Capítulo 19: Primeiro Amor
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“Como você ainda tem coragem de falar isso, Jingxue!” Meng Jingjing estava furiosa. “Você é o irmão, por que não protegeu Jingxue e deixou ela ser maltratada?”
Sheng Yong murmurou baixinho: “Isso só aconteceu por causa de Han Yizhou.”
Yin Yu acenou e convidou Yin Hanno, que estava encolhido em outro canto, para se sentar à sua frente na mesa do escritório, colocando as mãos sobre ela. “Diretor, quando Hanno estava no país A, ela sofreu bullying e ficou muito sensível com essas situações. Com certeza esse colega também fez algo para que Hanno reagisse.”
O diretor de ensino sorriu amargamente. Embora ele tivesse acabado de doar um prédio para a escola, Liang Wan não era alguém fácil de enfrentar. “Senhor Yin, nós já pegamos as imagens das câmeras de segurança, você pode dar uma olhada.”
Com um clique claro, o carro desligou suavemente. Liang Wan abriu a porta, saiu leve do banco do motorista e, sem querer, seus olhos passaram por um carro preto estacionado ao lado.
No mesmo instante, a porta daquele carro se abriu lentamente e uma silhueta familiar saiu, fazendo o coração de Liang Wan agitar-se levemente.
“Fang Teng, quanto tempo!” Liang Wan caminhou naturalmente em direção a Han Fangteng, e a distância entre os dois diminuiu em poucos passos.
Han Fangteng ficou visivelmente surpreso com o encontro inesperado, parado por um momento, seus olhos brilhando com incredulidade.
“Xiaowan?” Parecia que o tempo havia voltado aos dias do primeiro amor juvenil.
Ele observava Liang Wan atentamente. O tempo parecia ter sido generoso com ela, conferindo-lhe apenas uma elegância madura, enquanto seu sorriso puro permanecia intacto.
Liang Wan não demonstrou constrangimento algum. “Então, você veio à escola por causa de Han Yizhou?”
“Você conhece meu filho?” Ele parecia incrédulo.
“Claro, você não sabia que seu filho fez minha filha faltar às aulas?”
Han Fangteng tentou extrair a informação importante para si. “Eu só sabia que você tinha um filho, quando teve uma filha?”
“É a filha de Sisi,” explicou Liang Wan.
Os dois abriram a porta do escritório, onde parecia estar acontecendo uma comédia:
Dois professores de classe estavam um pouco perdidos atrás do diretor;
Meng Jingjing e Sheng Yong numa típica perseguição;
No sofá, Han Yizhou parecia calmo, mas falava algo que fazia Jingxue rir alto;
Yin Yu estava concentrado observando as imagens da câmera, de vez em quando lançando olhares para Yin Hanno.
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O diretor de ensino voltou a falar: “Pai de Han, a senhora Xiao chegou!”
Liang Wan respondeu com um “hm” e logo caminhou direto até Jingxue.
“Está tudo bem?” perguntou Liang Wan com voz suave e preocupada.
Jingxue balançou a cabeça levemente. “Tia Liang, estou bem.”
[Como pode? Por que o irmão Qingyu não veio? Ele não se importa muito com Jingxue?] Yin Hanno olhou para a porta vazia, seu rosto ficou rígido e até os músculos das bochechas tremiam levemente.
Liang Wan acariciou sua cabeça. “Não se preocupe, tia vai resolver isso para você.”
Virando-se, seu olhar tornou-se imponente. “Cadê as câmeras? Quero ver também.”
“Yin Yu, já nos conhecemos desde a universidade e você acabou de voltar ao país, já ajudei bastante sua empresa, não é?” Depois de assistir às imagens, ela sorriu de forma forçada. “Você pediu para Qingyu cuidar melhor de Hanno, ele concordou, mas sua filha virou e maltratou nossa Jingxue, o que significa isso?”
