Capítulo 002: O Plano de Abrir um Restaurante

Sistema Supremo de Refinamento Jovem Mestre do Apocalipse 2525 palavras 2026-03-04 19:29:31

A família de três pessoas chegou em casa.

Durante o jantar, Lúcio disse: “Pai, mãe, tenho algo que gostaria de conversar com vocês.”

“Nesses últimos três dias, o movimento no nosso restaurante de churrasco aumentou mais de dez vezes em relação ao normal, mas ainda assim não conseguimos atender toda a demanda. Nós três trabalhando juntos todos os dias está nos deixando exaustos, por isso pensei que talvez devêssemos buscar outra maneira de ganhar dinheiro.”

Apesar de o negócio estar muito aquecido e os ganhos diários terem passado de cem ou duzentos reais para dois ou três mil, os pais estavam trabalhando duro demais, algo que Lúcio não queria ver acontecer.

Agora que ele possuía o sistema de refinamento supremo, Lúcio sabia que poderia inventar inúmeras formas de ganhar dinheiro. Por isso, queria encontrar uma maneira que não sobrecarregasse tanto seus pais.

“Outra maneira? Mas nosso churrasco está dando muito dinheiro, por que mudar?” O pai, Pedro, não entendeu. Antes, com uma renda diária de trezentos reais, ele já sorria de orelha a orelha; agora, com dois ou três mil por dia, como poderia desistir?

“Pai, escute, não estou dizendo para abandonar o churrasco!” Lúcio sabia muito bem que seus pais não largariam o negócio tão facilmente. Eles eram agricultores honestos, acostumados ao trabalho, e ficavam inquietos sem algo para fazer.

“Vocês sabem que o tempero que eu desenvolvi pode ser usado não só no churrasco, mas também em outros pratos. Então pensei: por que não abrimos um restaurante e contratamos algumas pessoas para ajudar? Assim vocês podem trabalhar com mais tranquilidade.”

Essa era uma ideia que Lúcio havia planejado desde o dia anterior. Com um sistema de refinamento tão poderoso em mãos, não aproveitá-lo seria uma tolice. Não só os leitores o desprezariam, como ele próprio não se perdoaria!

Abrir um restaurante era apenas o primeiro passo — queria garantir que os pais tivessem algo para fazer, sem se cansarem demais. Assim, conseguiria o melhor dos dois mundos.

“A ideia é boa, mas...” Quando ouviu sobre abrir um restaurante, Pedro até se animou, mas logo voltou a ficar preocupado.

Suspirando profundamente, Pedro disse: “Lúcio, eu e sua mãe já pensamos nisso, mas você sabe que ainda estamos afundados em dívidas. De onde tiraríamos dinheiro para abrir um restaurante?”

A faculdade de Lúcio custou dez mil reais, isso porque ele gastou pouco e trabalhou durante os estudos; desses dez mil, seis mil foram emprestados. Nos últimos anos, conseguiram devolver parte, e os amigos e parentes, sabendo que Lúcio estava numa universidade importante, confiaram que a família teria condições de pagar no futuro.

Mas quando Lúcio voltou desempregado, todos correram para cobrar a dívida, deixando Pedro numa situação difícil. Apesar do sucesso recente do churrasco, a preocupação persistia.

Ainda assim, ninguém apareceu para cobrar nos últimos dias. Mas agora, falar em abrir um restaurante...

Não só os amigos e parentes diriam que a família tem dinheiro mas não paga o que deve, como também iriam emprestar mais para abrir um restaurante? Isso não faz sentido, evidentemente!

“É, Lúcio, você sabe bem como está nossa situação, não temos dinheiro para isso,” disse a mãe, Helena.

Lúcio, porém, sorriu confiante: “Pai, mãe, sei que estão preocupados com o dinheiro. Vou resolver esse problema. Sou formado na faculdade; o governo incentiva muito o empreendedorismo de universitários, posso pegar um empréstimo no banco. Assim poderemos abrir o restaurante.

Vocês viram os resultados do meu tempero. Não vai demorar para pagarmos o empréstimo.”

