Capítulo Cinco: O Crescimento da Erva da Renovação

A Coadjuvante Peixe-Salgado no Mundo da Cultivação Pegou o Roteiro de Agricultura A Preocupação das Nove Verões 2297 palavras 2026-07-31 03:21:01

Na manhã seguinte, uma névoa densa cobria a encosta atrás da casa.

— Mestra! Mestra! As sementes brotaram! — A raposa espiritual, que acordara cedo para brincar no terreno baldio, correu empolgada para dentro de casa.

Sang Yu levantou-se ainda sonolenta, com o rostinho levemente corado pelo sono.
— Raposa Espiritual, o que você disse que brotou? — Ela não esperava ter dormido durante a meditação do meio-dia anterior e só acordado no dia seguinte.

A raposa sacudiu o orvalho do pelo e, após secar-se, saltou para a cama, esfregando seu focinho peludo no rosto de Sang Yu:
— As sementes que a mestra plantou ontem brotaram! — E cresceram maravilhosamente bem!

Ao ouvir isso, Sang Yu demorou um pouco para processar a informação, enquanto a raposa balançava suas seis caudas felpudas, insistindo:
— Mestra, vamos lá ver!

Sang Yu afastou as cobertas, levantou-se e caminhou rapidamente até o terreno baldio que havia preparado no dia anterior. A grama da primavera, verde e viçosa, balançava à brisa. Uma leve aura espiritual pairava sobre aquele pequeno pedaço de terra, algo extremamente valioso na desolada encosta.

Sang Yu colheu delicadamente uma haste da grama. Embora as sementes fossem comuns, o que brotara continha uma densa energia espiritual. A raposa mexeu seu focinho adorável e pediu, manhosa:
— Mestra, pode me dar um pouco? Esta grama cheira tão bem!

A grama da primavera era um dos ingredientes para o elixir de recuperação espiritual; continha propriedades leves para restaurar o fluxo de energia e seu sabor era semelhante ao de uma erva comum. Sang Yu permitiu que ela comesse. Ao ingerir a planta, a raposa sentiu a energia espiritual percorrer seus meridianos, além de notar que a grama era doce, tenra e deliciosa.

— Que delícia! Essa energia espiritual tem um gostinho parecido com o da mestra — comentou a raposa, ainda saboreando o que restara.

Curiosa, Sang Yu provou uma haste. Um sabor fresco, doce e herbáceo espalhou-se pelo seu paladar, acompanhado de uma energia espiritual pura. À medida que essa energia fluía por seus meridianos, Sang Yu notou algo surpreendente: os alimentos que consumira nos últimos dias continham impurezas, obrigando-a a meditar para purificar o corpo. Contudo, aquela planta estava limpando as impurezas de seu organismo por conta própria!

Os olhos da jovem brilharam como vidro lapidado. Ela girou com a raposa, radiante:
— Raposa Espiritual, eu cultivei uma grama da primavera capaz de purificar impurezas!

A raposa, também empolgada, respondeu:
— A mestra é incrível! Nunca vi um cultivador capaz de plantar uma erva espiritual com esse poder.

***

Após a euforia inicial, Sang Yu usou sua magia para abrir mais alguns hectares de terra e, usando sua bolsa de armazenamento cheia de água de riacho, irrigou o solo seco. Ela plantou sementes de Girassol Dourado, Flor de Orvalho de Jade e Erva Estelar de Orvalho, finalizando com um feitiço de revitalização. Ao contemplar o verde vibrante em contraste com a encosta árida, seu coração transbordou.

— Mestra, agora que temos ervas espirituais aqui atrás, será que logo poderemos ir embora? — perguntou a raposa, saltando para o colo de Sang Yu.

Ela acariciou a cabeça peluda do animal e explicou pacientemente:
— Minha querida, ainda não podemos sair. Estamos seguras aqui. Quando chegar a hora certa, partiremos.

Permanecer ali por mais algum tempo a ajudaria a evitar os eventos da história principal; Sang Yu não desejava contato com os protagonistas. O Pico Tianfu, legado deixado pelo Venerável Xiao Yao, era um lugar ao qual ela certamente voltaria, mas não agora. A raposa, embora não compreendesse totalmente, guardou as palavras da mestra.

Após o trabalho no campo, voltaram ao pátio. O estômago da raposa roncou, fazendo Sang Yu rir:
— Está com fome? — Ela olhou para o sol; ainda faltava um pouco para a hora da refeição.

A raposa ficou tímida. Sendo uma besta espiritual, ela não praticava a inanição. O macarrão com óleo de cebolinha do dia anterior já havia sido digerido, e o esforço físico da manhã acelerou seu apetite.

Sang Yu foi até a cozinha. Como sobrara massa do dia anterior, ela a retirou de sua pulseira de armazenamento junto com o restante da farinha. Preparou uma nova massa, sovou-a até ficar lisa e a deixou descansar sob um pano branco. Pegou um pouco de carne de besta espiritual, picou-a finamente e misturou com a grama da primavera que colhera, adicionando temperos.

Com a massa pronta, dividiu-a em pequenas porções, abriu-as em discos, recheou-os com a mistura de carne e grama, e pressionou-os até achatarem. Em uma panela grande sobre o fogão, derreteu a gordura que preparara no dia anterior.

Com a ajuda da chama espiritual da raposa, Sang Yu começou a fritar os bolinhos em fogo brando, enquanto, na outra boca do fogão, fervia água de riacho para o macarrão. Com agilidade, virou os bolinhos dourados e preparou o caldo em duas tigelas, adicionando sal, temperos e cebolinha picada antes de despejar a água fervente.

O macarrão ficou pronto em poucos instantes. Um aroma irresistível de gordura, cebolinha e massa fresca subiu aos ares. Sang Yu serviu os dois pratos de macarrão e os bolinhos fritos na mesa de pedra.

— Pequena gulosa, pode comer — disse Sang Yu, sorrindo para a raposa, que babava de ansiedade.

A raposa abocanhou o bolinho: a doçura da grama misturada ao recheio suculento e à casquinha crocante era divina. Ela sentia como se estivesse alcançando um novo patamar de existência. Sang Yu também provou seu macarrão e um pedaço do bolinho; seus olhos se semicerraram de prazer. A combinação era excelente.

Enquanto a energia espiritual da grama purificava seus meridianos, Sang Yu sentiu-se um gênio: ao transformar a planta medicinal em alimento, ela não apenas saciava a fome, mas também limpava o corpo de impurezas.

Lá fora, no terreno aos fundos, as sementes recém-plantadas, nutridas pela essência pura de Sang Yu, começavam a romper o solo. A energia espiritual das plantas crescidas permeava o ar, nutrindo as raízes e devolvendo, pouco a pouco, a vitalidade à terra que antes era apenas desolação.