13. É preciso aprender a dizer não para uma tia Yè como essa.

Invasão de Fantasia Restrita em Andamento Caranguejo majestoso 7436 palavras 2026-07-31 03:21:46

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Como não dormira bem na noite anterior, Ye Shiyu acordou cedo pela manhã e ainda voltou a dormir um pouco, levantando-se quase ao meio-dia. Yan Huan já havia retornado há algum tempo.

— Shiyu, você já acordou?

— Ai, Shiyu, venha experimentar esse pudim de caramelo que seu irmão fez, está muito gostoso.

Descendo as escadas, Ye Shiyu viu sobre a mesa dois pequenos pedaços de pudim dourado, um diante de Ye Lan e outro diante da tia Chen.

A superfície do pudim era lisa, com a cor do caramelo perfeitamente distribuída e um leve aroma de essência de baunilha no ar — um visual extremamente atraente e sofisticado.

A tia Chen a convidava a experimentar, enquanto Ye Lan tirava fotos do pudim com o celular.

Ye Shiyu desceu e olhou para a cozinha, avistando Yan Huan que acabara de tirar o avental e pendurá-lo no gancho.

Em seguida, ele saiu carregando outro prato de pudim, sorrindo para si mesmo.

— Irmã Shiyu, preparei esse pudim para você. Justamente porque havia moldes e ingredientes em casa, fiz para vocês experimentarem.

“...”

“Em casa...”

Ao ouvir essas palavras como se já considerasse aquele lugar seu lar, Ye Shiyu olhou para o prato que ele segurava, um belo recipiente de porcelana preta com seu nome escrito.

Um frio involuntário cruzou sua testa, mas a voz de Ye Lan chegou no momento certo.

— Shiyu?

— ...Obrigada.

O gelo não desapareceu, apenas recuou lentamente em seus olhos.

Ela recuperou a expressão normal, assentiu e aceitou o pudim que Yan Huan lhe entregou.

Sentando-se, Ye Lan provou o pudim após fotografá-lo, e o sabor doce na medida certa a fez expressar satisfação.

Virando-se para Yan Huan, perguntou:

— Hmm, está delicioso. Xiao Huan, você sabe fazer sobremesas?

— Não, aprendi no trabalho. É um bar que também vende alguns petiscos, fazer batatas fritas e pudim é tranquilo.

— Um bar, então o ambiente deve ser meio bagunçado, né?

Ye Lan franziu as sobrancelhas, mostrando um estranho preconceito contra aquele tipo de lugar, mas Yan Huan sorriu e explicou rapidamente:

— É só uma pequena taverna com cantor ao vivo, não frequenta gente estranha. Os colegas me tratam bem e o salário é bom.

— Entendo... Muito obrigado, Xiao Huan.

Ao ouvir sobre o salário, um olhar compreensivo apareceu no rosto de Ye Lan.

Sim, para um estudante do ensino médio que precisa pagar sua própria despesa e mensalidade, poucas são as opções. Se há um trabalho disponível, o ambiente e o esforço pouco importam.

Ye Lan imaginava que Yan Huan só trabalhava por necessidade financeira, mas havia um equívoco: a taverna da Tia Tong era realmente séria.

Enquanto escutava a conversa entre a mãe e Yan Huan, os olhos de Ye Shiyu ficaram cada vez mais sombrios.

Quanto mais Yan Huan se mostrava solícito, mais ela o detestava.

Ela comeu simbolicamente uma colherada do pudim, embora estivesse delicioso, naquela boca parecia amargo e difícil de engolir.

Seu olhar vagueava entre Yan Huan e Ye Lan, que conversavam e riam, e até seu semblante impassível parecia não conseguir ocultar a escuridão em seu rosto.

Yan Huan lançou-lhe um olhar quase imperceptível; conhecendo o funcionamento dos modificadores, ele percebeu isso ainda mais rápido que Ye Lan.

Mas continuou conversando com Ye Lan, respondendo habilidosamente a todas as perguntas e cuidados, até conseguindo fazê-la rir.

De repente, ele fez uma pergunta:

— Aliás, irmã Shiyu, você já escolheu as matérias no sistema escolar?

— Escolher matérias?

Ye Lan olhou para Ye Shiyu ao lado, confusa.

