Capítulo 102: A Tarefa de Refinar Cem Quilos de Enguia Elétrica

Sistema Supremo de Refinamento Jovem Mestre do Apocalipse 2494 palavras 2026-03-26 22:33:37

“Uf… finalmente nos livramos deles.” Residência particular de Luís Godinho.

Luís Godinho e Lino correram por um bom tempo até finalmente escaparem daquele enorme zoológico.

Luís estava ofegante de cansaço, enquanto Lino parecia não ter se esforçado muito, para ele aquela distância equivalia a uma caminhada tranquila.

— Lino, nunca imaginei que você fosse tão habilidoso! Isso é kung fu leve? Com quem você aprendeu? — Luís perguntou, descansando um pouco. Para ele, o jeito de Lino escalar paredes e saltar parecia exatamente aquela habilidade que só se vê em dramas históricos chineses.

— Tio Luís, você também está aí fazendo suposições erradas? Eu só tenho um corpo saudável, não sei nada de kung fu leve — Lino sorriu amargamente. Para ele, kung fu leve era pouca coisa; se não fosse para não parecer algo sobrenatural demais, ele seria ainda mais habilidoso que nas novelas.

— Ah, quase esqueci, acabei espalhando um pouco da isca de peixe, ainda sobrou essa quantidade aqui — Lino mudou de assunto rapidamente, tirando da bolsa algumas iscas superpotentes. Ele tinha trazido dez pacotes, mas já havia usado três.

— Já é suficiente — Luís segurou a isca com todo cuidado, como se fosse um tesouro, embora seu coração sangrasse por ter usado tanto. Rapidamente pegou o celular para ligar para o responsável do Parque do Tigre.

O que seria? Nem precisava pensar.

Depois de proteger a isca com várias camadas e guardá-la cuidadosamente, Luís saiu para receber Lino.

— Lino, esses peixes aqui são todos criados por mim. Dá uma olhada, o que acha? — Antes, no aquário marítimo, Lino não tinha achado nada do seu interesse; talvez aqui encontrasse algo.

Lino deu uma rápida olhada. Luís realmente era um entusiasta fanático por animais aquáticos. Na sua enorme casa, havia diversos tanques com os mais variados tipos de peixes.

Desde peixes ornamentais até os mais estranhos e exóticos, independentemente do valor econômico, ele criava todos os que gostava.

— Este aqui é o tilápia. A tilápia comum não vale muito, mas a de qualidade superior pode atingir preços altíssimos! Mas o mais importante é o valor ornamental.

— Este é o peixe-dragão dourado, extremamente raro.

— Este é o carpa japonesa, e dentro das carpas as vermelhas são as mais valiosas; já houve transações de até vinte milhões por um exemplar!

Enquanto acompanhava Lino, Luís falava com orgulho sobre cada um dos preciosos peixes ornamentais que mantinha em casa.

Mas Lino não se interessava por nenhum deles, não por ser exigente, mas porque não via graça em peixes que só ficam parados. Se eles pudessem executar movimentos complexos, aí sim teria um pouco de sentido.

Do contrário, gastar tanto dinheiro e esforço para criar peixes caros que só ficam ali, parados, era um desperdício.

Enquanto caminhavam, de repente Lino viu uma porta que dava para um aquário ainda maior.

Ao notar Lino admirando o tanque, Luís comentou:

— Aquilo é uma enguia elétrica americana, é difícil de cuidar. Eu achei interessante e decidi criar uma só.

O gosto peculiar de Luís era mesmo incomum.

Mas o motivo do olhar perdido de Lino não era por gostar da enguia elétrica, e sim porque, naquele momento, seu sistema interno emitiu uma missão!

“Missão ativada: Refine 50 quilos de enguia elétrica!”

“Recompensa da missão: Adquirir a habilidade de gerar e liberar eletricidade (limitado à água)”

“Punição por falha: Ser eletrocutado pela enguia por um minuto.”

“Aviso: Esta missão não pode ser recusada, prazo de conclusão: dois meses. Enguia elétrica de 50 quilos gera uma voltagem superior a mil volts, tentativa fatal!”

