto conseguisse recuperar o equilíbrio, Sumubai lançou-se sobre o outro sobrevivente como um lobo faminto atacando sua presa.

Aquele sujeito jamais vira um guerreiro tão feroz. Aquilo já não parecia uma luta; era simplesmente um massacre. Até aquele momento, ninguém havia conseguido resistir a sequer um golpe.

Suas pernas começaram a tremer, e sua mente ficou em branco. Não sabia se deveria defender-se para preservar a vida ou arriscar tudo num ataque desesperado. Tudo o que conseguiu fazer foi erguer as mãos numa postura estranha diante do abdômen, enquanto se esquecia completamente de firmar a base.

Sumubai achou a cena divertida. Sem lhe dar tempo de recobrar os sentidos, cobriu-lhe o rosto com uma das mãos e pressionou sua cabeça diretamente contra o chão.

Mais um caiu.

Quando o último homem ergueu os olhos, ficou completamente atordoado. Já sabia que não era páreo para Sumubai, mas também não ousava abandonar o próprio mestre e fugir. Só pôde permanecer ali, constrangido, lançando olhares para o jovem senhor, na esperança de que ele se apresentasse e ordenasse o fim da luta.

Infelizmente, tudo o que viu foi a expressão atônita de seu senhor.

Ao perceber que o último guerreiro permanecia parado, sem avançar, Sumubai não teve intenção alguma de poupá-lo. Correu novamente para a frente.

Desde que alcançara o nível inato, sua velocidade havia aumentado enormemente. Era por isso que aqueles guerreiros se sentiam tão desconcertados ao enfrentá-lo: cada golpe surgia de maneira completamente inesperada, como se ele estivesse simplesmente esmagando adversários indefesos.

Sem outra alternativa, o homem decidira lutar até o fim. Se fosse espancado em nome de seu senhor, ao menos teria cumprido seu dever. Além disso, já não considerava tão vergonhoso apanhar de Sumubai. Afinal, todos os outros também haviam sido derrotados.

Ainda assim, subestimara a velocidade de Sumubai.

Num simples instante, o jovem já estava diante dele.

O homem ainda ponderava qual golpe usar em seu ataque final. Em meio ao pânico, só conseguiu desferir um soco comum. Porém, foi inútil. Sumubai abaixou o corpo e acertou-lhe o abdômen com o punho direito.

Dessa vez, o homem não foi lançado muito longe. Mas, antes mesmo de levantar voo, seus olhos já começavam a revirar.