— Na sua escola ainda precisa escolher matérias? Não era todo mundo junto nas mesmas aulas?

— Ah, na China é assim, mas aqui além das cinco disciplinas obrigatórias, escolhemos quatro eletivas, geralmente à tarde, e podemos estar com alunos de outras séries e turmas.

— Parece que a diretora Hermes não nos avisou?

— Porque depois também dá para ir pessoalmente na secretaria pedir para adicionar matérias. Lá o professor explica tudo detalhadamente, mas na escolha online isso não aparece, por isso a diretora não avisou antes da inscrição pela internet.

Yan Huan sorriu para Ye Lan e disse:

— Mas eu entendo bem as matérias da escola, posso explicar para a tia e para irmã Shiyu, e podemos escolher agora mesmo.

— Entendi... Shiyu, vai pegar o computador da mamãe para o Xiao Huan ajudar a escolher as matérias? Assim a mamãe também vê como é a escolha no ensino médio daqui.

Ye Shiyu parou de usar a colher como faca para cortar o pudim, assentiu e subiu as escadas.

Ao sair, ouviu a tia Chen dizer que iria preparar o almoço, e Yan Huan se ofereceu para ajudar.

— Não precisa, você fica aqui escolhendo matérias com a senhorita e a Shiyu. Xiao Huan, você fez um pudim tão gostoso, a tia Chen vai mostrar mais pratos para você. Quer comer o quê?

— Mesmo? Quero costela, vi na geladeira.

— Ei, você percebeu isso? Tá bom, mais tarde a tia Chen vai fazer para vocês.

— Ah, Xiao Huan, senta aí, conta como são as aulas na sua escola.

— É o seguinte, tia...

Enquanto conversavam, no lance da escada, os passos de Ye Shiyu foram ficando mais lentos.

Talvez a atmosfera harmoniosa e animada fosse melhor do que em casa.

Afinal, ela não gostava muito de falar, e geralmente passava o tempo no quarto brincando com suas bonecas, então o clima em casa sempre foi morno, nem quente nem frio...

Ou talvez, na verdade, ele fosse quem mais combinava para ser membro da família, por isso a mãe focava mais nele.

“...”

Por algum motivo, embora fosse apenas um filme fictício, ela se identificava profundamente com a protagonista.

Assim, o desejo inicial de apenas expulsá-lo mudou um pouco... e isso era natural, não?

Ela apertou o celular e subiu, desaparecendo na escada em espiral do segundo para o terceiro andar.

...

...

Após o almoço e um breve descanso à tarde, Yan Huan ajudou Ye Shiyu a abrir o site de escolha de matérias da escola Yuanyue no computador.

Entrou na conta que a diretora Hermes deu para Ye Lan e buscou as matérias disponíveis.

A maior parte da comunicação foi entre Yan Huan e Ye Lan, embora perguntassem a Ye Shiyu, ela basicamente repetia as mesmas operações.

Pensava, assentia, “Não tenho objeções”.

Parecia que Yan Huan estava escolhendo as matérias.

Finalmente, escolheram quatro eletivas, sendo uma delas “Prática Manual”, que Yan Huan também cursaria.

Ye Lan olhou para o relógio, quase duas horas da tarde. Quando ia falar algo, a tia Chen apareceu na cozinha e disse a Ye Lan:

— Senhorita, os mantimentos estão acabando e o mercado mais próximo é longe, você pode me levar de carro?

— Eu planejo sair com esses dois para ver um filme e comer fora. Vou deixar a outra chave do carro com você.

Então Ye Lan tinha carro, por que ontem precisou de motorista?

— Ah, nem tenho carteira do licenciamento do Lín ainda, e dirijo pior que você. Se eu for dirigir, vou perder muitos pontos na carteira. Depois vou de ônibus comprar... Mas vocês não vão jantar em casa, e essa costela, como vai ficar?

Falando isso, a tia Chen voltou para a cozinha.

Ye Lan era alguém que estudava muito, mas não dirigia.

Sua face ficou levemente vermelha, e ela olhou timidamente para Yan Huan ao lado, perguntando:

— Xiao Huan, Shiyu, depois vamos ao cinema, escolham um filme que queiram ver.

— ...Tudo bem para mim.

Ye Shiyu respondeu assim, mas na verdade não tinha vontade de assistir.

