Capítulo seis: Irmão mais velho, quero jogar em dupla

Transmigração Simultânea: Tornando-se uma Lenda em Todos os Céus Tesouro das Quatro Estações 2385 palavras 2026-07-31 03:23:12

Na volta para casa, Lucas comprou casualmente uma folha de teste de chakra, querendo confirmar seu atributo para planejar seus objetivos futuros.

Quando chegou à porta de casa, viu uma carroça parada em frente à loja de ramen Ichiraku, carregada com vários sacos de farinha. O tio Ichiraku estava ali, suando enquanto carregava os sacos com esforço.

O negócio da Ichiraku era bom, com grande fluxo de clientes e, portanto, precisava de muitos ingredientes, fazendo entregas quase todos os dias. Lucas costumava ver essa cena com frequência.

Antes, ele provavelmente teria ignorado esse tipo de coisa, mas desta vez, após pensar um pouco, parou no meio do caminho.

Além de usar a técnica do clone das sombras para enganar a família, escolher separar as casas após formar sua própria também era uma opção viável.

Embora a convivência com a esposa fosse mais próxima, pelo menos o número de pessoas vigiando ele diminuiria de três para uma. E considerando que, em um lar comum onde nenhum dos cônjuges é ninja, o patriarcado prevalece.

Mesmo que a esposa descobrisse algum segredo do marido, provavelmente guardaria para si em vez de delatar.

Pensando nisso, Lucas sorriu e se aproximou: "Tio Ichiraku, deixe-me ajudar você."

Ele não precisava necessariamente usar esse método para se afastar da família, apenas queria ter mais opções e caminhos. Namoros normais ainda eram possíveis.

Antes, ele não tinha cabeça para procurar alguém porque sabia do futuro difícil de Vila da Folha e que não tinha habilidades para se proteger, mas agora, compartilhando seu poder, seu corpo cheio de energia sutilmente dizia ao cérebro:

"Irmão mais velho, eu quero crescer."

Naquele sentido mesmo!

O tio Ichiraku não recusou, sorrindo e acenando: "Muito obrigado, garoto da família Senkawa. Ainda tem muitos clientes esperando, tenho que servir eles."

Lucas pegou um saco de farinha com uma mão e, seguindo as instruções do tio Ichiraku, colocou a farinha na despensa.

Dentro da loja, uma jovem alta, vestida de forma simples mas ainda encantadora, entregava tigelas de ramen aos clientes, sempre acompanhando cada entrega com um sorriso doce.

O tempero especial da Ichiraku — a calamus.

Durante a entrega, os olhos da jovem cruzaram com os de Lucas. Sem desviar o olhar, ela ficou surpresa, corando levemente, e então acenou em agradecimento, apressando-se para continuar o trabalho.

Em pouco tempo, Lucas terminou de carregar a farinha. Como já estava quase na hora do almoço, resolveu sentar em um lugar vazio e chamou:

"Tio Ichiraku, eu também quero uma tigela de ramen."

"Entendido!"

Poucos minutos depois, Calamus trouxe uma tigela de ramen, cheia de ingredientes. O chashu e os bolinhos de peixe quase não cabiam na tigela, e o caldo vermelho vibrante junto com o macarrão branco exalava um aroma delicioso.

"É por minha conta, Lucas. Obrigada por ajudar o papai com as cargas."

A voz de Calamus era suave, como uma brisa de primavera. O jeito como ela se dirigia ao tio Ichiraku era mais íntimo e informal do que em uma família comum.

Lucas observou o belo rosto da jovem e sorriu, assentindo: "Obrigado, mas você disse uma coisa errada."

"Eh?" Calamus mostrou uma expressão confusa.

"Não foi para ajudar o tio Ichiraku, foi para ajudar você."

Lucas falou sério, sem olhar para a reação dela, e começou a comer o ramen.

Calamus ficou parada, sentindo o rosto esquentar.

A família Senkawa se mudou para perto da loja Ichiraku há seis anos. Embora ambos os negócios fossem movimentados, a proximidade permitia visitas e conversas frequentes, e naturalmente ela notava Lucas, um rapaz da mesma idade.

Especialmente porque Lucas, um ferreiro, costumava trabalhar com o torso nu, exibindo músculos bem definidos. Vê-lo com o rosto e peito vermelhos sob o fogo da forja, o suor escorrendo pelas fibras musculares até as calças escuras...

Calamus pensava: (。・ω・。)ノ

Mulheres também ficam atraídas pelos homens, afinal.

Além disso, a mãe de Calamus havia comentado casualmente numa visita que Lucas escolheu aquele local exatamente por causa dela, e já estava certa de que os dois seguiriam juntos no futuro.

Mas até então, a atitude de Lucas sempre fora neutra, nem distante nem próxima. Como garota, ela achava necessário manter uma certa reserva, e por isso nada aconteceu entre eles.

Hoje, porém, algo estava diferente. Lucas parecia mais relaxado e mais próximo dela do que o habitual, deixando Calamus sem conseguir manter a calma.

Será que Lucas finalmente percebeu?

Antes que ela pudesse pensar mais, o tio Ichiraku a chamou: "Calamus, o que está esperando? Vá servir os clientes!"

"Ah, sim."

Calamus rapidamente se recompôs e voltou ao trabalho, mas nas horas seguintes evitou olhar muito para a direção onde Lucas estava sentado.

O ramen da Ichiraku era realmente excelente, com o macarrão firme e o caldo incrivelmente saboroso. Comendo, Lucas sentia seu humor melhorar bastante.

"Chefe, uma tigela de ramen Ichiraku!"

A voz enérgica de um garoto infantil fez o ambiente animado da loja silenciar por um momento.

Lucas olhou na direção do som e viu um garoto com cabelo dourado, olhos azul-água e bigodes no rosto que lembravam os de um gato ou raposa. Vestia roupas finas, sujas e rasgadas, mas seu sorriso era claro e radiante.

"É o Naruto! Encontre um lugar para sentar, já já estará pronto."

O tio Ichiraku falou com descontração, quebrando o clima tenso. Mas logo começaram sussurros discretos:

"Aquela criança é o tal do..."

"Não fale, é azar."

"Você viu os bigodes dele?"

"Inaceitável..."

"Por que a vila ainda deixa esse monstro viver?"

Olhares de dúvida, desprezo e ódio se fixavam em Naruto. O garoto ainda sorria, mas suas pequenas mãos já estavam cerradas em punhos.

Ele olhou ao redor e, ao ver Lucas, seus olhos brilharam, correndo com suas pernas curtas até ele, perguntando timidamente: "Posso sentar aqui?"

"Você é cliente, pode sentar onde quiser." Lucas respondeu casualmente.

Não se sabe se era a intuição típica de um tolo ou um poder do Nove-Caudas dentro dele, mas Naruto parecia sentir as emoções negativas ao seu redor, e a presença de Lucas era como uma luz branca em plena escuridão.

Não era a primeira vez que Naruto vinha pedir para sentar junto a ele, embora nunca tivesse coragem de conversar, com medo de que uma palavra errada fizesse Lucas ir embora.

Lucas realmente não tinha motivos para ser hostil a Naruto. Com o passar dos anos e mais experiência, ele já não simpatizava com os tolos apaixonados de animes de ação, mas gostava muito de Naruto Uzumaki.

Afinal, ele era uma criança que Lucas viu crescer.