Capítulo 34: O lendário "Que situação absurda!"
No entanto, quando Ling Yu achou que conseguiria dar um choque naquele cachorro, o animal virou subitamente, desviando do bastão elétrico, e o golpe falhou. Em seguida, antes que Ling Yu pudesse reagir, o cão enlouquecido deu meia-volta e se lançou sobre ele, deixando seu rosto pálido de medo.
Meu Deus, se ele cair sobre mim, vai me morder até a morte!
No desespero, Ling Yu girou o bastão de cachorro com a mão esquerda e acertou a parte de trás da cabeça da fera. O animal uivou de dor e foi lançado longe pelo golpe. Ling Yu aproveitou o momento para recuperar o fôlego, saltou rapidamente do chão e executou um giro no ar — um truque que aprendera assistindo a filmes e séries, usando seu improviso na hora do aperto.
Mas é preciso admitir: a manobra funcionou. Ele caiu diretamente sobre o cachorro, imobilizando-o no chão.
— Seu desgraçado, quero ver você se achar agora! — Ling Yu pressionava o corpo inteiro contra o animal, segurando o bastão de cachorro horizontalmente para manter as patas dianteiras do cão presas ao lado da cabeça, enquanto o bastão também prendia firmemente o focinho do animal.
Bastava tentar levantar a cabeça para ficar sufocado pelo bastão.
Mas...
Ah, caramba, você ainda se atreve a me lamber?
A língua pegajosa do cachorro deslizou pelo rosto de Ling Yu, que quase perdeu o controle das mãos. Mas o quê? Por que sua boca é tão grande, sua língua tão comprida...
O cão, porém, não lhe deu atenção, rosnando baixo enquanto continuava a lambê-lo.
Ah, é assim? Pois então, toma essa!
Ling Yu, enojado com aquela língua, perdeu a paciência e, num acesso de raiva, mordeu o focinho do animal e pressionou a cabeça dele com força.
— Ling Yu, você está bem?
Nesse momento, Yang Hua chegou e, ao ver a cena, saltou assustado, gritando sem o menor decoro:
— Mas que diabo é isso? Você está... comendo o cachorro?
Então era disso que falavam quando diziam “comer cachorro”... Hoje aprendi o significado verdadeiro.
Vontade de chorar, mas sem lágrimas! Ling Yu percebeu que, de fato, sua posição ali parecia exatamente aquilo! E ainda por cima, o cachorro era macho!
— Droga!
Ling Yu já estava quase soltando o cachorro, pois aquela situação era constrangedora demais!
Mas não dava para largar, o animal era forte e perigoso. Se soltasse, seria um problema.
— Ei, vem me ajudar! Não vou aguentar muito tempo! — Ling Yu disse, ofegante e sem forças, notando que Yang Hua, em vez de ajudar, ria da sua desgraça.
Yang Hua tentava segurar o riso, mas não resistiu e disparou:
— Ué, você já está cansando tão rápido assim?
...
Cansando nada! Ling Yu ficou com vontade de bater em Yang Hua. Se ficasse calado não seria mudo! Que história é essa de “não aguento mais”? Onde é que eu não aguento?
Espere... ele está me enrolando! Não estou “comendo cachorro” nenhum, que história é essa de aguentar ou não aguentar!
— Deixa de besteira e vem logo ajudar!
Com Yang Hua segurando a cabeça do cão, Ling Yu continuava preso, pois ainda precisava mantê-lo sob controle. O animal era forte demais, precisava de tempo para se afastar lentamente.
Depois de muito esforço, Yang Hua conseguiu segurar as patas dianteiras e a cabeça do cão, enquanto Ling Yu imobilizava as traseiras.
— Ei, não acredito, Ling Yu! Você está molhado? Isso é...?
...
Melhor nem discutir com esse idiota, pensou Ling Yu. Com uma mente tão suja, quanto mais longe, melhor.
Como o restante do grupo ainda não havia chegado, não podiam soltar o cachorro de imediato. Ling Yu então se calou, mas pensou consigo mesmo: já que foi possível refinar a abelha, será que dá para refinar esse cachorro?
Não era por diversão que queria fazer isso, mas sim porque aquele animal era estranho demais, nunca tinha visto um cão tão feroz e inteligente.
— Sistema, é possível refinar este cachorro?
Ling Yu não sabia se seus atributos eram suficientes, nem se sua força mental estava à altura, mas resolveu tentar.
— Refinamento possível: cão rural chinês.
— Aviso: força mental do hospedeiro insuficiente. O refinamento forçado pode fazer com que o animal fique fora de controle, podendo até causar perigo ao hospedeiro. Refinamento não recomendado!
Como assim?
Ling Yu não se surpreendeu com o aviso, pois já havia entendido que a força mental determinava se um animal podia ser controlado após refinado.
O que não sabia era que, mesmo com força mental insuficiente, ainda era possível forçar o refinamento.
Mas não seria tolo de arriscar, pois aquele cão era completamente insano; se perdesse o controle, certamente se voltaria contra ele!
Se fosse um cãozinho doméstico e dócil, não teria problema. Pelo que entendia do sistema, não era necessário ter força mental superior ao animal para controlá-lo.
O controle poderia se dar por meio de domesticação. Já a força mental serviria para impor obediência à força.
Simplificando: um tigre é feroz, mas um domador consegue torná-lo dócil. Sem domesticação, só resta subjugar pela força — o mais fraco obedece ao mais forte!
Assim, Ling Yu preferiu desistir do refinamento.
Até então, conseguiu deduzir algumas regras do sistema de refinamento: os animais têm requisitos de constituição e limites de atributos, mas não há exigência obrigatória de força mental.
Se um animal for refinado, é possível se comunicar com ele sem barreiras, mas não significa que o bicho vai falar como humano; a comunicação ocorre através do sistema.
Os animais mais fracos obedecem sem restrições, como a abelhinha que ficou completamente submissa após o refinamento.
Já os mais fortes, se forem dóceis, não precisam de força mental para serem controlados; se forem bravos, só com força mental para dominar.
— Tudo bem, eu até queria te refinar pra não precisar te matar, mas você é teimoso demais, não tem jeito.
Ling Yu pensou que, se conseguisse refinar aquele cão, teria uma ótima proteção. Pena que o animal não era submisso; refiná-lo seria criar um problema ainda maior.
Depois de algum tempo, Zhang Cong chegou com os reforços e muito arame.
Prenderam o cão com voltas e mais voltas de arame, inclusive no focinho, só então se sentiram seguros para carregá-lo.
Ao descer a montanha, Zhang Cong elogiou Ling Yu efusivamente e prometeu que, ao voltarem à delegacia, pediria uma condecoração para ele, mas Ling Yu preferia receber algum dinheiro.
Quando estavam prestes a levar o cão embora, Ling Yu perguntou:
— Chefe Zhang, o que vão fazer com esse cachorro? Vão matar?
— Claro que não! Você sabe como são os defensores dos animais hoje em dia; se matarmos esse cachorro, amanhã estaremos todos demitidos!
Apesar de ser um vilarejo remoto, o caso daquele cão era conhecido e muitos estavam atentos. Agora que o capturaram vivo, matá-lo não era uma opção.
— E então, o que vão fazer? — Ling Yu insistiu. Ele ainda pensava em vingar o pai.
(O cachorro esconde um segredo, este é só um prenúncio; mais adiante será revelado!)
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