Ela raramente gostava de cinema e não se interessava muito. Ontem conseguiu assistir porque se identificou com a história.

Mas já que a mãe ia, podia ir também.

Yan Huan olhou para Ye Shiyu e sorriu, sugerindo:

— Tia, que tal darmos uma volta no supermercado? Podemos ajudar a tia Chen a comprar mantimentos e jantar em casa.

— Que educado...

Ye Lan riu e afagou sua cabeça, mas logo mudou o tom:

— Mas eu acho que você só quer mesmo é a costela, não é?

— É só para não desperdiçar, tia, não tem nada a ver com costela, sério.

— Hahaha...

Ye Lan riu novamente e olhou para Ye Shiyu:

— Shiyu, você quer ver o filme?

— Tudo bem para mim.

Ye Shiyu olhou para Yan Huan sem expressão.

Sentindo aquele olhar como se olhasse para um morto, Yan Huan fingiu não ver e sorriu ainda mais radiante.

Trancar a porta definitivamente não ajudava...

Pensou assim.

Ye Lan mudou de ideia e perguntou à tia Chen na cozinha:

— Tia Chen, o que devemos comprar? Vamos ajudar você.

— Não vão mais ao cinema?

— Haha, Xiao Huan adora a costela que você faz.

— Ai, parece que no Lín não tem comida boa, as crianças estão passando fome.

— Hahaha... Vamos logo, o que vai comprar? Estamos saindo já.

Depois de informar a lista, Ye Lan pegou a chave do carro e levou Yan Huan e Ye Shiyu para a garagem.

Ao abrir, havia um mini carro elétrico muito barato.

Era um pouco maior que um prato de cabeça de peixe com pimenta.

Yan Huan olhou para o carro pequeno e barato, depois para Ye Lan entusiasmada.

Um presidente do grupo Lín, com uma fortuna enorme, dirigia isso?

Sem entender, Yan Huan e Ye Shiyu entraram no carro, sentando-se atrás. Assim que entraram, Ye Shiyu colocou o cinto.

Enquanto Yan Huan se questionava, o carro ligou.

— Prontos para partir.

De repente, o carro começou a dar ré e bateu contra a parede da garagem, com um estrondo.

— Tum!

Yan Huan balançou e recostou na cadeira.

Ao lado, Ye Shiyu permaneceu impassível, como sempre.

“...”

Agora ele entendia por que o carro do presidente Ye era tão barato.

Ye Lan virou-se para Yan Huan com um rosto de desculpas.

— Desculpa, engatei a marcha errada, agora está tudo certo, vamos partir logo.

— Beleza, tia.

Yan Huan fechou o cinto, sorrindo de forma forçada.

...

...

— Hahaha, senhorita, você assustou o Xiao Huan.

À mesa do jantar, a tia Chen servia as bebidas e ria vendo Yan Huan ainda assustado.

Ye Lan fez bico, um pouco chateada.

— Já está muito melhor do que antes. Só errou a marcha na garagem, fora isso, foi bem.

Sim, tirando as derrapagens, mudanças bruscas e corridas arriscadas, estava tudo bem.

Só que o balanço do carro dava vontade de vomitar.

Especialmente porque o carro elétrico acelerava e freava de forma abrupta, o que fez até Yan Huan, que nunca enjoava em carros, passar mal.

Agora ele estava pálido, mas ainda sorria para Ye Lan.

— Que azar, tia.

Com o sorriso forçado, a tia Chen também se divertiu.

— Hahaha...

— Aqui, come essa costela para fechar a boca.

Ye Lan passou um pedaço para Yan Huan e outro para Ye Shiyu, enchendo o ambiente de alegria.

Somente Ye Shiyu permaneceu calada.

Yan Huan se dirigiu a ela:

— Comparado a mim, irmã Shiyu é muito corajosa, nem tem medo...

“...”

Sem responder, Ye Lan sorriu para preencher o silêncio.

— A irmã é a mais atenciosa comigo, diferente do Xiao Huan.

— Shiyu já está acostumada a viajar, antes até enjoava.

“...”

Ainda sem resposta, a refeição terminou com conversas intermitentes.

— Tia Chen, deixa eu ajudar.

Yan Huan foi o primeiro a se levantar para ajudar a tia a arrumar a mesa, enquanto Ye Lan sorria segurando o queixo, observando suas costas.

