Capítulo 11 - Quase Cavando a Própria Sepultura

Sistema Supremo de Refinamento Jovem Mestre do Apocalipse 2320 palavras 2026-03-04 19:29:39

Ele realmente estava precisando de dinheiro agora e, embora tivesse em mãos um artefato extraordinário, não queria levar uma vida em que passasse os dias e as noites correndo atrás de dinheiro. Contudo, as dívidas ainda pesavam sobre seus ombros, e não havia como fugir: precisava faturar.

Quando enfim tivesse dinheiro suficiente, quando não se sentisse mais pressionado, poderia parar de se preocupar apenas com lucros e usar seu artefato para experimentar os prazeres de uma vida interessante, do jeito que sempre sonhara. Apenas assim, pensava, a existência teria real significado.

Com essa ideia, Lúcio virou-se e partiu sem hesitar. O problema não era o roteiro, mas sim que não tinha dinheiro para comprar aquelas coisas; então, desviou por algumas ruas até outro local — uma barraca de rua que ele conhecia.

O vendedor era um senhor de idade, que expunha amuletos e pingentes de jade, supostamente protetores, a preços bem acessíveis. Lúcio sabia que eram falsos ou, se tinham algum valor, era mínimo.

Escolheu aleatoriamente um pingente, passou a mão sobre ele com descaso e perguntou ao velho:
— Quanto custa este aqui?

O ancião, percebendo o interesse, animou-se e começou a fazer propaganda:
— Rapaz, você tem olho bom! Esse aqui acabou de ser consagrado, protege a saúde e atrai boa sorte. Mesmo que não use, pode dar à família ou aos amigos, é bonito e prático. Se for presente para namorada, então, é perfeito! Este pingente tem até o poder de prender o coração da pessoa amada, garantindo que sua namorada seja sempre obediente...

— Já chega, só me diga o preço... — Lúcio já estava ficando tonto com aquela conversa, cada vez mais absurda, parecendo disputa para ver quem inventava mais vantagem, até mais do que o próprio sistema de refinamento dele!

O velho percebeu que Lúcio não se interessava pelas histórias e mudou o tom, sorridente:
— Não é caro, cento e vinte reais! Mas gostei de você, vou deixar por cem. Lembre-se, esse pingente foi consagrado por um grande mestre...

— Pare, está caro demais... — O velho logo voltava à estaca zero, insistindo na tal consagração de mestre? Será que ele pensava que Lúcio acreditaria? Conhece o Tang San? Conhece o Tio Gen? Esses sim eram grandes mestres, será que teriam tempo de consagrar um pingente desses?

Enquanto hesitava, Lúcio já chamava pelo sistema de refinamento mentalmente, mas a resposta mecânica do sistema não foi nada animadora.

“Objeto disponível para refinamento: pedra. Após refinamento, ficará extremamente resistente, ideal para usar como arma. Consome um ponto de energia e um de força. Deseja prosseguir?”

Mas que droga! Pedra? Ele já esperava que fosse de má qualidade, mas não imaginava que fosse uma falsificação tão descarada! Queria enganá-lo com uma pedra?

Desanimado, Lúcio devolveu o pingente, nem olhou para os outros itens, e saiu dali, deixando o velho insistindo com descontos:
— Ei, rapaz, eu vejo que temos afinidade, faço por oitenta... vinte...

Sem se importar, Lúcio foi procurar outra loja, dessa vez uma joalheria de verdade, ainda que das mais simples, pois sabia que não poderia pagar por nada sofisticado.

Cópias de luxo eram exceção!

A dona da loja o recebeu com simpatia, mas Lúcio, mais esperto agora, não perguntou preços nem disse se ia comprar, apenas pediu para ver algumas peças. Enquanto isso, mentalmente, acionava o sistema de refinamento para testar se conseguiria usar ali.

Escolheu um colar que parecia de segunda linha, mas, assim que o fez, o sistema emitiu outro aviso, mais frustrante ainda:

“Desculpe, nível do sistema muito baixo, não é possível refinar este tipo de item!”

Ora essa! Não era dito que podia refinar qualquer objeto? Por que agora não podia? Quem foi que criou um sistema tão trapaceiro assim?

— Ei, não pode ser assim! Se o nível é baixo, então me deixe evoluir! — resmungou Lúcio por dentro. Não era impossível refinar, era só o nível que faltava. Por que não podia evoluir logo?

O sistema respondeu friamente: “Sua constituição física está muito fraca. Após a evolução do sistema, o hospedeiro não suportaria e morreria instantaneamente. Deseja prosseguir com a evolução?”

De jeito nenhum!

A resposta o assustou tanto que um suor frio desceu por sua testa, e a mão tremeu, quase deixando cair o colar da loja.

Por pouco! Se tivesse pedido para evoluir, teria morrido na hora — seria o protagonista mais tragicômico da história, morto por si mesmo.

Melhor deixar para lá. O sistema era mesmo traiçoeiro, quase o levou à morte. Com cautela, devolveria o colar para a dona da loja e, dali, seguiu para o ponto comercial que alugara na vila. Justo quando chegou, seu pai também estava lá.

Pai e filho passaram metade do dia ajeitando o local, fizeram algumas compras e aproveitaram para comprar a preço baixo alguns objetos deixados pelo antigo inquilino, que não tinha mais interesse neles.

Algumas coisas muito velhas precisariam ser substituídas, mas isso também resultou em boa economia para Lúcio.

No fim da tarde, receberam um telefonema de Ana Chen e resolveram voltar para casa. Mas até isso foi difícil: Lúcio tinha ido de bicicleta, e o pai não teria ônibus para voltar à aldeia. No interior, só há ônibus algumas poucas vezes ao dia; na maioria das vezes, quem leva passageiros são as motos.

— Pai, sobe aqui, eu te levo! — Lúcio sugeriu, pois sabia que o pai, para economizar, não pegaria moto-táxi. Meia hora de caminhada não era pouco, mas o pai certamente iria a pé.

Ainda bem que tinha levado a bicicleta.

— Filho, como eu posso subir nessa bicicleta? Vai na frente, eu vou andando mesmo — recusou o pai. Não era mais criança para andar de carona, e aquela era uma bicicleta antiga, modelo vinte e oito.

Lúcio ganhara a bicicleta no início do ensino médio, porque precisava ir até a vila para estudar. Já fazia mais de dez anos; para uma pessoa, ainda servia, mas para dois, era arriscado.

Se fosse elétrica, seria outra história...

— Acho que aguenta... — Lúcio olhou para o modelo antigo, que, embora fosse uma relíquia, ainda parecia resistente.

Além disso, depois que ele foi para o ensino médio e faculdade, os pais continuaram usando a bicicleta, não a deixaram parada para enferrujar. Só tinha algumas manchas de ferrugem.

— Pai, sobe aí, você me leva! — Lúcio falou de repente, duvidando que a bicicleta não aguentasse dois.

O pai relutou, mas diante da insistência do filho, acabou cedendo. Assim, os dois seguiram na mesma bicicleta: o pai pedalando à frente, o filho sentado atrás.

E sob o pôr do sol, as sombras dos dois se alongavam na estrada, unidas, como se nunca fossem se separar.