Capítulo Sete: Pequenos Objetivos

Transmigração Simultânea: Tornando-se uma Lenda em Todos os Céus Tesouro das Quatro Estações 2594 palavras 2026-07-31 03:23:13

Na mesa de jantar, Lucas comia macarrão concentrado, sem tentar conversar com Naruto.

Devido à importância do Jinchuriki da Raposa de Nove Caudas, sempre havia ninjas da Anbu vigiando Naruto. Sua função era monitorar o estado da sela do Uzumaki Naruto, sua condição mental e as pessoas suspeitas com quem ele tivesse contato.

Esse último ponto era para prevenir que espiões de outras nações aproveitassem o Jinchuriki para causar problemas.

Quanto ao restante, eles não interferiam; fosse Naruto maltratado ou tratado com gentileza, sem ordens superiores, não agiriam precipitadamente.

Teoricamente, aproximar-se de Naruto não era tão perigoso assim, especialmente para alguém com a origem limpa e nascido em Konoha como Lucas.

Mas era certo que, ao manter contato excessivo com Naruto, as informações acabariam naturalmente nas mãos do Terceiro Hokage e de Danzo. Mesmo que ele fosse aprovado na verificação, era difícil garantir que não se envolveria em problemas.

Por isso, até então, a postura de Lucas era de não rejeitar, mas também não se aproximar demais, e isso continuava igual.

O poder extra recém-chegado apenas o elevou de um ninja mediano para uma posição melhor, mas ainda longe de ter liberdade para agir à vontade. Enquanto não tivesse força suficiente, não se arriscaria.

Podia se destacar, mas só um pouco.

Depois de terminar o macarrão, Lucas, para não desagradar o futuro sogro, bebeu até o fim o caldo e sorriu para Shobu, que veio recolher os pratos.

— Estava delicioso.

Shobu corou e assentiu:

— Se gostarem, venham sempre. A casa de vocês é perto, é conveniente.

Lucas sorriu e concordou, brincando meio de leve:

— Vou sim. Mas se fosse possível levar o pessoal junto para casa, aí seria mais fácil.

Honestamente, soou meio meloso.

Mas cantadas, por mais bonitas, profundas e tocantes que sejam, quando vêm de alguém feio, soam sempre cafonas!

Por outro lado, se a pessoa for bonita, mesmo uma cantada melosa pode encantar as garotas; essa é a diferença que a aparência faz.

Vendo a jovem corada na sua frente, achando que já tinha flertado o suficiente, Lucas ignorou o aviso do irmão mais novo e se levantou para se despedir.

— Tenho coisas para resolver em casa, vou indo.

O papel para teste de chakra que ele carregava ainda esperava para ser usado!

Quando Lucas saiu, Shobu ajeitou os fios de cabelo que haviam ficado bagunçados pelo trabalho, mordeu o lábio e murmurou baixinho:

— Lucas hoje falou cada coisa que me deixou vermelha.

— Ele se chama Lucas? Shobu-nee-san? — Naruto, ao lado, olhou para o Lucas que se afastava e perguntou.

***

— Sim, Lucas Chikawa, filho do dono da loja vizinha — Shobu afagou a cabeça pequena de Naruto. — Naruto, você gosta do Lucas?

Naruto respondeu sinceramente, sem rodeios:

— Gosto. Ele não me olha com aqueles olhos estranhos, eu quero ficar com ele.

Shobu soltou um suspiro, tirando a mão de cima de Naruto. Para evitar que a criança criasse ideias erradas, ela, como mulher adulta, o guiou com paciência.

— Narutinho, não se pode dizer “ficar junto” assim tão à toa, isso é coisa que só se fala para o sexo oposto. Você é menino, essas palavras são para meninas.

— Por quê? — Naruto perguntou, confuso.

Shobu sorriu:

— Quando seu olhar ficar fixo numa pessoa, você vai entender. O sentimento que Naruto tem pelo Lucas é parecido com a admiração que um irmão mais novo sente pelo mais velho.

— O que é admiração?

— Ah, como explicar? — Shobu ficou em dúvida.

