Capítulo 5: O encontro inesperado com um rival

Cidade da Montanha Meia-Lua, Este Homem é Tóxico Yang Yanjia 2557 palavras 2026-07-31 03:16:22

Ao retornar ao sopé da montanha onde a motocicleta estava estacionada, já eram três da tarde. Embora Yang An tivesse coberto o assento com galhos e folhas, ao sentar-se, ainda sentiu o couro tão quente que fez uma careta de dor.

Após pilotar por um tempo sob a sombra das árvores, a brisa suave finalmente interrompeu o suor, e suas roupas, antes encharcadas, já estavam quase secas.

Trinta minutos depois, Yang An finalmente avistou o portão principal da Cidade Meia-Lua, se é que aquilo podia ser chamado de portão. Um enorme painel de liga de alumínio estava fincado na beira da estrada, com os dizeres: "Entrada do Portão da Cidade Meia-Lua".

Ao longe, viam-se vários edifícios de madeira onde operários trabalhavam. O complexo de construções erguia-se seguindo a inclinação da montanha; visto de longe, cercado por serras, o conjunto possuía um certo charme clássico.

"Bi-bi-bi..."

Após uma série de buzinadas urgentes, duas motocicletas surgiram rapidamente de trás do painel publicitário e pararam atravessadas no meio da estrada.

Ah, conhecidos.

Yang An freou. Lu Hua saltou da moto, tirou os óculos escuros e postou-se no centro da via.

— Ei, aqui é uma propriedade privada, a passagem é proibida. — Ele batia o pé no chão, exibindo uma atitude arrogante.

Yang An levantou a viseira do capacete: — É mesmo? Então, pelo visto, você é o dono, não é?

Lu Hua respondeu em voz alta: — Meu irmão é o dono deste lugar.

Ele se chamava Lu Hua, e seus companheiros, Zou Chengjie e Mo Yifeng, não compartilhavam o mesmo sobrenome; deviam ser apenas primos distantes ou algo do tipo.

— Então, quer dizer que você não vai me deixar entrar? — perguntou Yang An.

Lu Hua estava extremamente irritado com as palavras absurdas que Yang An dissera ao seu ouvido mais cedo. Ele havia perseguido Yang An com sua acompanhante, pretendendo dar-lhe uma lição, mas, logo após o incidente, qualquer tentativa de acelerar fazia a moça gritar de medo. Com a velocidade limitada, não conseguiu alcançá-lo e logo perdeu o rastro dele.

Presumindo que ele fosse apenas um viajante de passagem que não o encontrara na Cidade Meia-Lua, Lu Hua esperou no portão, ansioso para ver se ele apareceria. Quando o viu, sua impaciência transformou-se em fúria.

— Exato, você não entra! — anunciou Lu Hua, triunfante.

— Puxa vida, hoje em dia não se pode fazer uma boa ação. Como alguém pode passar por isso depois de ajudar o próximo? É a versão da vida real da fábula do lavrador e a serpente.

Yang An fingia indignação, mas, por dentro, estava extremamente satisfeito. Era exatamente a desculpa que precisava; parecia que o destino sabia que ele não queria esperar por Yang Qi na Cidade Meia-Lua e lhe dera uma razão para ir embora.

Lu Hua apontou para ele: — Ainda tem coragem de falar? Eu pretendia te agradecer devidamente, mas você começou a dizer bobagens. Hoje, se eu não te der uma lição, você não vai saber o que é a punição da sociedade!

Yang An fingiu surpresa: — Que palavras eu disse para te ofender? Nem estou sabendo.

Lu Hua rangia os dentes de raiva. "Finja, pode continuar fingindo!"

Ao ver o sorriso desaparecer do rosto de Lu Hua, Yang An, contendo o riso, exibiu uma expressão inocente: — Por que você não repete o que eu disse?

O companheiro de Lu Hua, curioso sobre o que teria irritado tanto o amigo, interveio: — Lu Hua, o que exatamente ele disse?

Lu Hua não acreditava que ele pudesse ter esquecido, achando que era apenas uma provocação deliberada. Tomado pela raiva, decidiu que teria de espancá-lo ali mesmo.

Vendo o rosto de Lu Hua ficar vermelho e seus punhos se fecharem enquanto avançava, Yang An, que não havia desligado o motor, soltou o freio, virou o guidão e partiu.

— Ei, moleque, se é homem, não fuja! — Vendo que ele escapava, Lu Hua apressou-se em chamar o companheiro: — Vamos subir na moto e persegui-lo!

