Capítulo Onze: Rumo a Niu Lanshan (Por favor, votem!)

O que fazer se eu puder voltar ao passado? O gume chega ao mundo 2510 palavras 2026-07-31 03:04:51

Primeiro, colocaram as duas pinturas de lado e depois retiraram os três objetos antigos e as garrafas de bebida que estavam no espaço. Para evitar danos às pinturas e aos objetos fixos durante a passagem, Li Le pegou um pouco de papel de óleo na sala de estar e os embalou novamente. Quanto às bebidas, ele não se preocupou tanto, apenas levou as caixas de madeira consigo.

Depois de arrumar tudo, Li Le finalmente respirou aliviado, pois esses itens eram essenciais para sua sobrevivência no mundo real. Embora ele estivesse indo bem ali, na vida real a situação era apenas razoável.

No cozinha, Li Le pegou uma galinha selvagem, depenou e retirou as vísceras, e a cozinhou ao estilo do frango cozido lentamente. No espaço ainda havia arroz quente, então não precisou cozinhar mais arroz. O momento da travessia não fora o ideal; se tivesse acontecido alguns meses antes, poderia ter armazenado alguns vegetais no espaço.

Sem alternativa, teria que se contentar com a comida simples, felizmente havia cenoura, que ele cortou em tiras para dar um toque de verdura. Após a refeição, Li Le descansou, pois planejava ir ao distrito de Niulan Shan no dia seguinte.

A noite transcorreu sem incidentes.

Pela manhã, Li Le saiu para comer algo fora e seguiu para a estação de trem da capital imperial. Lá, havia trens regionais com destino a Miyun ou Shunyi. Tanto faz se fosse para Miyun ou Shunyi, ambos levavam até Niulan Shan.

Quando Li Le chegou à estação da capital imperial, um trem regional para Miyun estava prestes a partir. Ele embarcou.

— Para onde vai, camarada? — perguntou o cobrador.

— Niulan Shan.

— Um mil e quinhentos.

Li Le entregou duas notas de mil.

O cobrador deu-lhe um bilhete e disse:

— Guarde bem.

Depois, devolveu quinhentos em troco.

— Obrigado!

— De nada.

Os trens regionais não partem em horários fixos; só saem quando estão quase lotados, pois há poucos veículos. Após quase uma hora, finalmente o trem estava cheio e o motorista pôs o veículo em movimento.

Para ser sincero, o cheiro dentro do trem era terrível, principalmente uma mistura de excrementos — de galinha, de ovelha e até de porco. Certamente, aquele trem transportava muitos animais, o que explicava o odor.

Felizmente, era inverno; no verão, Li Le não teria suportado.

Embora não fosse obsessivo por limpeza, Li Le era um jovem asseado.

O trem balançava bastante. Duas horas se passaram, mas ainda não havia chegado a Niulan Shan. O veículo era realmente lento, felizmente a distância não era grande, caso contrário, Li Le teria passado mal.

Mais vinte minutos se passaram e o cobrador anunciou:

— Niulan Shan, preparem-se para desembarcar.

Ao ouvir isso, Li Le correu até a porta traseira para esperar.

Niulan Shan era uma rotatória, e a estação ficava um pouco ao sul dela.

Ao descer, Li Le ficou confuso, pois estava num lugar deserto e desabitado. Felizmente, várias pessoas passavam por ali, caso contrário, ele não saberia o que fazer.

Como não sabia exatamente onde ficava a destilaria de Niulan Shan, apenas que estava naquela área, ele perguntou a um senhor que passava:

— Senhor, por favor, onde fica a destilaria de Niulan Shan?

— Siga reto por esta estrada até ver um conjunto de fábricas — respondeu o homem, apontando.

— Muito obrigado, senhor.

— De nada.

Li Le vasculhou os bolsos e bateu na testa, pois havia esquecido de comprar cigarros.

— Desculpe, senhor, mas eu não fumo, então não trouxe nenhum — disse constrangido.

— Não tem problema, eu fumo este aqui — disse o senhor, batendo no bolso da cintura onde guardava o cachimbo de tabaco.

— Ah, certo.

Depois que o velho se afastou, Li Le seguiu a direção indicada e logo avistou um conjunto de fábricas. Na entrada, havia uma loja, na qual entrou.

Lá dentro, havia apenas bebidas de Niulan Shan, inclusive o licor em ânforas que ele procurava.

Provavelmente aquele era o local de venda direta da fábrica, pois na capital imperial havia muitos bares pequenos que compravam suas bebidas ali.

Li Le queria as ânforas de Niulan Shan porque seu avô gostava muito daquele licor. Quando jovem, o avô morou na capital por mais de dez anos e desenvolveu esse gosto. Até hoje, em datas comemorativas, o pai e o tio de Li Le sempre se esforçavam para conseguir algumas garrafas para ele.

— Olá! Você veio comprar bebida? — perguntou uma jovem.

— Sim! Quero comprar algumas ânforas de licor. Como funciona a venda? — respondeu Li Le.

— Quanto deseja?

Ele hesitou por um momento e perguntou:

— Há alguma diferença?

— Sim, se comprar em maior quantidade, o preço fica mais barato.

Não eram tempos de cooperativas estatais onde o preço era fixo; agora, tudo era negociação individual.

— Acho que umas duzentas a trezentas jins — disse Li Le pensando.

Cada ânfora pesava cinquenta jins; seis ânforas totalizavam trezentos jins. Também havia embalagens menores de vinte, dez e cinco jins.

— Duzentos e cinquenta jins? Nesse caso, posso oferecer cinco mil por jin.

Cinco mil por jin, trezentos jins dariam um milhão e meio. Na verdade, esse preço não era caro; se fosse comprar garrafas, custaria pelo menos sete mil por jin.

— Está bem, vou levar trezentos jins, nas ânforas grandes de cinquenta jins.

— Certo! — respondeu a jovem.

— Poderia entregar na rotatória? Assim posso pegar o trem de volta.

Na verdade, não importava onde entregassem, pois Li Le guardaria tudo no espaço. Mas entregar perto da rotatória era melhor, pois era a estação e evitaria suspeitas.

— Sem problema! Pague primeiro que eu chamo alguém para entregar.

— Certo — Li Le fez um aceno e foi pagar com a jovem.

Como era uma venda oficial da fábrica, o dinheiro deveria ser entregue a um responsável e emitida uma nota fiscal.

Quando Li Le terminou de pagar e voltou, já havia um carrinho de três rodas na porta, e um trabalhador carregava as ânforas.

Eram só seis ânforas, e logo terminaram de carregar. O trabalhador pediu:

— Posso ver o bilhete?

— Aqui está.

Ele conferiu e disse:

— Tudo certo, vou entregar para o senhor.

— Obrigado!

Li Le ajudou a empurrar o carrinho rapidamente até a rotatória.

O trabalhador só parou perto da estação e descarregou. Li Le também ajudou, pois as ânforas pesavam pouco mais de sessenta jins cada, peso leve tanto para ele quanto para o trabalhador.

Depois de descarregar, o trabalhador partiu, deixando Li Le sozinho.

Quanto ao próximo trem regional, provavelmente só viria à tarde, pois só há duas viagens diárias.

Olhou ao redor, não havia ninguém, então Li Le guardou o licor no espaço e partiu dali.