“Liang Wan, você sabe como Hanno é—”
“Eu até achava essa criança coitada, mas ela tem mais segundas intenções do que eu pensava.” Liang Wan não quis ouvir mais. “Diretor, a escola tem regras para isso, vamos seguir o que deve ser feito. Jingxue, eu vou levá-la para casa primeiro.”
“Jingxue, vamos, vamos para casa!” Liang Wan não quis nem olhar para trás, puxando Jingxue para fora, ainda acenando para Meng Jingjing e Han Fangteng.
“Ha ha.” O diretor ficou um pouco constrangido, mas ganhou confiança. “Senhor Yin, só podemos agir conforme as regras.”
…
Han Fangteng estava confuso, parecia que voltaram ao tempo do ensino médio. [Parece calmo, mas ainda é tão impetuoso.]
“Pai, você conhece os pais da Jingxue?” Han Yizhou reclamou, vendo seu pai de olhos grudados em Liang Wan.
Han Fangteng revirou os olhos. “Não fique de olho naquela garota.”
“Não estou, ainda somos bons amigos.” Embora, no fundo, Han Yizhou tivesse algumas intenções.
“Para de se exibir assim, não adianta negar.” Vendo Yin Hanno chorar inconsolavelmente diante da mesa, Han Fangteng olhou no relógio. “Quer que eu te transfira para outra escola? Essa aqui não é eficiente.”
Meng Jingjing também estava impaciente, então puxou Sheng Yong para perto. “Senhor Han, podemos conversar um pouco?”
“Como devo chamá-la?” Han Fangteng cedeu o sofá para ela se sentar.
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“Meu sobrenome é Meng.”
“Senhora Meng, já entendi mais ou menos a situação—”
Ter um pai compreensivo assim foi sorte dela. “Sim, eu vim para que Sheng Yong peça desculpas a Han Yizhou. Ele errou, e faremos o que for necessário.”
“Não tem problema, a adolescência é o período em que os sentimentos florescem, mas Sheng Yong não deve ser tão impulsivo,” Han Fangteng opinou com equilíbrio. “Yizhou sempre tratou Yuxin como irmã, ele definitivamente não tem outros pensamentos.”
Meng Jingjing não era boba, já tinha entendido as intenções de Han Yizhou. “Rápido, peça desculpas a Han Yizhou.”
“Yizhou, desculpa, fui impulsivo,” Sheng Yong disse envergonhado. “Você ainda é meu irmão.”
“Eu te perdoo.” Han Yizhou nunca tinha visto Sheng Yong tão humilde, sabia que aquilo era difícil para ele.
“Senhora Meng, não é nada grave, tenho assuntos na empresa, vou indo.” Eles se despediram apertando as mãos.
Quando Sheng Yong e Han Yizhou saíram juntos, Yin Yu ainda estava lá, sem palavras. “Pai e filha são realmente iguais.”
Jingxue não esperava voltar em tão poucas horas; parecia ter nascido para não precisar ir à escola.
“Tia Liang, vou voltar ao quarto para dormir um pouco.”
“Certo, Jingxue, vamos esperar a escola encontrar uma solução antes de voltar, não podemos deixar que eles se saiam com a deles.” Liang Wan jogou fora a bolsa de gelo derretida. “Doeu? Você devia ter dado uns tapas na Yin Hanno!”
“Ela só queria ver Qingyu, mas escolheu o jeito errado.” Jingxue não queria mais discutir.
O mundo inteiro silenciou com o som da porta se fechando. Sem hesitar, ela foi até a cama, seu corpo cansado afundando suavemente até se acomodar no colchão macio.
Ela fechou os olhos, suas longas pestanas lançavam sombras delicadas sobre as pálpebras. Após um momento, os abriu lentamente, seu olhar repousou naturalmente sobre o grande pinguim de pelúcia ao lado da cama.
“É difícil lembrar de mim, não é?” murmurou para si mesma, um leve sorriso surgindo nos lábios. “Obrigada.”
“Toc, toc, toc—” alguém bateu à porta.
“Jingxue, sou eu.” A voz familiar de Xiao Qingyu soou do outro lado.
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