Capítulo 065 – O pobre mastim tibetano ficou tão assustado que fez xixi!

Sistema Supremo de Refinamento Jovem Mestre do Apocalipse 2354 palavras 2026-03-04 19:30:26

Antes de Fang Ming entrar em cena com o mastim tibetano, os outros já haviam disposto os adereços conforme suas instruções. Na verdade, os adereços eram simples: apenas uma cadeira de plástico vermelha.

Enquanto a plateia murmurava entre dúvidas e expectativas, Fang Ming surgiu acompanhado do mastim tibetano.

— Até o mastim veio? — questionavam-se.
— Será que ele morde? Tem um ar tão feroz…
— Qual o problema? Um mastim bem treinado também é um animal de estimação. É puro status sair com um desses na rua!

A aparição do mastim logo incendiou os comentários entre o público. Entretanto, ninguém podia negar que, tecnicamente, ainda se tratava de um animal doméstico — razão pela qual os jurados se mantiveram mais serenos.

O mastim tibetano, famoso como o “cão divino” da China, impunha respeito com sua imponência; os exemplares selvagens e de linhagem pura eram capazes de rivalizar até com leões em porte, e por isso conquistavam muitos admiradores, sobretudo entre os homens. Já as mulheres, ao sair com um mastim, sentiam-se seguras, afinal, era o antídoto perfeito contra qualquer ameaça.

Assim que entrou no palco, o mastim exibiu toda a sua grandiosidade, alternando posturas que lembravam fisiculturistas mostrando seus músculos definidos. Em seguida, saltou com destreza pelo palco, indo e voltando algumas vezes. Fang Ming, então, pegou um bastão e fingiu lutar com o animal, que, esperto, desviava dos golpes e se aproximava dele de maneira calculada.

A escolha da apresentação, aliando imponência e destreza, conquistou de imediato aplausos da plateia.

Ao lado de Ling Hui, um senhor comentou:
— Garoto, acho que esse rapaz vai levar o primeiro prêmio!

O senhor também era funcionário do evento e tinha como pet um coelhinho fofo.

Ling Hui sorriu:
— Tio, aposto que o gato do meu amigo vai ganhar!

O senhor, incrédulo, retrucou:
— Ah, só aqueles dois gatinhos? Como podem competir com um mastim? Nem estão no mesmo nível!

Diante da descrença, Ling Hui lembrou-se do diálogo entre Ling Yu e Fang Ming, e resolveu brincar às custas de Fang Ming.

— Não subestime, tio. Esse mastim, vi agora há pouco, está até com uns arranhões. Sabe como conseguiu? Foi esse gatinho aqui que arranhou.

Com o comando de Ling Yu para tratar bem quem não tivesse más intenções, Hua Hua, o gato, deixou-se segurar docilmente por Ling Hui.

O senhor olhou desconfiado:
— Ling Hui, não brinque comigo! Esse gatinho arranhou o mastim do rapaz? Não acredito nisso!

Ling Hui insistiu:
— Não acredita? Hua Hua, ele disse que você não é capaz de vencer aquele cachorro. O que acha disso?

Hua Hua, agora muito mais inteligente que um gato comum após a purificação, compreendia quase tudo. Olhou para Ling Hui, depois para Ling Yu, e finalmente ergueu-se e soltou um longo “miau” na direção do palco.

No palco, após mostrar toda a valentia do mastim, Fang Ming apontou para a cadeira vermelha. O animal, mudando de atitude, empurrou obedientemente a cadeira até atrás de Fang Ming.

Nesse momento, Fang Ming tirou o chapéu e o atirou ao chão, a cerca de um metro da borda do palco — próximo de onde estavam Ling Yu e os outros.

De repente, o mastim, antes dócil, ergueu as orelhas em alerta ao ouvir o miado ameaçador de Hua Hua. Os cães têm excelente percepção auditiva, e aquele som não lhe era estranho; recordava-se do dia anterior.

O mastim sentiu uma pontada de medo, perdeu o equilíbrio e deitou-se no chão — a mesma postura submissa do dia anterior, quando suplicara por clemência.

Fang Ming percebeu que algo estava errado, mas manteve o sorriso e tentou disfarçar, dizendo que era apenas o mastim fazendo graça. Chamou o cão algumas vezes.

Com receio de que o mastim se descontrolasse, Ling Yu ordenou que Hua Hua parasse. Só então o cão atendeu ao chamado de Fang Ming, levantou-se e foi buscar o chapéu, entregando-o ao dono.

Fang Ming, então, colocou o chapéu de volta com um gesto elegante, mas logo sentiu algo estranho. Apalpou e percebeu que estava molhado.

Não havia água no palco, então como ficara molhado? Fang Ming olhou desconfiado para o mastim. Teria ele urinado?

Como a apresentação havia terminado, ele decidiu averiguar melhor em outro momento, longe dos olhos de todos.

O número conquistou o público e foi elogiado pelos jurados, que destacaram a capacidade de treinar um mastim a ser tanto imponente quanto dócil e carinhoso.

O apresentador, visivelmente satisfeito, apertou a mão de Fang Ming e comentou:
— Senhor Fang, sua apresentação foi realmente maravilhosa. Mudou minha visão sobre mastins tibetanos, principalmente quando ele ficou tão meigo… Hm? Que cheiro estranho é esse?

O apresentador, menos formal que os de televisão, farejou o ar e, sem pensar, resmungou:
— Senhor Fang, será que depois de treinar o mastim você esqueceu de lavar a roupa? Tem cheiro de urina de cachorro…

Falou baixo, mas esqueceu de desligar o microfone. A frase ecoou pelo auditório, provocando risos contidos.

Fang Ming sentiu-se furioso. Que tipo de apresentador era aquele, querendo arranjar confusão? Mas, sem alternativa, forçou um sorriso e respondeu com humor:

— O Blackie e eu somos muito próximos, vivemos brincando juntos, então é normal algum cheiro.

O apresentador, talvez por distração ou por pura implicância, ainda comentou:
— Pelo visto, o senhor Fang e seu Blackie são inseparáveis, até dormem juntos!

A piada arrancou gargalhadas da plateia, enquanto Fang Ming sorria amarelo, mais constrangido que nunca.

O senhor que antes duvidara de Ling Hui, assim como Ling Hui e Ling Yu, riam às lágrimas, pois sabiam a verdade: o mastim havia se urinado de medo de Hua Hua e justo em cima do chapéu de Fang Ming.

— Incrível! Rapaz, aposto que seu gato vai ganhar! — exclamou o senhor para Ling Yu, erguendo o polegar em aprovação. Para ele, só o fato de o gato ter assustado o mastim já era digno de prêmio.

— Com certeza! — respondeu Ling Hui, orgulhoso e confiante de que o gato de Ling Yu levaria o primeiro lugar. Isso o deixava tranquilo, afinal, pedira ajuda a Ling Yu sem oferecer nada em troca; se o amigo ganhasse o prêmio de cem mil, ficaria de consciência tranquila.

Depois de elogiar o gato de Ling Yu, o senhor não conseguiu se conter. Ao lembrar da cena de Fang Ming, desatou a rir ainda mais alto. Outros o censuraram, mas ele, indiscreto, fez questão de contar a história, contagiando cada vez mais pessoas com o episódio cômico.

(Agradecimentos a Amor e Futuro e a Do Jeito Que Eu Quero pelo apoio! Segundo capítulo do dia, peço recomendações e contribuições!)