Capítulo 1: Ao Sul das Nuvens Coloridas

Cidade da Montanha Meia-Lua, Este Homem é Tóxico Yang Yanjia 3315 palavras 2026-07-31 03:16:20

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De acordo com o guia, ao sair da estação do condado para ir à Cidade da Meia Lua, no Paraíso do Luar, existem dois meios de transporte bastante utilizados.
O primeiro é esperar o ônibus da linha 306, que passa pela Cidade da Meia Lua, na plataforma em frente à estação.
O outro é sair da estação pela rua do lado leste, onde há várias locadoras de veículos, para alugar um carro ou uma motocicleta e seguir dirigindo por conta própria.
Yang An saiu da estação carregando uma mochila e seguiu para o leste.
— Bem-vindo! Olá, quer alugar um veículo? — perguntou a atendente da locadora ao ver um homem com uma mochila de viagem enorme entrar na loja. Ao olhar para o rosto dele, ela ficou paralisada.
O homem se parecia muito com o famoso ator sul-coreano Lee Joon-gi, especialmente seus olhos amendoados e profundos, que, ao sorrir, faziam o coração dela disparar.
Acostumado a esse tipo de reação, o homem estalou os dedos e disse:
— Quero alugar uma motocicleta.
Sua voz era clara e agradável, e a atendente, recobrando os sentidos, ficou com o rosto quente, pensando: “Meu Deus, além de bonito, ainda tem uma voz encantadora. Isso é perigoso!”
— Certo, por aqui, por favor — disse ela, corada, fazendo um gesto para acompanhá-lo até o balcão para concluir o contrato.
Yang An finalizou o aluguel, subiu na motocicleta e seguiu o caminho indicado pelo GPS.
Yunnan fica na planície do Planalto de Yun-Gui, onde o clima é ameno o ano inteiro e muitas paisagens são belíssimas. Yang An já havia visitado vários lugares por ali.
Desta vez, o destino era uma área turística em construção; sua irmã Yang Qi disse que o projeto era financiado por um colega dela da universidade.
Era um dia ensolarado, o céu especialmente azul, com nuvens brancas como jade e montanhas verdes como esmeralda.
No planalto, antes das dez horas da manhã, o sol já estava forte como se fosse meio-dia. Felizmente, havia árvores altas ao longo da estrada, cujas sombras formavam guarda-chuvas verdes que protegiam do calor intenso. Além disso, o vento gerado pela velocidade da moto refrescava o rosto, tornando a viagem confortável.
Com o ronco do motor da moto, o vento assobiando ao redor e o canto dos pássaros no ar, Yang An mantinha um sorriso discreto nos lábios.
De repente, atrás dele, chegou o som de risadas e buzinas apressadas. Yang An olhou pelo retrovisor e viu duas motocicletas quase paralelas vindo em alta velocidade.
Os motociclistas eram jovens, cada um acompanhado por uma garota da mesma idade, todos sorridentes.
Yang An se afastou para o lado e deixou-os passar rapidamente.
A última garota olhou para Yang An, inclinou-se para o ouvido do namorado e disse rindo:
— Esse cara é muito bonito, parece o Lee Joon-gi!
Sabendo que era uma provocação, o rapaz olhou pelo retrovisor.
Ele tinha cabelo curto até a orelha, vestia camisa branca e jeans azul, era bonito, realmente lembrava um pouco o Lee Joon-gi, mas não tinha a força viril que se espera de um homem.
Sentindo-se um pouco incomodado, ele resmungou:
— É só um garotinho mimado, nem merece elogios.
Vendo o ciúme do namorado, a garota sorriu e disse:
— Você percebeu? Ele tem uma expressão rebelde no rosto que faz a gente querer olhar mais vezes.
O rapaz ficou ainda mais irritado, bufou e acelerou a moto, ultrapassando os amigos.
A garota se assustou, mas logo começou a rir alto.
Yang An já estava acostumado com esse tipo de situação e não deu importância às palavras do rapaz.
Depois de mais vinte minutos de viagem, avistou uma placa na beira da estrada que indicava a Vila dos Três Sobrenomes.
Diminuiu a velocidade e entrou na estrada secundária atrás da placa.

