Capítulo 13: O aliado mais temível

Depois da Confissão do Vilão, Eu Ocupei Seu Trono Gu Linyu e a linguagem dos peixes 2440 palavras 2026-07-31 03:30:01

O homem vestia apenas um casaco sobre o pijama, parecendo ter corrido até ali para limpar a bagunça antes mesmo de despertar totalmente.

[Zhu Feng] mantinha uma postura relaxada e cortês, sem demonstrar qualquer intenção de ataque. Contudo, ela conseguia sentir o vento agitado ao redor dele, emanando uma ameaça constante.

Ela não disse nada, apenas chutou o cadáver a seus pés.

— Eles cometeram atos ilegais; seriam enviados ao pelotão de fuzilamento de qualquer maneira.

[Zhu Feng] concluiu, a partir desse gesto, que a criatura à sua frente era capaz de dialogar e tentou usar um tom menos agressivo para acalmá-la.

— Você está ferida, não está? A Federação possui equipamentos médicos avançados que podem curá-la…

Antes que [Zhu Feng] terminasse a frase, viu a criatura humanoide elevar a mão e tocar o pescoço, de onde o sangue escorria incessantemente. O corte de dez centímetros cicatrizou instantaneamente a uma velocidade inacreditável.

[Zhu Feng] ficou atônito.

Quando a criatura abaixou a mão, seu rosto, que antes oscilava em mudanças constantes, estabilizou-se, assumindo a forma de uma mulher humana. Do ponto de vista estético, era um rosto impecável, mas, ao vê-lo, não se sentia qualquer tipo de atração romântica. Era frio, indiferente, uma beleza feita apenas para ser observada à distância. As pupilas verticais douradas, que ainda não haviam se transformado em olhos humanos, conferiam-lhe um ar ainda mais perigoso.

Ela pressionou o pescoço, sentindo a área afetada, e tentou emitir um som.

— Os humanos… — As palavras, antes travadas, tornaram-se fluidas. — …pagarão o preço por seus próprios desejos.

Embora a frase parecesse apenas um desabafo ou um resumo da situação, [Zhu Feng] sentiu que o significado ia muito além disso.

— Você é o administrador atual dos humanos.

Ela o observou com um olhar perscrutador e, de repente, deu um passo em sua direção. O ar na sala agitou-se por um momento, antes de ser forçadamente contido.

— Você tem medo de mim.

[Zhu Feng] percebeu que ela não tinha intenção de atacar e soltou um suspiro de alívio contido. Ele desviou o olhar e, subitamente, tirou o próprio casaco, lançando-o sobre ela.

Ela entendeu o gesto; sabia que aquele era um item usado pelos humanos para cobrir o corpo, provavelmente uma etiqueta convencional entre eles. Será que os humanos possuíam diferenças individuais tão acentuadas?

Ela vestiu o casaco enquanto organizava seus pensamentos. Se tivesse encontrado este humano primeiro, talvez sentisse algum desejo de explorar essa espécie. O casaco que [Zhu Feng] jogara era um sobretudo, longo o suficiente para servir como vestido quando abotoado.

— Meu medo vem do respeito que tenho por você — disse [Zhu Feng]. Vendo que ela estava vestida, ele estendeu a mão, convidando-a a segurá-la. — É natural que os humanos sintam reverência diante de você.

Com as mãos ainda sujas de sangue viscoso e fétido, ela soltou o bisturi que segurava e pousou a mão sobre a palma de [Zhu Feng].

***

— Wan Zhen?

O carro já havia parado. A voz de Yu Chenfeng ao lado trouxe os pensamentos de Su Wan Zhen de volta. Ela piscou, percebendo que, pela primeira vez em muito tempo, estivera distraída.

— Em que está pensando? — A voz de Yu Chenfeng era gentil e serena, completamente diferente daquela memória de alguém estável, porém dotado de uma certa irreverência. O cabelo também estava curto.

Su Wan Zhen passou o olhar por Yu Chenfeng, sem demonstrar nada, e depois desviou. Ao abrir a porta do carro, lembrou-se de algo:

— Não se mova, eu vou abrir a porta para você.

Tratado como uma boneca de porcelana, Yu Chenfeng não recusou e sentou-se obedientemente, esperando que Su Wan Zhen viesse abrir a porta.

