Capítulo 12: Venha, vamos nos ferir mutuamente

Cidade da Montanha Meia-Lua, Este Homem é Tóxico Yang Yanjia 2589 palavras 2026-07-31 03:16:28

Como isso pode se comparar a fazer negócios? Hua Jinling piscou os olhos e disse: “Você está prestes a me convencer, só falta o último passo. Agora quero saber por que gosta de se vestir como homem, é uma questão de identidade ou outra coisa? Quero ouvir a verdade.”

Vamos lá, vamos nos machucar mutuamente.

Você expõe minhas feridas, eu revelo seus segredos.

Yang An sorriu, achando a condição fácil de cumprir, e disse: “Você fale primeiro, me diga o que acha de mim.”

Hua Jinling piscou várias vezes. “Você sofreu alguma decepção amorosa que não conseguiu superar?”

Yang An balançou a cabeça. “Minha mãe teve uma irmã, mas meu pai sempre quis um menino. Infelizmente, eu também nasci menina. Meu pai sempre me criou como um garoto, e eu me acostumei com isso desde pequena.”

Hua Jinling não esperava algo tão simples e insistiu: “Depois de adulta, você nunca pensou em se vestir como mulher?”

Yang An riu alto. “Já pensei, gostava de um senior na escola, queria me declarar, até comprei uma saia, mas foi um desastre.”

Uau, tem história boa aqui! Hua Jinling ficou animada. “Conta os detalhes.”

O pai de Yang An tinha uma academia de boxe e muitos discípulos. Aos dezoito anos, Yang An se apaixonou por um deles, contou para a irmã, que a incentivou a comprar uma saia para se declarar.

Era um domingo, mas o senior não veio sozinho, trouxe uma linda garota de cabelos longos.

Yang An nem conseguiu falar, ficou arrasada e foi embora.

Hua Jinling entendeu um pouco. “Ou seja, seu gosto por roupas masculinas veio da influência da família e, depois, uma tentativa de mudança terminou em desilusão amorosa.”

Yang An sorriu. “Amor desiludido é exagero. Ainda bem que não namorei com ele. Com o tempo, descobri que ele era um mulherengo, sempre com uma garota diferente ao lado.”

Hua Jinling deu sua opinião: “Será que ele não queria te enganar, mas tinha medo do seu pai e por isso não fez?”

Yang An levantou o polegar para ela. “Esperta.”

Depois, Yang An percebeu que se vestir como homem facilitava o trabalho e continuou assim.

Hua Jinling ficou curiosa. “E nunca gostou de mais ninguém? Isso não é normal, seus hormônios estão bem?”

Yang An corou. “Estou normal, tive alguns interesses, mas, ao observar, vi muitas pessoas falsas e não senti mais nada.”

Hua Jinling riu de repente, com uma expressão estranha que despertou curiosidade.

“O que está rindo?”

Com um sorriso maroto, Hua Jinling disse: “Então quer dizer que você nunca namorou? Uma mocinha de vinte e quatro anos ainda pura…”

Yang An a encarou com raiva. “Que graça tem? Mulher sem amor vive leve, com amor vira maluca.”

Hua Jinling ficou surpresa e depois caiu na gargalhada.

“Ah, minha cintura... não aguento, estou com dor, me massageia...”

Hua Jinling se apoiou na cintura resmungando.

“Bem merecido, quem mandou rir de mim?” Yang An ignorou.

Hua Jinling insistiu, agarrando a mão de Yang An. “Para de rir, massageia logo.”

Yang An começou a massagear. “Já falei tudo, essa terra fica para mim.”

Hua Jinling concordou várias vezes. “Tá bom, amanhã te levo para ver. Se gostar mesmo, é sua.”

“Lingling, tem visita na porta esperando por você, vem logo. Poxa, vocês estão ansiosos, ainda nem escureceu...”

A avó entrou, viu o rapaz que Hua Jinling trouxe tocando na cintura da neta e ficou vermelha, saindo às pressas.

Hua Jinling, que acabara de parar de rir, não resistiu e riu novamente.