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— Você saiu da rota, recalculando o caminho. Por favor, faça retorno e volte à rota principal...
O GPS repetia a mensagem sem parar. Yang An parou a moto e desligou o aparelho.
Yang Qi explicou que pela estrada principal a viagem até a Cidade da Meia Lua levava mais de três horas, mas pela estrada secundária eram cerca de uma hora e meia.
O mais importante era que pelo caminho secundário passaria por plantações em terraços e uma grande floresta de bambu.
Nas montanhas próximas havia rios e uma cachoeira selvagem com 27 metros de largura e 65 metros de queda. Só de imaginar a força das águas caindo, Yang An já estava ansioso para visitar.
A estrada era de terra irregular, com cerca de dois metros de largura, e a moto pulava muito, deixando o traseiro dolorido rapidamente.
Após meia hora de viagem, uma pequena vila situada em um vale apareceu à frente.
Estava em abril, época de plantio de arroz. Os terraços ao redor da vila estavam cheios de água, refletindo a luz do sol como espelhos brilhantes.
Próximo a atravessar a vila, Yang An diminuiu a velocidade.
— Uuu...
— Muuu...
Gritos, mugidos e vozes altas criavam um barulho confuso.
Um grupo bloqueava o meio da estrada à frente.
Yang An estacionou ao lado e foi ver o que acontecia.
Era o mesmo grupo de jovens que ele havia visto antes.
Uma das motos havia caído dentro de um dos terraços alagados, e um dos jovens, todo sujo de lama, discutia com um camponês de cinquenta ou sessenta anos que conduzia uma vaca.
— Vocês machucaram minha vaca e ainda têm coragem? — o camponês, furioso, apontava para uma ferida sangrando na perna do animal.
O jovem, também irritado e sujo de lama, respondeu:
— A vaca veio de repente, tentei desviar, mas não consegui. Agora a moto está assim, a culpa é toda sua.
— Que mentira! Vocês dois ficaram buzinando juntos, fizeram muito barulho e assustaram a vaca — o camponês acusou, apontando para eles.
Os jovens franziram a testa.
— Isso é besteira. A vaca veio na nossa direção, por isso buzinei apressado — retrucaram.
Cada lado tinha sua versão, a discussão esquentava e mais moradores começaram a se aglomerar.
A estrada ficou completamente bloqueada.
Yang An esperou alguns minutos, mas como a situação não se resolvia, levantou a voz:
— Se vocês têm opiniões diferentes, por que não chamam a polícia para resolver?
Todos ficaram em silêncio, trocando olhares.
Normalmente, as pessoas evitam envolver a polícia, então Yang An continuou:
— Por que ficam calados? Se ninguém se machucou, que tal ambos cederem e dispersarem?
O camponês, relutante, disse:
— A vaca está machucada. Se a perna estiver quebrada, ela estará perdida.
O jovem também não queria ceder:
— A moto é alugada, já paguei o depósito. Se estragar, terei que pagar.

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Yang An olhou para ele e disse:
— Se algo acontecer na vila, você, sendo quem dirige um veículo motorizado, não terá razão, de qualquer forma. Primeiro, tente levantar a moto e veja como está. Se não for nada grave, eu posso consertar.
O jovem refletiu e chamou os amigos para ajudar a levantar a moto do lamaçal.
Yang An examinou a perna machucada da vaca e sorriu para o camponês:
— Seu senhor, a ferida já parou de sangrar. Acho que é só um arranhão superficial. Leve-a para andar um pouco e veja se há alguma reação. Se não houver problema, pode deixar para lá.
O camponês, que havia exagerado nos danos para pressionar os jovens a pagarem, concordou com um aceno e começou a levar a vaca para caminhar.
A vaca balançava a cauda e andava devagar.
Enquanto isso, os jovens faziam força, rosto vermelho, para erguer a moto atolada, mas sem sucesso.
As garotas que os acompanhavam estavam todas sujas de lama e tremendo, uma chorava baixinho, enquanto a outra tentava consolá-la, claramente sem intenção de ajudar.
Yang An tirou os sapatos e meias e entrou no terreno alagado.
O jovem, olhando para as pernas brancas e finas dele, bufou com desprezo:
— Suas pernas são mais finas que meu braço. O que você está fazendo aqui? Melhor deixar os moradores ajudarem.
Yang An sorriu levemente:
— Esses idosos são velhos e fracos. Se você não consegue, melhor sair do caminho para não atrapalhar.
Sua voz carregava um tom de desdém, o que incomodou o jovem.
Ele respondeu com desprezo, olhando de soslaio:
— Você não consegue? E você acha que consegue? Para de falar besteira.
O jovem tinha pouco mais de vinte anos, sobrancelhas grossas, olhos grandes e dois dentes caninos pequenos à mostra. Apesar de parecer até fofo quando irritado, ele desprezava os outros. Yang An arqueou as sobrancelhas, baixou a voz e disse com um sorriso:
— Aposto que consigo tirar essa moto do lamaçal sozinho.
— Eu, Lu Hua, não tenho medo de apostar. O que você quer apostar? — Lu Hua estava irritado, nada dava certo naquele dia.
Yang An olhou para a namorada dele e sorriu:
— Eu ouvi sua garota dizer que eu sou bonito. Que tal se eu ganhar, você me dá ela?
Lu Hua quase explodiu de raiva. Esse moleque ainda queria roubar a namorada dele! A ira subiu rápido, ele soltou a moto e desferiu um soco no rosto de Yang An.
Yang An desviou com um movimento do ombro.
Lu Hua acertou o vazio, escorregou e caiu de cara na terra alagada.
Com um estalo, ele caiu pesadamente com o rosto no chão.
A lama espirrou por todo lado, molhando Yang An por completo.
Esse cara não estava brincando!
Vendo que os amigos já ajudavam Lu Hua a levantar, Yang An puxou a moto para a margem do terreno e conseguiu tirá-la do lamaçal.
Com apoio no chão firme, Yang An ergueu a moto facilmente.
Pegou um punhado de grama para limpar a lama da corrente, checou a situação da moto e, vendo que estava tudo em ordem, ligou o motor.
— Rumble… rumble…
A moto pegou e funcionou.