O garçom, algemado com dispositivos de supressão de habilidades, foi arrastado pelos investigadores até a sala de interrogatório do Departamento de Controle de Perigos, protestando ruidosamente.

Su Wan Zhen pegou gelo na sala de necropsia, envolveu-o em uma toalha limpa e aplicou sobre a mão de Yu Chenfeng. Como ele era um "cidadão prestativo" que fornecera pistas voluntariamente, recebeu um tratamento decente, aguardando na sala de descanso do diretor do departamento, com ar-condicionado e água potável.

— Mantenha o gelo por um tempo, cuidado para não ter queimaduras por frio. Se não melhorar, vá ao hospital. — Su Wan Zhen levantou-se. — Vou resolver a situação com aquele indivíduo agora.

— Certo. — Yu Chenfeng ajustou a bolsa de gelo e, vendo que ela ainda não tinha saído, levantou os olhos para ela. — Precisa de ajuda?

— Não. — Su Wan Zhen balançou a cabeça, pensativa. — Acho que você ficaria bem com o cabelo um pouco mais comprido.

Sem se importar com a reação de Yu Chenfeng, Su Wan Zhen virou-se e saiu, fechando a porta da sala de descanso.

***

— [HÓSPEDE! VOCÊ!] — Antes que Yu Chenfeng pudesse reagir, o Sistema explodiu: — [Quando foi que você conheceu ele pelas minhas costas?!]

— [Ah.] — Su Wan Zhen empurrou a porta da sala de interrogatório. — [O som estava um pouco alto agora há pouco, não entendi o que você disse.]

Sistema: — [Não tente se esquivar!]

— [Não seja chato.] — Su Wan Zhen respondeu como se estivesse despachando uma criança mimada. — [Vamos focar no trabalho, depois conversamos com calma.]

Vendo Su Wan Zhen entrar na sala de interrogatório, o Sistema teve que engolir sua insatisfação e ficou ali, remoendo sua raiva em silêncio.

No entanto, antes mesmo de ela se sentar à mesa de interrogatório, foi bloqueada.

— Mesmo sendo uma diretora enviada diretamente pela Federação, você não pode prender pessoas aleatoriamente, pode?

Yang Qinan estava furioso. Ignorando a expressão de Su Wan Zhen, ele apontou o dedo para o nariz dela e gritou:

— Eu sei que vocês que vêm do Centro são movidos por ambição, mas não pode simplesmente prender qualquer um para servir de bode expiatório! A pessoa só te queimou um pouco, não cometeu nenhum crime grave. Por que você a trouxe para cá?!

— Sem mencionar que ela nem chegou a te queimar de verdade.

Qualquer outra pessoa que ouvisse aquilo pensaria que Su Wan Zhen era uma vilã que abusava de seu poder para vinganças pessoais. Como era o único diretor interino de toda a filial que vivia a dando ordens, Su Wan Zhen não perdeu tempo discutindo:

— Onde está a pessoa?

Yang Qinan revirou os olhos, desconversando:

— É graças a mim que limpo sua bagunça! Qualquer dia desses, se os cidadãos fizerem uma denúncia, você vai perder o emprego!

Su Wan Zhen repetiu a pergunta com paciência:

— Onde está a pessoa?

— Eu a soltei. — Yang Qinan disse com impaciência. — Você realmente queria interrogar aquela garotinha?

Tanto esforço para capturar alguém e ele a soltou assim? Su Wan Zhen respirou fundo, perdendo a paciência com aquele diretor interino que se achava no direito de dar lições por ser mais velho.

— Quando você a trouxe, não a passou pelo detector de habilidades?

Ao ouvir a pergunta, Yang Qinan sentiu um frio na barriga, mas manteve a postura:

— Ela é humana, não é uma criatura alienígena! Só porque ela tem uma habilidade e te queimou, ela tem que ir para a cadeia?

— Isso não tem nada a ver com ter me queimado ou não. — Su Wan Zhen interrompeu a defesa dele. — Você verificou o histórico dela? Investigou a rede de contatos? Você nem sabe por que eu a prendi e já soltou a suspeita por conta própria?

Su Wan Zhen não tinha tempo a perder discutindo. Ela massageou as têmporas e chamou o Sistema.

— [Localize aquele garçom.]