018: O acordo entre Ye Huan e Mei Xiang

Jogo do Pesadelo: O Mundo Contra Mim, Caço Todas as Nações Máquina Número Três Extremamente Assustadora 2559 palavras 2026-03-04 19:31:29

— Eu... eu não disse nada... — Ao ver Leafan se aproximar passo a passo, o rosto de Meixiang ficou subitamente pálido como a morte. Ela se encolheu para trás, junto ao sofá, tentando se justificar.

— Zhihe, acredita em mim, eu jamais te faria mal.

Leafan aproximou-se devagar, sem dizer uma palavra. Apenas fitava-a intensamente.

O olhar dele a deixou ainda mais nervosa, e sua voz começou a tremer:

— Zhihe, o que você vai fazer? Por favor, não me bata mais, está bem?

Leafan respondeu com frieza:

— Agora vou te dizer algumas coisas, e quero que tente compreendê-las. E não faça perguntas tolas.

Ao ouvir isso, Meixiang hesitou, mas logo acenou com a cabeça por instinto:

— Diga... estou ouvindo...

Leafan ergueu um dedo e falou:

— Primeiro, não sou An Zhihe. Meu verdadeiro nome é Leafan. Pode me considerar um espírito que tomou emprestado este corpo, mas só tenho quatro horas para existir...

Olhou o relógio e acrescentou:

— Em três horas e quarenta e dois minutos, partirei e An Zhihe voltará a controlar o corpo.

Depois de dizer isso, Leafan observou atentamente Meixiang.

Apesar de seu espanto, ela ainda exibia nos olhos uma expressão de desconfiança. O que era natural; Leafan não esperava que ela acreditasse nele.

Ele continuou:

— Ou talvez você possa pensar que An Zhihe sofre de transtorno dissociativo de identidade, e agora quem está no comando é a personalidade chamada 'Leafan'.

Essa explicação parecia mais aceitável.

O olhar desconfiado de Meixiang suavizou um pouco, mas ainda havia confusão em seu rosto.

— Por que está me contando isso?

Leafan respondeu:

— Porque quero fazer um acordo com você.

Sem esperar resposta, prosseguiu:

— Nas próximas quatro horas, você obedecerá completamente minhas ordens. Em troca, ensino-lhe como matar An Zhihe.

Ao ouvir isso, Meixiang ficou chocada e logo balançou a cabeça apressada:

— Não, não, Zhihe, como pode pensar isso de mim? Eu nunca quis te machucar! Como pode desconfiar de mim assim?

Leafan olhou para ela, a voz sombria:

— Já disse que detesto perguntas estúpidas, e mais ainda quem as faz.

Meixiang calou-se de imediato, uma expressão de conflito apareceu em seu rosto.

Leafan era, de fato, tão autoritário quanto An Zhihe, mas havia algo diferente em sua postura.

A força de An Zhihe era um desespero histérico diante dos mais fracos. Já Leafan, em cada palavra e gesto, exalava uma arrogância natural. Eram, no fundo, pessoas completamente distintas.

— Diferentemente de An Zhihe, não tenho interesse em oprimir mulheres indefesas — disse Leafan. — Mas, durante as próximas quatro horas, algumas de suas ações podem me afetar muito. Se recusar a proposta, darei um jeito de minimizar esse impacto.

Fez uma pausa e deliberadamente falou mais devagar:

— Por exemplo, matando você.

Era uma ameaça apenas para assustá-la. Como caçador, Leafan estava proibido de ferir Meixiang. Mas, às vezes, palavras são mais eficazes que socos.

Depois disso, Meixiang ficou em silêncio por muito tempo. Por fim, ergueu os olhos, uma centelha de esperança brilhando neles.

— Você... realmente não é ele?

Leafan assentiu.

E acrescentou:

— An Zhihe tem familiares ou amigos aqui no prédio? Se não acredita em mim, não me importo de matar um deles primeiro.

A proibição de ferir outros personagens só se aplicava a Meixiang; Leafan poderia agir contra os demais, embora, com um corpo comum, sua eficiência não fosse das melhores.

Meixiang balançou as mãos com pressa:

— Não, não precisa, não é necessário.

Hesitou e perguntou:

— Leafan, posso mesmo confiar em você?

Leafan sorriu de leve:

— Claro. Tenho cinco maneiras de fazer An Zhihe sumir da sua vida sem causar nenhum prejuízo a você.

Dizendo isso, tirou uma foto do bolso e jogou-a sobre a mesa:

— Esta é uma delas.

Meixiang pegou a foto: era uma imagem tirada às escondidas. Nela, um furioso An Zhihe puxava seus cabelos e socava seu rosto.

A foto fora tirada por Chen Fan. Quando Leafan esteve no apartamento de Chen Fan, trouxera consigo essa prova decisiva.

Ao ver a foto, a mão de Meixiang começou a tremer. Ela levantou os olhos para Leafan:

— Então... você realmente não é ele...

E, dizendo isso, desabou em lágrimas.

A pressão que An Zhihe exercia sobre ela era sufocante. Agora que confirmava a identidade de Leafan, sentiu-se aliviada e desabou.

Leafan esperou pacientemente que ela se acalmasse para então dizer:

— Só existirei por algumas horas. Quando eu partir, An Zhihe reassumirá este corpo.

— Se quiser se vingar com as próprias mãos, posso te ensinar como fazê-lo.

— Mas tudo depende de você.

Meixiang, chorando, assentiu, enxugou as lágrimas e perguntou, rouca:

— Como devo cooperar com você?

Só agora, Leafan deixou transparecer um leve olhar de respeito para aquela mulher.

Ergueu três dedos.

— Primeiro: não abra a porta para estranhos.

— Segundo: se alguém entrar à força, espere eu voltar.

— Terceiro: a polícia pode voltar para interrogar você. Não diga nada além do necessário.

Meixiang acenou afirmativamente, mas logo demonstrou dúvida:

— Quem são esses estranhos?

Leafan respondeu friamente:

— Meus inimigos.

— Só vencendo-os poderei conduzir meus companheiros adiante.

Meixiang não compreendia bem o que ele dizia, mas a diferença entre Leafan e An Zhihe tornava-se cada vez mais evidente, despertando sua curiosidade:

— Leafan, por que você está no corpo de An Zhihe? Você é mesmo uma personalidade dele?

Leafan sorriu de leve:

— Isso importa tanto assim?

Após essas palavras, abriu a porta e saiu.

Meixiang acompanhou sua saída com o olhar. Em seu rosto, antes apático, surgiu um novo vigor.

Uma sensação forte agitava-se em seu íntimo. Sua intuição lhe dizia que, por mais inacreditável que fosse, aquele homem à sua frente não era o demônio que ela conhecera.

Leafan sabia que, de tudo o que dissera, Meixiang acreditaria em talvez trinta ou quarenta por cento. Sua colaboração vinha, ainda, do medo que An Zhihe lhe inspirava.

Mas isso não lhe importava.

Bastava que ela seguisse suas instruções.

Com o problema de Meixiang resolvido, Leafan não tinha mais grandes preocupações.

Agora, finalmente, podia caçar livremente, sem amarras.

Pensando nisso, um sorriso feroz surgiu em seu rosto.

— Não importa em que mundo eu esteja, sempre serei o predador supremo.