“Não dá, não dá, minha cintura dói de tanto rir... você senta aí que eu vou atender.”

Ela se apoiou na cintura e foi atender.

O senso de humor dela era baixo, mas Yang An admirava, pois se fosse outra pessoa, ainda estaria chorando pelo que aconteceu ontem à noite.

Hua Jinling logo voltou acompanhada de dois homens.

O mundo é tão grande, e ela nunca imaginou encontrar conhecidos ali.

Hua Jinling se preparava para apresentá-los.

Zou Chengjie já caminhava rapidamente até Yang An.

“Yang An, que coincidência a gente se encontrar assim.”

Realmente, onde quer que fosse, encontrava esse mulherengo. Yang An só pôde sorrir amargamente. “Olá, chefe Zou.”

Mo Yifeng olhou para Yang An com surpresa.

“Hua Jinling, não esperava que você e Yang An fossem amigas.”

Já que todos se conheciam, não precisaram se apresentar. Hua Jinling os convidou para sentar.

Após sentar, Mo Yifeng tirou um contrato da pasta e o ofereceu a ela.

Hua Jinling não aceitou e serviu chá e petiscos.

Mo Yifeng franziu o cenho, sentindo que algo estava errado.

Zou Chengjie olhou para Yang An. “Lá fora estão abatendo ovelhas, e você está sendo tratada com tanto cuidado.”

Hua Jinling respondeu: “Se não fosse por Yang An ajudando ontem à noite, nem sei se ainda estaria viva hoje.”

Mo Yifeng conhecia Hua Jinling o suficiente para saber que ela não exagerava.

Sem esperar perguntas, Hua Jinling contou tudo o que aconteceu na noite anterior.

Mo Yifeng não esperava que Yang An fosse tão leal e corajosa para se meter em confusão em lugar desconhecido.

“Mo Yifeng, não vou vender aquela terra do vilarejo para você,” disse Hua Jinling diretamente. “Yang An também quer, então vou dar para ela.”

Mo Yifeng ficou em silêncio. Com a grande ajuda de Yang An, a desistência dela era compreensível.

Mas ele não desistiu e olhou para Yang An. “Para que você quer essa terra?”

Seu olhar era penetrante, mas Yang An respondeu com calma: “Sempre quis abrir uma pousada. Nunca encontrei um lugar adequado, e depois de ouvir Hua Jinling falar sobre este, achei interessante.”

Mo Yifeng sorriu de lado com desdém. “Abrir uma pousada numa região deserta onde ninguém vai morar? Vai acabar perdendo dinheiro.”

Ele estava irritado por perder o negócio, o que era normal. Yang An sorriu: “Tudo bem, posso perder 300 mil sem problemas. Se não der certo, vou considerar como comprar uma casa de férias.”

Zou Chengjie olhou para Yang An. “Você não visitou o local ainda, melhor ir lá ver antes de decidir.”

Yang An concordou, pois era seu plano também.

Vendo que a situação estava decidida, Mo Yifeng se levantou. “Então não vou atrapalhar mais.”

Hua Jinling, sentindo-se culpada pela mudança de ideia, se levantou rapidamente. “Mo Yifeng, fique para comer antes de ir.”

Zou Chengjie não queria sair, pois precisava voltar para Xangai e só retornaria em uma semana.

Mo Yifeng franziu o cenho ao ver que Zou Chengjie não se mexia.

“Mo Yifeng, eu admito que foi injusto tirar a terra de você assim. Que tal fazermos uma aposta de bebida? Quem cair primeiro desiste da terra,” desafiou Yang An, levantando-se.

“Tem certeza?” Mo Yifeng a encarou. “Eu bebo bastante.”

Ele parecia tonto por ter concordado em ceder a terra, mas agora falava isso. Hua Jinling discretamente puxou a manga da Yang An.

Yang An olhou para ele. “Quem aposta, assume o resultado.”

Mo Yifeng olhou para Yang An, impressionado com a ousadia da garota que agia fora do comum.

Admirou sua coragem de desafiar um homem para beber.

Aquela primeira impressão de antipatia e insatisfação por perder a terra desapareceu completamente.