Capítulo 038: O ataque do tubarão, caos entre os peixes!
Não muito longe dali, a superfície da água agitava-se intensamente, e era possível ver peixes saltando em sequência, mergulhando novamente sob as ondas, num movimento incrivelmente ordenado. O experiente pescador Joaquim Guerreiro, com os lábios trêmulos, murmurou: “Isso… isso são golfinhos? Meu Deus do céu, até os golfinhos apareceram? E não é só um, é um bando inteiro?”
Até mesmo o sempre calmo Joaquim não conseguiu conter um palavrão diante da cena impressionante. Para Lino Xu, era uma experiência inédita; só vira algo parecido em livros ou reportagens, onde golfinhos e focas nadavam para águas rasas e acabavam encalhando, morrendo na praia.
Talvez fosse uma situação parecida com aquela.
Nesse instante, alguém exclamou: “Olhem rápido, o que é aquilo ali atrás?”
Todos se viraram na direção apontada, e os mais atentos perceberam uma mancha escura à distância, com barbatanas cortando a superfície.
O que se movia rapidamente não deixava dúvidas: eram tubarões!
“Droga, vamos sair daqui! São tubarões!”
“Minha nossa, até tubarões agora?”
“Rápido, se eles vierem até a margem, estaremos em perigo!”
Já estavam em terra firme, mas por precaução, recuaram ainda mais, afastando-se por uns cem metros para garantir a segurança.
Era loucura, pura loucura! Ninguém acreditava no que via.
A situação estava completamente fora de controle. Com a chegada de peixes de água doce e salgada, o pequeno porto transformou-se num verdadeiro caos, como se uma tempestade tivesse caído ali.
As pessoas que passeavam ou turistas ficaram boquiabertos. Alguns se afastaram assustados, mas logo não resistiram e começaram a filmar tudo com seus celulares.
“Meu Deus, o que está acontecendo? Que dia é hoje? Por que todos os peixes estão vindo para cá?”
“Será o Carnaval dos Peixes?”
“Rápido, tira foto! Tira foto!”
“Foto nada, grava logo um vídeo!”
Alguns curiosos tentaram se aproximar, mas Joaquim os afastou, alertando para o perigo real.
Cenas assim só se viam em filmes americanos sobre monstros marinhos ou tubarões, e agora aconteciam nesse pequenino vilarejo de pescadores.
Como não ficar enlouquecido diante de tal espetáculo? Mas entre todos, havia alguém cuja mente fervilhava de confusão e desespero: o pobre Lino Xu.
Sistema, pelo amor de Deus, o que você fabricou aí? Até tubarão foi atraído por isso?
Lino estava completamente atônito. Jamais imaginara que o efeito do isco superpoderoso seria tão intenso. Achava que, com sorte, atrairia alguns cardumes próximos. Mas tubarões? Isso era demais!
O que ele não sabia era que, por ter lançado tanto isco na água, o efeito extraordinário do superisco havia se multiplicado, atraindo peixes de toda parte. Como o isco não foi consumido de imediato, o tempo do efeito se prolongou.
O movimento dos cardumes também atraiu outros predadores, numa cadeia sem fim. E assim, enquanto mais peixes eram atraídos, mais o isco continuava a agir, num ciclo de reforço positivo. Em apenas dez minutos, a confusão estava instaurada.
O pessoal só percebeu a dimensão do fenômeno quando, após a chegada dos golfinhos, os tubarões também apareceram. Muitos peixes destruíram redes, outros foram lançados à areia pela força das ondas e acabaram encalhados. Mas ninguém se arriscava a recolhê-los, pois a água ainda estava revolta.
No porto, o isco começou a se esgotar, transformando o local num verdadeiro campo de batalha entre os peixes.
Sim, um caos total, digno do termo “peixe e dragão juntos”, expressão que cabia perfeitamente ali.
E não era tudo. Novos cardumes continuavam a invadir o pequeno porto, que fervilhava numa tempestade de sangue e barbatanas.
Era, realmente, uma carnificina.
Naquele espaço confinado, a lei do mais forte imperava: peixes grandes devoravam os pequenos, e a seleção natural se manifestava em todo seu esplendor.
Quando finalmente acabaram com o isco, os peixes perceberam que estavam num abismo infernal.
E, entre todos, os tubarões eram os mais ferozes. Cinco ou seis deles deixavam o mar em ebulição, como se a água estivesse fervendo.
A cena era ao mesmo tempo grandiosa e trágica.
Todos comentavam, mas a maioria filmava ou tirava selfies, alguns até brincando com a situação.
“Terceiro, não são aqueles os tubarões que encontramos mais cedo?” perguntou, surpreso, o pescador apelidado de Quarto por Joaquim.
Ao ouvir isso, Joaquim franziu o cenho. Parecia mesmo.
“Seu Joaquim, o que houve? Vocês encontraram um grupo de tubarões hoje?”
Lino também ficou curioso; ouvira Joaquim comentar que alguém se acidentara no mar, por isso não saíram para pescar. Será que tinham se deparado com um bando de tubarões?
Joaquim confirmou: “Sim, e ainda acabamos ferindo um deles sem querer... Olha, por pouco não ficamos por lá!”
No vilarejo não havia barcos grandes, então encontrar tubarões, principalmente provocá-los, era perigoso.
Lino refletiu: talvez a presença dos tubarões fosse apenas coincidência, e não resultado do superisco. Era uma suposição... Do contrário, o isco seria mesmo sobrenatural.
A batalha dos peixes durou meia hora até finalmente diminuir, e o pequeno porto voltou à calma, embora o público ainda estivesse extasiado.
Durante esse tempo, Lino mal teve sossego. Não se preocupou em gravar vídeos; precisava cuidar do peixe recém-pescado, senão logo morreriam.
Desta vez, o resultado foi uma colheita farta: lagostas de dois a três quilos, atuns de trinta a quarenta quilos, além de incontáveis camarões, caranguejos e polvos.
Ele selecionou alguns e devolveu os menores ao mar.
Na verdade, com toda aquela confusão causada pelo superisco, mesmo sem pescar, havia peixes encalhados por toda a praia.
Moradores e visitantes logo começaram a recolher os peixes.
No fim, além de sua abundante pescaria, Lino ainda proporcionou uma colheita coletiva para o vilarejo.
Com a ajuda de Joaquim, aproveitou a distração geral para sair discretamente. Não queria ser interrogado sobre a causa de tudo aquilo, pois seria difícil explicar.
Sabia que, desta vez, ia parar nas notícias, e isso poderia causar problemas.
Mas esses eram assuntos para depois.
Depois de uma hora de trabalho, Lino finalmente conseguiu transportar os peixes frescos ao restaurante. O estabelecimento tinha um tanque especial para manter os peixes vivos, garantindo seu frescor, então ele ainda teve que se ocupar mais um pouco.
(Agradecimentos a quem contribuiu com livros e presentes! Segundo capítulo do dia, peço suas recomendações!)