Liu Xiaoyan era um nome bastante comum dado pelos pais, ela nunca imaginou nem em um milhão de anos que pegaria essa onda da moda e se tornaria uma integrante do exército de viajantes no tempo. O esse
No rigoroso inverno de 1966, o vento apostou e a neve, impaciente, cobriu toda a terra, anunciando mais uma estação difícil de suportar.
Pátio Quadrangular
No número 95 da rua Tongluogu, diante do portão do pátio quadrangular, Zhang Xiaoyan encarava aquela entrada familiar e ao mesmo tempo estranha.
Familiar porque ela já havia assistido a uma série que mostrava aquele portão diversas vezes, onde muitos acontecimentos importantes se desenrolavam; estranha porque Zhang Xiaoyan jamais imaginara fazer parte daqueles que atravessam para mundos paralelos.
O mais absurdo é ter sido transportada exatamente para aquele pátio, que não passava de um cenário de televisão. Seria um mundo paralelo? Zhang Xiaoyan não compreendia, só sabia que duas casas ali haviam sido atribuídas a ela pelo laminador de aço.
Como seriam os dias que viriam? Quem já assistira à série “Amor no Pátio Quadrangular” sabia o quão chocantes eram os valores ali presentes.
Quem era esse “Moralista Tianzun Yi Zhonghai”? Ou o avarento “Velho Yan”? E ainda o mestre das invocações espirituais? E aquele outro, e aquele outro… Era quase impossível encarar tudo aquilo sem sentir repulsa. Quem em sã consciência se arriscaria a morar ali? Talvez, no fim, ou fosse contaminado ou tivesse um fim trágico.
Zhang Xiaoyan olhou amargamente para os documentos recém-aprovados em suas mãos. Seria possível que a pessoa original, ao perceber que ali habitavam somente malfeitores, desistira e fugira com seu corpo e alma?
Ela zombava internamente, mas seus passos pesavam. Teria que se e