Eu…

Eu vou te mandar às favas!

Se o sistema tivesse forma física, Lino certamente daria uns bons socos nele. Mil volts? Nem mil, duzentos volts já seriam suficientes para torrar alguém em um minuto!

E ainda são 50 quilos… Espere… 50 quilos? Qual o tamanho disso?

— Tio Luís, essa é uma enguia elétrica? Qual o tamanho médio delas?

Luís achando que Lino estava interessado, começou a falar sem parar:

— Em média, elas têm cerca de um metro e meio de comprimento e pesam cerca de 15 quilos. Mas as maiores conhecidas podem chegar a dois metros e meio e pesar até 25 quilos.

— Não se engane pelo tamanho, a enguia elétrica americana é a espécie de água doce com maior capacidade de descarga elétrica. Ela pode gerar entre 300 e 800 volts, uma enguia grande o suficiente pode facilmente derrubar um búfalo.

Lino ficou completamente sem palavras. A maior tem só 25 quilos? Então por que o sistema pediu que ele refinasse 50 quilos?

Ah! Já entendi!

Lino teve uma epifania: se ele precisasse de uma enguia com mais de 50 quilos, essa teria que ter pelo menos cinco ou seis metros de comprimento, algo impossível de refinar. Mas ele podia refinar uma pequena!

Além disso, com o sistema de refinamento, ele poderia alimentar a enguia para que crescesse; não duvidava que ela poderia atingir 50 quilos!

Embora parecesse uma missão impossível, na verdade não era tão difícil assim. As duas gatinhas que ele tinha eram pequenas como a palma da mão, mas agora já estavam maiores que gatos adultos, do tamanho de um gato-leopardo.

Ou seja… refinar uma enguia elétrica e criar até ela alcançar 50 quilos não era algo impossível!

Sistema, você ainda tem um pouco de consciência!

A missão era viável e a recompensa bastante generosa!

Conseguir a habilidade de gerar eletricidade? Caramba, com isso eu me tornaria um Flash ainda mais confiável! Gerar e liberar eletricidade a qualquer momento… só que o fato de isso ser limitado à água é meio cruel.

Mas como é uma habilidade especial, Lino ficou satisfeito.

Isso lhe fez lembrar de uma reportagem que viu: um sérvio de 57 anos chamado Bora Struga, que acidentalmente tocou um cabo de alta tensão e sofreu um choque forte, mas saiu ileso.

Ele alegava ter a capacidade de suportar até um milhão de volts e armazenar eletricidade.

Para provar sua habilidade, participou de um programa de televisão fazendo churrasco sem usar utensílios — quem quiser pode procurar na internet, essa história é real.

Se ele também adquirisse essa habilidade especial, mesmo no vasto mar, nada seria páreo para ele! Baleias cachalote, orcas, cobras marinhas? Tudo figurinha carimbada!

A única limitação era que o sistema restringia essa habilidade só para o ambiente aquático. Mas Lino pensou esperto: se molhasse as mãos, isso não seria estar na água? E ainda poderia gerar eletricidade! Haha…

— Lino, Lino…

Foi só então que Lino saiu dos seus devaneios. Luís já o chamava várias vezes.

— Ah, tio Luís, posso comprar essa enguia elétrica? — Lino, recuperado, pediu para ficar com a enguia.

A enguia tinha apenas cinquenta centímetros, o que facilitaria o refinamento. Lino estava confiante de que conseguiria criá-la até os 50 quilos em dois meses.

— Comprar nada, se você quer, eu te dou! — Luís não esperava que Lino realmente se interessasse pela enguia.

Ela não valia nada, e Luís já estava pensando no que poderia dar de presente para Lino.

— Muito obrigado! Considere as iscas como um presente. Pode me entregar a enguia na minha casa? — Lino não insistiu.

Luís ficou feliz em ajudar. Para ele, enguia elétrica era coisa pouca; a isca superpotente é que era o verdadeiro tesouro…

P.S.: Uau, tão poucos votos de recomendação, não é à toa que as atualizações estão lentas, buá buá~