017: Tudo está acontecendo exatamente como previsto no roteiro de Ye Huan.

Jogo do Pesadelo: O Mundo Contra Mim, Caço Todas as Nações Máquina Número Três Extremamente Assustadora 2573 palavras 2026-03-04 19:31:26

O som estridente das sirenes irrompeu no ar.

Masaru Yasuda imediatamente lançou o olhar para o cadáver próximo à janela, o semblante tornando-se sombrio. Aqueles homens, veteranos na arte da fuga, estavam acostumados à visão do sangue; um corpo a mais não seria motivo de alarde para eles. No entanto, aquele cadáver poderia se transformar em prova irrefutável contra eles!

Kobayashi olhou confuso para Masaru Yasuda.

— Masaru, o que está acontecendo? Por que esse nervosismo todo?

Yasuda respondeu, com a voz tensa:

— Aqueles policiais vieram nos prender.

A revelação deixou todos atônitos.

Mieko Sato, perplexa, questionou:

— Masaru, você tem certeza? Somos fugitivos; por que os NPCs iriam agir contra nós?

Yasuda cerrou os dentes e bradou:

— Não há tempo para explicações. Fujam rápido!

A lógica era simples. Em uma das missões secundárias do mundo dos pesadelos, havia um trecho dizendo: “Missão secundária opcional: reúna mais provas e leve Anzhi e Shouji à justiça!”. Ou seja, os fugitivos podiam tanto escolher eliminar Anzhi e Shouji quanto entregá-los à lei.

Isso indicava, indiretamente, que havia uma ordem interna naquele universo. Tanto caçadores quanto fugitivos estavam presos a esse sistema.

Foi esse o motivo pelo qual o homem do Reino do Dragão limpou o local e deixou fitas gravadas. O que ele fez, ou o conteúdo da troca, não importava; tudo não passava de cortina de fumaça. O verdadeiro objetivo de Ye Huan era apenas um: fazer com que a morte de Chen Fan recaísse sobre eles. Ele definitivamente não seguia o roteiro esperado.

Yasuda correu em direção à saída, mas logo percebeu, desesperado, que tanto o elevador quanto a escada de emergência estavam sendo ocupados por pessoas subindo. Se tentassem descer agora, cairiam direto na armadilha. Mesmo que não morressem de imediato, certamente seriam levados pelos policiais para fora do Residencial Primavera.

Sem contar que tinham apenas quatro horas para concluir a tarefa. E, considerando que fugitivos dentro do Residencial Primavera seriam eliminados, já era motivo suficiente para desespero.

Enfrentar os policiais à força estava fora de cogitação. O Residencial Primavera era um cenário de classificação E; seus itens e habilidades estavam reduzidos ao mínimo. Se matassem alguém ali, provavelmente seriam fuzilados ao sair.

A situação era alarmante. Yasuda olhou ao redor e, no final do corredor, avistou uma escada de incêndio que levava à cobertura. Uma súbita alegria tomou seu rosto.

— Depressa! Para o terraço!

Alguém protestou, descontente:

— Masaru, mesmo no terraço estaremos encurralados. Melhor eliminar esses NPCs de uma vez.

A sugestão encontrou eco em outros companheiros, que concordaram em voz alta.

Yasuda não acreditava na estupidez de seus colegas. Esbravejou:

— Cale a boca e siga as ordens!

— Quem hesitar, vai se ver com a honra do imperador!

A ameaça surtiu efeito; todos seguiram em direção à escada de incêndio.

Ao alcançar o terraço, Yasuda observou ao redor. O Residencial Primavera era um prédio antigo de sete andares, e as coberturas das torres estavam interligadas. Aquela laje dava acesso aos prédios três, cinco e dois.

A visão renovou sua esperança. Correndo à frente, gritou:

— Somos um alvo grande juntos. Separem-se! Em uma hora, todos no prédio seis!

Vendo Yasuda desaparecer apressado, Kobayashi e Mieko Sato se entreolharam, hesitaram por um instante, mas logo correram atrás dele.

