Capítulo 20: Reconciliação
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— Espere um momento. — Leng Jingxue se levantou de repente, a dobradiça da porta girou suavemente, emitindo um som agudo e prolongado.
No instante em que Xiao Qingyu viu Leng Jingxue, seu olhar suavizou-se instantaneamente, as marcas claras das mãos ainda permaneciam em seu rosto. — Ainda dói? — Ele não conseguiu evitar estender a mão, os dedos tremiam levemente, mas Leng Jingxue desviou-se ligeiramente, de maneira quase imperceptível, evitando seu toque.
— Estou bem, entre primeiro. — Ela se afastou para dar passagem. Xiao Qingyu, embora sentisse um pouco de decepção, também se sentiu aliviado, e entrou lentamente no quarto, seus olhos pousando novamente em Leng Jingxue.
— Por que Yin Hannuo te bateu? — Xiao Qingyu acabara de ouvir o nome dela.
— Ela acha que você está fugindo dele, quer vê-lo, e acredita que me bater vai fazer você sair. — Leng Jingxue foi atraída pela gaze meio aberta em sua mão. [Ainda não trocou?]
— Jingxue, você pode parar de me ignorar? — A voz de Xiao Qingyu soava quase suplicante, como se implorasse por um sonho inalcançável. — Nós podemos voltar a ser como antes, falar de tudo, sem barreiras?
Ao ouvir isso, um leve turbilhão surgiu no coração de Leng Jingxue.
— Hum. — Ela apenas estava um pouco desapontada com Xiao Qingyu, não queria realmente se afastar dele, na verdade, queria valorizar esse tempo incerto de paz. — Por que não troca a gaze?
Finalmente Xiao Qingyu sorriu, o canto dos lábios se curvou, um sorriso sincero após tantos dias. — Eu só tenho uma mão.
— Espere um pouco. — Leng Jingxue desceu as escadas para buscar a caixa de primeiros socorros. — Estenda a mão, vou trocar seu curativo.
Com cuidado e habilidade, ela desfez a gaze que envolvia sua mão.
Xiao Qingyu perguntou: — Como você é tão habilidosa?
— Você esqueceu que aprendemos isso no treinamento militar do primeiro ano? Ou foi você quem me ensinou. — Leng Jingxue limpava a ferida com um algodão embebido em antisséptico, respondendo com um sorriso resignado.
— Como pude esquecer até isso? — Xiao Qingyu se lamentou, realmente não conseguia se lembrar.
Leng Jingxue enrolou a gaze limpa em sua mão. — Da próxima vez, pare de apertar, é burrice.
Dessa vez, Xiao Qingyu não concordou.
Três dias depois, a professora entrou em contato com Liang Wan: — Senhora Liang, Yin Hannuo realmente cometeu um erro, mas Leng Jingxue também revidou. Como o histórico dos alunos é importante, a escola decidiu que Yin Hannuo peça desculpas a Leng Jingxue na frente de toda a turma.
Liang Wan queria ir à escola causar confusão, mas foi impedida por Leng Jingxue. [Provavelmente amanhã, o professor nem vai lembrar de quem deve se desculpar.]
Xiao Qingyu sabia o que Leng Jingxue estava pensando. — Não se preocupe, Yin Hannuo não vai esquecer para quem está pedindo desculpas.
Ele falou tão calmamente que Leng Jingxue começou a duvidar se havia entendido errado: será que Xiao Qingyu realmente gosta de Yin Hannuo?
Mesmo com a reconciliação entre eles, Leng Jingxue decidiu ir à escola de bicicleta sozinha.
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Eles seguiam um atrás do outro, Xiao Qingyu olhava para o banco vazio da bicicleta, arrependido. Ele nunca deveria ter aceitado ir àquela festa com Liang Wan e encontrado Yin Hannuo.
As árvores ao longo da rua balançavam suavemente, lançando sombras irregulares no chão. No cruzamento, o semáforo mudava de cor ritmicamente, organizando o fluxo de pedestres e veículos.
Nesse momento, o som claro de uma campainha de bicicleta soou como o primeiro raio de sol da manhã, aproximando-se.
Uma figura familiar entrou rapidamente pela rua à esquerda, lado a lado com Leng Jingxue.