Após um momento, ela foi até um armário na sala e começou a procurar algo.

Dentro havia vários álbuns de fotos.

Vendo isso, Ye Shiyu entendeu.

Aquele momento logo chegaria.

Os álbuns continham muitas fotos antigas, inclusive dos pais de Yan Huan.

Na sexta-feira, Yan Huan disse que passaria o fim de semana ali; agora, com o clima agradável, parecia que ele estava quase se integrando à família.

A mãe só precisava falar do passado para que ele permanecesse ali naturalmente.

— Mãe, vou subir para fazer roupa.

Pensando nisso, Ye Shiyu levantou-se sem expressão e disse.

— Está bem, vai lá.

Ye Lan continuava folheando os álbuns, e Ye Shiyu subiu as escadas com um ar sombrio.

— ...Achei.

Ye Lan logo encontrou um álbum, pegou-o e voltou a se sentar no sofá da sala.

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Yan Huan trabalhou um bom tempo na cozinha, lavou as mãos e saiu segurando duas tigelas de pudim de leite que acabara de fazer.

Vendo que Ye Lan estava sozinha na sala, perguntou:

— Tia, e a irmã Shiyu? Fiz essa sobremesa para você e para ela depois do almoço...

— Ela subiu para fazer roupa...

Ye Lan sorriu e acenou para Yan Huan.

— Venha aqui, Xiao Huan, quero te mostrar uma coisa.

— Certo, tia.

Colocando o pudim na mesa de centro, Yan Huan sentou-se ao lado de Ye Lan e a viu folhear o álbum pesado, mostrando uma a uma as fotos.

Sua mão parou em uma foto de duas jovens mulheres.

Na foto, Ye Lan de cabelo curto e sorriso meio tímido estava ao lado de uma mulher de cabelos longos e sorriso radiante, que fazia o sinal de “paz” para a câmera.

Só de olhar para a bela jovem ao lado de Ye Lan, os olhos de Yan Huan se moveram levemente.

As feições daquela garota eram muito parecidas com as dele, especialmente ao sorrir.

Assim, ele entendeu quem era.

— Veja, Xiao Huan, esta é sua mãe, Wang Yulu, minha colega da faculdade.

Ye Lan sorriu levemente, passando os dedos pelas fotos, e continuou para Yan Huan, que estava surpreso.

— Quando entrei na faculdade, a empresa da minha família estava em crise, as condições eram muito difíceis. Não se engane com meu visual hoje, vinte anos atrás a tia mal conseguia se sustentar na faculdade...

Nas fotos, as roupas de Ye Lan pareciam grandes demais para seu corpo.

— Mas jovens não se contentam só em estudar, precisam se divertir, socializar.

— Como eu não tinha dinheiro para roupas, usava as da minha irmã, que eram um número maior. Quando saía, não só os outros me olhavam estranho, eu mesma me sentia inferior.

— Se as roupas já eram assim, nem se fala de maquiagem, lanches, eletrônicos; eu não tinha nada...

Em todas as fotos, a garota ao lado de Ye Lan estava sempre sorrindo, fazendo gestos para a câmera ou poses engraçadas.

Só pelas fotos dava para ver que era uma pessoa muito alegre.

— Naquela época, sua mãe era minha colega de quarto.

— Quando eu não tinha roupas, ela me emprestava as dela; para encontros ou entrevistas, quando não tinha maquiagem, ela me emprestava a dela; ensinava cuidados com a pele, levava para esportes, estudávamos juntas e me apresentava a mais amigos...

— Foi assim que seus pais se conheceram. Ali está seu pai; seus pais eram o casal perfeito da faculdade de literatura.

Numa foto, Ye Lan, Wang Yulu e um homem bonito de óculos olhavam para a câmera sentados à mesa, com outros colegas ao fundo.

— Sua mãe é uma pessoa muito bondosa e sincera. Sem ela, acho que teria surtos psicológicos durante meus seis anos de graduação e pós-graduação.

— Ela é minha melhor amiga. Até a formatura, seus pais foram trabalhar no grupo Lín. Eles viajavam muito e o celular ficava sem sinal; eu, por outro lado, estava ocupada com o divórcio fracassado e a empresa da família.