Os três restantes, resignados, tomaram o rumo oposto.

Enquanto os fugitivos do Império das Cerejeiras corriam em desespero, Ye Huan observava tudo do terraço do prédio seis, o rosto sereno.

— Não é à toa que são famosos fugitivos daquele país. São mesmo astutos.

Dizendo isso, abriu lentamente o paletó, deixando à mostra uma camisa por baixo. A peça parecia impecável, mas, ao olhar de perto, via-se manchas tênues de sangue nas axilas e punhos.

Nome do item: Camisa com Restos de Sangue.

Categoria: Item exclusivo do caçador do Residencial Primavera.

Tamanho: XL.

Propriedade exclusiva: Nenhuma mancha de sangue permanece visível nesta roupa.

Condição para execução 1: Vestindo a camisa ensanguentada, capturar um fugitivo que fuja de costas para você.

Condição para execução 2: Após executar dois fugitivos, desbloquear nova função.

Descrição: Anzhi gostava muito dessa camisa, por isso sempre a lavava cuidadosamente após cada “serviço”.

As condições de execução desse item eram ainda mais rigorosas do que as de Liu Defu, da Vila da Doença. Não bastava causar medo nos fugitivos; Ye Huan precisava alcançá-los.

Havia pré-requisitos em excesso.

Isso deixava claro que o Mundo dos Pesadelos não incentivava caçadores a atacar diretamente.

Ye Huan observou enquanto Yasuda e outros dois entravam no prédio três, só então desceu as escadas.

Ao chegar ao apartamento, percebeu que a porta estava aberta e dois policiais estavam sentados na sala. Um de cada lado de Meixiang, pareciam interrogá-la.

Meixiang estava visivelmente alterada e, ao ver os policiais, um brilho de euforia surgiu em seu olhar. Talvez por ter chegado a tempo, Ye Huan deduziu que ela ainda não havia tido chance de revelar nada.

Diante da cena, Ye Huan sentiu um frio no peito — mas não deixou transparecer.

— Senhores, posso ajudar em algo? — perguntou cordialmente.

— O senhor é o chefe desta casa? — indagou um dos policiais.

Ye Huan assentiu, aproximando-se de Meixiang e sorrindo:

— Ela é a minha esposa.

Enquanto falava, pousou a mão sobre o ombro dela. Meixiang estremeceu, querendo se esquivar, mas Ye Huan a segurou firme, não permitindo que se denunciasse.

O policial perguntou:

— Foi o senhor que fez a denúncia? Qual a sua relação com a vítima?

Ye Huan balançou a cabeça:

— Apenas o vi uma vez. Sei que se chamava Chen Fan, trabalhava com fotografia, mas não conhecia mais nada sobre ele.

Suspirando fundo, Ye Huan assumiu um semblante indignado:

— Uma vida tão jovem, perdida assim... Por favor, senhor, faça justiça por ele. Todos do condomínio contam com vocês.

O policial assentiu, mas, quando ia falar algo, uma voz surgiu em seu rádio. Ele ouviu e mudou de expressão, guardando rapidamente o bloco de anotações e trocando um olhar com o colega.

— Senhor An, desculpe o incômodo. Como o caso envolve homicídio, depois o senhor terá que ir à delegacia prestar depoimento.

Ye Huan sorriu:

— Sem dúvida, apoiamos o trabalho de vocês. Podem contar comigo.

Os dois policiais agradeceram e, após marcar um horário, saíram apressados, provavelmente porque a fuga de Yasuda e os outros já havia sido descoberta e estavam remanejando o efetivo.

Ye Huan os acompanhou até a porta, observando-os partirem. Em seguida, fechou a porta e voltou-se lentamente para Meixiang.

Agora, seus olhos haviam perdido toda a gentileza de antes.

Restava apenas um frio indiferente.

Para Ye Huan, Meixiang era uma bomba-relógio.

Antes de lidar com aqueles estrangeiros, precisava eliminar essa ameaça de uma vez por todas.