Naquele momento, um jovem com expressão séria entrou na loja acompanhado de outro, menor, que exibia um ar tsundere na medida certa.

As vozes deles se aproximavam:

— Você não veio logo depois da missão para ficar comigo? Não fique brava.

— Idiota, irmão! Você não cumpriu a palavra de me ensinar ninjutsu hoje.

— Me perdoa, Sasuke.

— PÁ!

Ao ver essa cena calorosa com um toque doce de fraternidade, os olhos de Shobu brilharam e ela apontou para o menor dos dois Uchiha.

O garoto segurava a testa onde o irmão havia batido, buscando atenção com olhar carente.

— Por exemplo, esses irmãos Uchiha. O mais novo admira muito o irmão mais velho.

Naruto olhou naquela direção e encontrou o olhar de Sasuke, que estava emburrado e com o bico na boca.

Sasuke: ╯^╰

Naruto pensou um pouco e pareceu entender o significado da palavra, apontando para o tsundere:

— Eu não sou tão mimado assim.

Você não é mimado, mas adora fazer travessuras.

Shobu sorriu sem jeito e voltou ao trabalho. A loja ficou movimentada e ela não tinha tempo para ficar conversando com crianças.

Naruto abaixou a cabeça e continuou comendo, sem perceber que o garoto que acabara de chamar de mimado o observava fixamente, claramente ouvindo tudo.

***

Um simples moleque plebeu se atreve a insultar o grande Uchiha? Você já escolheu seu caminho para a morte!

...

De volta ao quarto, Lucas trancou a porta e tirou da bolsa o papel para teste de chakra, preparando-se para descobrir sua afinidade.

O chakra se divide em sete naturezas: água, fogo, terra, vento, raio, yin e yang. Yin e yang são raros demais para o papel detectar, mas os outros cinco geram reações diferentes.

O papel em contato com chakra de fogo pega fogo; com vento, rasga ao meio; com raio, enruga; com água, molha; e com terra, despedaça.

A partir das naturezas do chakra, surgiu o conceito de “herança sanguínea”, que significa que o poder é passado pelo sangue.

Quando um ninja domina várias naturezas de chakra ao extremo e consegue fundi-las, gera um novo poder que altera o corpo do ninja e pode ser transmitido pela linhagem.

A herança sanguínea se divide em três tipos: limite de herança, eliminação de herança e coleta de herança.

A diferença entre eles é basicamente um progresso: duas naturezas equivalem a limite de herança; três ou mais, eliminação de herança; possuir todas, coleta de herança.

Ter múltiplas naturezas desde o nascimento indica possibilidade de limite de herança, mas não garante. Por exemplo, o Terceiro Hokage e Kakashi possuem cinco naturezas básicas, mas nenhum deles tem herança sanguínea.

Lucas injetou chakra no papel, que antes estava liso e seco, e ele enrugou, depois ficou molhado.

— Raio e água, então.

Lucas olhou pensativo para o papel; normalmente, as pessoas têm só uma natureza.

Ele não era um gênio, então a única explicação para ter duas naturezas era que o poder extra combinou os atributos dos outros dois Lucas.

Ele próprio provavelmente era do tipo raio, o Lucas pirata fornecia água, e o Lucas shinigami provavelmente fornecia yin, energia espiritual, mas isso o papel não detectava.

— Combinação de raio e água... qual era o elemento? Acho que é “Tempestade” (Ranton).

Se não me engano, no original, o usuário do Ranton era Darui, subordinado do Quarto Raikage, com um poder considerável. Depois, Madara também mostrou o “Técnica Sábia: Presa Relâmpago da Tempestade”, que cortou o Bastão da Verdade.

Lucas assentiu satisfeito. Ranton era uma boa meta para se esforçar.

Por enquanto, o foco era refinar o chakra. Alcançar um estado em que pudesse sintetizar uma herança sanguínea ainda estava longe; nem pensar em chegar à altura de um Kage.

Refinar chakra era mais eficiente, pois sem reserva de chakra, nem os jutsus mais poderosos poderiam ser usados.

Estabeleceu uma meta modesta: primeiro conseguir uma unidade de chakra!