6. Trilhando caminhos incomuns, experiência +1

A Partir da Fornalha da Alma Aderir obstinadamente às regras. 2520 palavras 2026-07-31 03:05:09

No dia seguinte, Mo Hao levantou-se bem cedo.

Depois de colocar o que precisava e munir-se do atestado médico de amnésia, parou um táxi e indicou o nome da escola. Mo Hao, que andava ocupado a melhorar as suas capacidades, não sabia onde ficava o colégio, mas isso não era um problema; bastava que o motorista soubesse.

Terceira Escola Secundária.

O colégio possuía apenas três anos letivos e cerca de oito mil alunos. No entanto, entre tantos estudantes, poucos eram aqueles que conseguiam alcançar resultados significativos na Técnica do Touro Selvagem e no Punho do Cavalo Galopante ao longo dos três anos do ensino secundário. Já era difícil atingir o nível de um quase artista marcial, que roçava o limite do corpo humano, quanto mais romper essa barreira e tornar-se um profissional. Romper o limite humano, fosse para se tornar um artista marcial ou um ser capaz de albergar outros tipos de poder, era genericamente designado como profissional.

À frente do portão mais próximo, existia uma longa rampa. Não se sabia se fora intencional ou não, mas a inclinação era bastante acentuada. Além disso, o piso parecia ter sido tratado de forma a tornar-se extremamente escorregadio. Se alguém não prestasse atenção ao caminhar ou desse um passo em falso, havia uma probabilidade considerável de deslizar até ao fundo. A rampa tinha cerca de cem metros, e atravessá-la não era tarefa fácil.

Mo Hao viu vários desafiantes falharem e escorregarem. Pedir ao motorista para mudar de portão não era viável, pois, na hora de ponta, o trânsito estava congestionado e seria impossível circular.

— Logo no primeiro dia de aulas, já me querem dificultar a vida?

Abanando a cabeça com resignação, Mo Hao olhou para a sua roupa. O aumento recente da sua energia vital também impulsionou o seu crescimento físico, fazendo com que o uniforme parecesse um pouco pequeno, quase como uma peça justa. Ele apenas esperava que a qualidade do tecido fosse suficiente para aguentar o esforço.

Mo Hao respirou fundo, recuou alguns passos e, subitamente, impulsionou-se para a frente. Num instante, o seu corpo transformou-se num vulto negro, cortando o ar com a energia vital que acumulou nos últimos tempos. Deixando marcas superficiais no solo com a ponta dos pés, ele saltou vários metros de cada vez. Ao aterrar, exercia uma nova pressão, disparando novamente para cima.

Após mais de uma dezena de explosões de energia, conseguiu chegar ao portão, cem metros acima, recorrendo apenas à sua força bruta. Só então soltou o ar que prendia nos pulmões; o bafo quente assemelhava-se a vapor, levando os outros a afastarem-se instintivamente para não se queimarem. Verificou o uniforme e concluiu que a qualidade era excelente, pois não se rasgara apesar do esforço físico intenso.

No momento em que se preparava para entrar, uma notificação chamou-lhe a atenção:

【Caminho não convencional percorrido, Experiência +1】

A experiência, que se mantinha estagnada, tinha finalmente aumentado. Mo Hao olhou para trás, para a rampa, e entrou no recinto escolar pensativo.

Por outro lado, a forma como Mo Hao chegara ao portão atraiu olhares curiosos.

— Que poder explosivo impressionante — comentou uma rapariga de traços delicados, observando as marcas deixadas no chão. — Conseguir continuar de pé após explosões contínuas de energia vital... quem será ele?

Ninguém respondeu. Os outros alunos também tentavam identificar o rapaz, mas, por mais que procurassem na memória, não encontraram qualquer registo. A rapariga não deu muita importância; afinal, como hoje era o teste de divisão de turmas do terceiro ano, não seria difícil descobrir a identidade daquele aluno. Pensando nisto, subiu a rampa calmamente pelos lados, onde pequenas saliências serviam de degraus para os estudantes. Apenas os recém-chegados costumavam tropeçar ali; uma vez conhecido o truque, ninguém perdia tempo a tentar vencer a rampa de frente.

...

Ao entrar, Mo Hao não se dirigiu à sua turma, mas sim ao gabinete do diretor pedagógico, com o atestado médico.

— Então, sofreu de amnésia? — O diretor examinou o documento, selado por um hospital de primeira categoria e com código de verificação autêntico. Não havia como ser falso. Mesmo que duvidassem, bastaria um telefonema para confirmar.

— Sim, amnésia — respondeu Mo Hao, com a naturalidade de quem enfrenta um exame sem qualquer preparação.

Como não havia precedentes, o diretor convocou o coordenador do ano e o professor da turma de Mo Hao. Após confirmarem a veracidade do documento, os três olharam-se, sem saber bem o que dizer. Nunca tinham lidado com um aluno que surgisse com um atestado de amnésia; normalmente, os pais tratariam da licença ou do afastamento escolar.

— Bem, aluno Mo Hao... — começou o diretor, um homem com o cabelo penteado para trás. — Quais são os seus planos? Pretende suspender os estudos ou continuar?

Ao ouvir que pretendia continuar, o diretor refletiu por um momento e instruiu o professor:

— Faça o seguinte: lembro-me de que o exame simulado do semestre passado teve duas versões, A e B, e ainda não corrigimos a turma. Dê-lhe a prova que ele não realizou.

Depois, dirigiu-se a Mo Hao:

— Veja, o terceiro ano é muito importante e a amnésia é uma situação delicada. Pessoalmente, aconselharia um ano de pausa. Mas, se insiste em continuar, não o impedirei. Fará as provas aqui no gabinete, seguindo os padrões de exame. São sete da manhã. O teste prático de artes marciais começa às dez. Terá três horas. Se os seus resultados atingirem a média do terceiro ano, poderá continuar. Caso contrário, terá de suspender os estudos. O que acha?

Mo Hao não recusou. Na verdade, a proposta do diretor coincidia com o seu desejo de avaliar as suas próprias capacidades.

O coordenador do ano ficou a vigiar o exame. Antes de o professor sair, Mo Hao chamou-o:

— Professor, pode dizer-me que tipo de aluno eu era? E como era o meu relacionamento com os outros?

O professor parou para pensar:

— Bem, era um rapaz calmo, tranquilo e reservado. Quanto ao relacionamento, não parecia ter amigos próximos. Ah, e também não tinha namorada.

Parecia que o seu predecessor era um completo invisível na turma.

O coordenador do ano olhou para o professor e perguntou:

— Será que não reparou?

O professor, sentindo-se desafiado, levantou o queixo imediatamente:

— Havia dezoito casais na turma! Eu sei até onde eles se dão as mãos às escondidas e onde costumam marcar encontros. Acha que eu não teria reparado?