Capítulo 087 - Perdeu a Esposa e os Soldados

Sistema Supremo de Refinamento Jovem Mestre do Apocalipse 2501 palavras 2026-03-04 19:30:49

— Competição? Vamos competir, mas não devíamos apostar alguma coisa? — perguntou Lúcio Junqueira, que não era do tipo que se rendia facilmente. E agora, já não se tratava mais de uma bicicleta de um milhão. Isso para ele pouco importava; o que realmente lhe interessava era Clara. O que os outros pensavam, para ele não tinha valor, mas já que Lírio e seu grupo o desprezavam tanto, se ele não aceitasse, seria uma grande vergonha. Além disso, era a chance perfeita para desmascarar a mentira de Renato. Uma bicicleta velha valendo um milhão? Quem acreditaria nisso?

— Renato, tem certeza de que quer competir? — Lúcio temia que o outro voltasse atrás, então quis confirmar.

Renato hesitou por um instante, mas acabou assentindo em concordância.

— Ei, vamos nessa, sem enrolação. Quem perder destrói a bicicleta e ainda pede desculpa ao outro! — disse Lírio, impaciente, sem querer papo com Lúcio. O que ele queria mesmo era sair para o rali com Renato, a disputa com Lúcio era secundária.

— Fechado! — Lúcio respondeu irritado. O tom de Lírio o incomodava. Pensou consigo mesmo que logo mostraria como deixá-los comendo poeira.

Lírio explicou o trajeto e combinaram que quem chegasse primeiro ao ponto final venceria. A disputa, na verdade, era entre Renato e Lúcio, os outros apenas acompanhariam. Lúcio não se opôs, pois acreditava que, independentemente do percurso, enquanto seu carro pudesse passar, ele venceria com facilidade.

Renato sorriu de canto, resignado com a situação. Sentia-se embarcando numa aventura duvidosa, mas sua super bicicleta já não era posta à prova havia tempo; seria bom esticar as rodas, e quem sabe ainda ganhasse algum reconhecimento.

Quando todos estavam prontos, alinharam-se para a partida.

— Renato, não diga que estou sendo injusto com essa sua bicicleta velha. Vou te dar três minutos de vantagem. Pode ir na frente — disse Lúcio, acenando com desdém, certo de que Renato não representava ameaça alguma.

Para ele, aquela disputa não tinha desafio, afinal, como uma bicicleta poderia competir em velocidade com um Audi? Seria suicídio!

Renato não se fez de rogado. — Ótimo, então vou indo. — Lírio e seu grupo quiseram dizer algo mais, mas acabaram indo junto com Renato.

Ué? Tem algo errado aí.

Ao ver o grupo partir, Lúcio sentiu uma leve impressão de estar sendo enganado, mas não conseguiu explicar o motivo. Além do mais, o trecho inicial era em sua maior parte uma subida; a bicicleta, movida apenas pela força humana, jamais poderia ultrapassá-lo.

Por isso, esperou tranquilamente na linha de partida os três minutos combinados.

No entanto, após percorrer três quilômetros a toda velocidade, começou a se inquietar...

Algo estava errado. Em poucos minutos, não havia nem sinal dos outros. Lúcio confiava muito em sua habilidade ao volante; mesmo sendo uma estrada rural estreita, conseguia facilmente alcançar setenta quilômetros por hora.

Quando avançou mais um pouco, encontrou Clara e alguns outros do grupo, mas não viu Lírio, nem Renato.

— Clara, está cansada? Quer que eu te leve? — Lúcio, que antes da competição havia deixado a namorada de lado, aproveitou para flertar.

Clara sorriu: — Não precisa, melhor você correr atrás do Renato.

Ao ouvir “Renato”, Lúcio sentiu-se incomodado. Por que todos o chamavam assim, sempre com admiração? Por que ninguém o chamava de “Lúcio”?

Sentindo-se provocado por Clara, acelerou ainda mais.

Em poucos minutos, já havia deixado a estrada rural e entrado na rodovia estadual...

Mas, nesse momento, Renato e Lírio já estavam a quilômetros de distância!

Na verdade, Renato era mais rápido que Lírio. Apesar de ambos terem bicicletas idênticas, Renato era mais forte. Em uma estrada cheia de curvas, alcançar sessenta quilômetros por hora já era impressionante para Lírio. Renato, porém, atingia facilmente mais de cem. Mesmo que a bicicleta decolasse, não haveria problema: sua roupa especial o protegeria, e voar seria quase como viajar de avião...

Na metade do caminho, Lúcio começou a se desesperar. Como era possível ter perdido Renato de vista tão rapidamente? Aquilo era mesmo estranho.

De repente, viu uma bicicleta vindo velozmente em sentido contrário, passando por ele como um relâmpago. Mas ele ainda conseguiu ver claramente quem pedalava... Era Renato?

Não pode ser! Teria desistido e voltado?

A primeira reação de Lúcio foi pensar que Renato desistira e estava voltando. Mas seguiu em frente e logo encontrou Lírio.

Diferente de Renato, Lírio parou ao vê-lo.

— Amigão, você perdeu! Não esqueça de destruir seu carro quando voltar!

— Perdi? Só pode estar brincando. Vocês desistiram, é isso? Voltaram no meio do caminho e agora dizem que venceram? — Lúcio zombou, sem acreditar.

Lírio respondeu: — Se não acredita, espere até chegar ao destino. Vai encontrar nossa marca registrada lá! — E saiu pedalando de volta.

Lúcio franziu o cenho, começando a acreditar. Afinal, por que não conseguia alcançar Renato, por mais que acelerasse?

Mas, sem provas, não conseguia aceitar a derrota. Como um Audi de dezenas de milhares poderia perder para uma bicicleta velha? Era impossível de acreditar.

Mesmo assim, foi até o ponto final... E lá estava, pendurado conforme combinado, um cartaz: “Renato, o Rei das Bicicletas, e Lírio estiveram aqui!”

O cartaz não fora deixado por Renato, mas por Lírio. Lúcio não sabia o nome de Lírio, mas conhecia Renato.

Se eles não tivessem chegado antes, quem teria deixado aquele cartaz?

Lúcio sentiu que todo o seu mundo estava desmoronando. Como podiam ser tão rápidos de bicicleta?

De repente, lembrou-se vagamente de ter visto um vídeo de uma bicicleta atingindo mais de cem quilômetros por hora. Rapidamente, pegou o celular...

— Não é possível! — exclamou Lúcio, depois de assistir ao vídeo. A bicicleta do vídeo era idêntica à de Renato! E o ciclista, de costas, também parecia muito com ele...

Ou seja, Renato nunca o considerou um adversário. Enquanto isso, ele próprio estava ali, se exibindo em vão...

Totalmente envergonhado, Lúcio sentiu o rosto arder. Só então entendeu por que diziam que Renato era generoso: aquela bicicleta realmente valia um milhão.

E agora, o que fazer? Tinha perdido. Deveria mesmo destruir seu próprio carro diante de todos?

Embora pudesse recusar, Lúcio sabia que, só pelo jeito de Lírio, era capaz de ele mesmo destruir seu carro! E pensar que ainda nem terminara de pagar as prestações...

Desistiu. Sem alternativa, ligou para a namorada Janaína:

— Volta para casa sozinha, eu vou direto para casa...

...

— Renato, ótimas notícias! O exibido já ficou apavorado, largou a namorada e voltou correndo pra casa! — Lírio e os outros chegaram à casa de Renato, animados, sem saber quem lhes passara a informação.

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