— De vez em quando mandava mensagens para saber como estavam, mas nunca respondiam. Eu achava que estavam ocupados, mas...

Ye Lan ficou com os olhos vermelhos.

Virou a página sem coragem de olhar mais, como se temesse que ver a mãe de Yan Huan lhe fizesse chorar.

Yan Huan gentilmente entregou-lhe um lenço.

No álbum, uma foto chamou sua atenção: a mãe de Yan Huan sorrindo animadamente ao lado do berço.

No berço, Ye Shiyu bebê esticava a mãozinha para segurar o dedo mindinho de Wang Yulu, que sorria surpresa.

A legenda dizia:

“Primeiro encontro de Shiyu com sua madrinha.”

Ao ler a legenda, os olhos de Yan Huan se estreitaram, enquanto Ye Lan sorriu ao ver a mesma foto.

— Eu e sua mãe combinamos de sermos madrinhas uma da outra. Sempre contei isso para Shiyu... Então, Xiao Huan, espero que entenda a tia. Quando nos conhecemos, eu fiquei tão emocionada, fiquei muito próxima de você, talvez tenha sido estranho para você...

— Eu só... (chorando) Quando ouvi seu nome, não pude evitar... Ela sempre dizia que, se tivesse um filho, daria esse nome, porque adorava sorrir, e dizia que o filho também sorriria muito...

Yan Huan entregou outro lenço, mas Ye Lan estava tão absorta que nem percebeu.

Ele teve que, um pouco sem jeito, limpar as lágrimas dela.

— Tia Ye...

Mas Ye Lan segurou a mão estendida de Yan Huan, olhou nos seus olhos e perguntou suavemente:

— Então, Xiao Huan, quer ficar? Mora na casa da tia, vou te tratar como filha e cuidar de você no lugar da sua mãe, tudo bem?

“...”

Olhando para Ye Lan, com lágrimas nos olhos e expressão sincera, Yan Huan sentiu uma emoção estranha no peito.

Era uma proposta que, por emoção e razão, era impossível recusar. Em dois dias, tudo parecia natural e inevitável.

Talvez Yan Huan já tivesse pensado racionalmente, pois o cargo de presidente do grupo Lín falava por si só.

Um benfeitor assim, mesmo alguém tolo entenderia que “aceitar” era a única resposta valiosa.

Mas tudo que Ye Lan disse foi do ponto de vista emocional.

Não havia triângulo amoroso, nem dramas de ódio ou paixão.

Apenas apoio nos momentos difíceis e convivência duradoura.

Relembrando tudo e mostrando aquele laço precioso, mesmo que Yan Huan fosse um órfão viajante do tempo, não poderia deixar de se comover.

Por sentir a sinceridade emocional de Ye Lan, ele hesitou.

Percebendo a hesitação, Ye Lan, com lágrimas nos olhos, fez uma expressão triste que parecia dizer que recusar era um pecado imperdoável.

— Tia...

Yan Huan desviou o olhar.

Após um instante de silêncio, sorriu amargamente:

— Eu não posso ficar.

Ao ouvir, Ye Lan ficou incrédula, piscou e perguntou apressadamente:

— Por quê? A tia te parece difícil de conviver?

— Claro que não.

— Então é a irmã? Ela é meio antissocial, mas não é má. Acredito que com você aqui, ela ficaria mais aberta.

— Não é por causa da irmã, tia, nunca pensei assim.

— Então por quê? A tia tem muito dinheiro para ajudar você. Se tem algo que não gosta, é só falar...

O rosto de Ye Lan mostrava crescente incompreensão, com uma mistura de tristeza e mágoa.

Ela olhava fixamente nos olhos de Yan Huan, seguindo seu olhar evasivo até o canto da sala.

Realmente...

Não há como fugir do que se evita, Yan Huan...

Culpe os malditos modificadores se for o caso, tia Ye, que me obrigam a agir assim.

Mantendo o sorriso, Yan Huan finalmente levantou os olhos para encarar Ye Lan.

Não havia repulsa em seu olhar, apenas firmeza na voz.

Era domingo, sete e meia da noite, na mansão de Ye Lan, no distrito Jinghe.

Ele olhou para Ye Lan e disse sinceramente:

— Desculpe, tia Ye...

— Eu não posso ficar aqui. Preciso voltar para o distrito sul.