Han Yizhou sorria radiante, como sempre. — Bom dia, Jingxue!
Ele realmente estava ali. Leng Jingxue sorriu levemente. — Bom dia, Han Yizhou!
Xiao Qingyu permaneceu parado, fixando o olhar naquelas duas figuras, suas risadas soavam como lâminas afiadas que cortavam a paz em seu peito.
Seu olhar era complexo e profundo, cada piscar parecia conter uma luta para controlar as emoções que ameaçavam explodir. A respiração tornou-se pesada e acelerada, o peito apertado como se uma pedra enorme o esmagasse, dificultando seu fôlego.
Os três seguiram juntos para o prédio da escola. Leng Jingxue perguntou a Han Yizhou: — Aliás, você conhece Xiao Qingyu?
— Já ouvi falar, mas não conheço pessoalmente.
— Olá, Xiao Qingyu. — Ele foi o primeiro a estender a mão. — Que tal sermos amigos?
— Claro. — Han Yizhou apertou a mão dele. — Han Yizhou.
Chegando primeiro na sala três, Leng Jingxue se despediu de Han Yizhou: — Tchau!
Antes da aula, o professor realmente esqueceu o que deveria fazer, apenas sabia que Yin Hannuo tinha que pedir desculpas. — Bom, conforme aviso da escola, Yin Hannuo precisa pedir desculpas à turma... Yin Hannuo, venha aqui.
Ver Xiao Qingyu ali já valia a pena. Perder a dignidade não era nada. Yin Hannuo subiu ao palco com naturalidade: — Primeiro, peço desculpas pelo que fiz... Por fim, peço a todos que não me imitem!
Por cinco minutos, ela não mencionou o nome de Leng Jingxue uma única vez, e os colegas ficaram confusos.
— A quem será que a Yin Hannuo está pedindo desculpas?
— Não sei, não lembro dela ter feito algo errado.
...
Sheng Yong ficou sem palavras. [Será que essas pessoas são cegas ou simplesmente têm má memória?]
Depois que Yin Hannuo terminou, todos a aplaudiram: — Hannuo, você é corajosa!
— Yin Hannuo, você não errou!
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Yin Hannuo sorriu maliciosamente. Como sempre, desde pequena, fosse o que fosse que fizesse, sempre recebia elogios; talvez fosse seu dom natural.
De repente, Xiao Qingyu perguntou: — Parece que Yin Hannuo nem disse para quem está pedindo desculpas, nem o que fez de errado! — Logo sentiu uma dor no peito.
Ao ouvir isso, Leng Jingxue sentiu um calor reconfortante, mas suspirou. [Ah, Xiao Qingyu está desperdiçando seu esforço de novo.]
A professora também estava curiosa: — Yin Hannuo, explique com mais detalhes, por favor.
Yin Hannuo apertou o papel da retratação até rasgar. — Certo. — Voltou para a frente. — Eu não deveria ter dado um tapa em Leng Jingxue sem motivo. Por isso, peço desculpas a ela.
— Ah? O quê? Yin Hannuo realmente bateu em alguém?
— Impossível, ela geralmente é tão gentil.
...
— Espere! A quem a Yin Hannuo disse que bateu?
— Não sei! Esqueci.
Leng Jingxue riu baixinho. [Claro, era de se esperar.]
Mas Yin Hannuo não conseguia ficar parada. [Por quê? Nas vidas passadas, Xiao Qingyu não era assim. Onde foi que tudo deu errado?]
A palma da mão de Xiao Qingyu, ainda com a ferida cicatrizando, rachou novamente. [De fato, a única forma de me impedir de favorecer Yin Hannuo incondicionalmente é me ferir.]
Yin Hannuo voltou a seu lugar. — Irmão Qingyu, você está melhor?
As unhas de Xiao Qingyu se enterravam mais fundo, sem responder.
— Irmão Qingyu, não foi minha intenção bater em Leng Jingxue. — Ela mostrou o vídeo para ele. — Veja, ela também me bateu.
Xiao Qingyu lançou um olhar de descrença. — Professor, quero trocar de lugar.
— O quê? — O professor queria entender qual seria a próxima confusão de Xiao Qingyu.