O companheiro de Lu Hua revirou os olhos: — Se quer perseguir, vá você sozinho. Que tipo de amigo é você, que nem me conta o que houve? Não me convide mais para sair.

Lu Hua sentiu-se um pouco culpado: — Eu te conto, mas você promete que não vai contar para ninguém.

O companheiro deu um tapinha no ombro dele e no próprio peito: — Pode confiar de olhos fechados.

— Ele disse que gosta de gente como eu. Você me diz, ele não merece uma surra? — disse Lu Hua, rangendo os dentes antes de pular na moto.

O companheiro arregalou os olhos e, em seguida, começou a rir: — Então o cara é gay? Hahaha...

Lu Hua, com o rosto pálido de raiva, ligou a motocicleta. Seu companheiro segurou o guidão e tentou convencê-lo, rindo: — Esquece isso, deve ter sido só uma brincadeira. Sinceramente, quem mandou você zombar dele primeiro? Deixa pra lá, é raro a gente sair, e as meninas estão lá dentro nos esperando.

Lu Hua não queria ceder: — Solte, eu vou persegui-lo sozinho.

— Irmão, escute meu conselho. A Xiao Li ficou muito assustada, e ele já foi embora. Você já descarregou sua raiva, vamos deixar por isso mesmo — insistiu o companheiro.

Lu Hua pensou em Xiao Li, ainda abalada, e olhou para a silhueta que se tornava cada vez mais indistinta na estrada. Bufou e disse: — Na próxima vez que eu o vir, farei com que ele saiba do que sou capaz.

Yang An olhou para trás e, ao ver que não o perseguiam, ficou surpreso. Lu Hua era alguém muito impulsivo; aquilo não era normal. Ele parou a moto e pesquisou um destino no mapa digital. Yang Qi dissera que havia uma cidade chamada Rua Yangliu, a cerca de sessenta quilômetros da Cidade Meia-Lua.

Aos domingos, o local tornava-se o centro comercial de diversas vilas vizinhas. Como sempre havia mercadores de fora que ficavam ali para comprar ervas medicinais, certamente haveria pousadas. Amanhã seria domingo, dia de feira, e as minorias étnicas reunir-se-iam usando suas roupas tradicionais. Yang An pretendia registrar algumas daquelas atividades folclóricas.

Antes de partir, estudou as informações: a cidade situava-se no sudeste do condado, com um relevo típico de carste e vales quentes de baixa altitude. O ponto mais alto, na montanha de trás de Haizi, chegava a 1.741 metros; o mais baixo, à beira do rio Xiyang, tinha 640 metros. Os rios Xiyang e Ayong cruzavam a região, formando um desenho em formato de "oito".

Os olhos de Yang An brilharam. Montanhas e rios, um belo lugar. Passar um ou dois dias ali seria o tempo ideal para Yang Qi retornar.

Às cinco da tarde, Yang An chegou à cidade de Yangliu Jing. Seguindo as dicas de viagem deixadas por outros turistas na internet, encontrou a Pousada Huajinling. O local tinha uma decoração com estilo de minoria étnica, era limpo e o atendimento era muito cordial.

Na recepção, uma jovem sorriu ao informar os preços: — Quarto individual custa 200 yuans, quarto duplo 100, e o quarto quádruplo 50.

O valor era barato, mas ele não sabia quanto à higiene.

— Há água quente para banho? — perguntou, sem especificar o tipo de quarto.

A moça explicou atentamente: — O chuveiro funciona com energia solar; se quiser tomar banho, precisa ser cedo, senão a água acaba. A caldeira da cozinha fornece água fervente até as 22h, você pode usar uma garrafa térmica para levar água quente e se banhar.

Yang An olhou para os itens de higiene na prateleira atrás dela: — Vou ficar com um quarto individual e um conjunto de produtos de higiene.

— Perfeito, bem-vindo. Por favor, seu documento de identidade. — A moça operou o computador. — O conjunto de higiene custa 30, o depósito do quarto é 100 e a diária é 200; total de 330.

Yang An entregou-lhe o documento. A moça segurou o RG com uma mão enquanto digitava com a outra. Yang An esperou em silêncio, observando as licenças na parede. O nome do representante legal na licença comercial era Huajinling; então, a dona havia usado o próprio nome para batizar a pousada.

— Ué, ué... — A moça levantou a cabeça, surpresa, e olhou para Yang An. — Você pegou o documento errado? Por que aqui diz que o sexo é feminino?