Lúcio já tinha tudo planejado e, de fato, no dia anterior, foi ao banco solicitar o empréstimo.

“Empréstimo? Não dá, nossa família não está preparada para abrir um restaurante. Precisaríamos alugar um espaço na rua, fazer reforma, comprar utensílios, pelo menos dez mil reais! Dez mil... Quando vamos conseguir pagar isso?” Pedro descartou a ideia imediatamente. Já deviam seis mil, e mais dez mil seria uma pressão enorme!

“Pai, confie em mim. Com o ritmo atual, em quatro ou cinco dias teremos mil reais de lucro. Dez mil será fácil de pagar,” respondeu Lúcio com tranquilidade. Não era arrogância; ele já tinha tudo sob controle. Mesmo que o restaurante não desse certo, teria outras formas de ganhar dinheiro.

“Tudo bem, você já é adulto, vamos seguir seu conselho!” Depois de hesitar, Pedro resolveu aceitar a proposta de Lúcio. Afinal, o tempero criado por Lúcio já havia conquistado ambos.

Com tanta confiança, Pedro não tinha mais motivos para se preocupar.

“Então vamos escolher um local hoje mesmo, quanto mais rápido, melhor!” Com a concordância do pai, Lúcio ficou aliviado. Achava que eles não aceitariam, então aproveitou para resolver tudo logo, antes que o pai mudasse de ideia.

A família morava numa zona rural, a vinte minutos de caminhada do centro da vila, então o restaurante teria de ser na rua principal.

Pai e filho decidiram agir imediatamente e, após o jantar, foram ao centro.

Talvez fosse obra do destino, mas ao chegar, Lúcio viu que um restaurante estava fechando por prejuízos acumulados nos últimos meses.

O anúncio de aluguel estava justamente exposto, e Lúcio o viu na hora certa.

“Pai, parece que o céu está ao nosso favor, encontramos uma oportunidade dessas!” Lúcio estava radiante.

Pedro também sorria, surpreso por encontrar um local já pronto. Mesmo que o aluguel fosse um pouco mais caro, o importante era não gastar com reformas!

Os dois apressaram-se para negociar com o proprietário e, depois de uma tarde de conversas, Lúcio conseguiu alugar o espaço por trinta mil reais ao ano!

Esse valor era aceitável para Lúcio, que só alugou por um ano, pois não pretendia manter o aluguel por muito tempo; no futuro, compraria um espaço próprio.

Depois, Lúcio pegou o dinheiro do empréstimo, pagou os trinta mil, pediu para o pai comprar ferramentas e ainda quitou parte das dívidas!

“Ei, Lúcio! Onde você vai?” A caminho de casa, Lúcio encontrou um conhecido, companheiro de infância, chamado Lúcio Silva.

Lúcio Silva não foi bem no vestibular, então fez um curso técnico e aprendeu a cozinhar. Pelos relatos, era muito valorizado na cidade.

“Lúcio Silva? Não acredito, está bem elegante, fez fortuna?” Lúcio deu um tapinha no ombro do amigo, admirando o terno e o sucesso aparente.

“Fortuna nada, é dinheiro suado. Se estivesse rico, não estaria solteiro, não é? Minha mãe me deu ultimato: tenho que voltar e arrumar uma esposa logo! Cheguei hoje.”

Lúcio Silva sorriu amargamente. Sua mãe estava tão ansiosa que pedia a conhecidos para apresentar garotas, mas ele, por ser muito obediente, acabou voltando.

“Sério? Ainda solteiro? Ouvi dizer que você já estava namorando no ano passado, não terminou com ela, né?” Lúcio o provocou; desde o fim do ensino médio, tinham menos contato, mas sabiam das novidades um do outro.

Lúcio Silva fez um gesto de resignação: “O que eu podia fazer? Ela veio para este fim de mundo e se assustou, voltou para a cidade na hora!”

Lúcio teve de conter uma risada. Definitivamente não era amor verdadeiro!

“Bem, meu amigo, sinto muito por você. Mas, diga, você não era chef na cidade? Como fica o hotel agora que você voltou?” Lúcio de repente viu uma oportunidade com Lúcio Silva.