Capítulo 57: Dois Fanfarrões Chegam ao Restaurante

Sistema Supremo de Refinamento Jovem Mestre do Apocalipse 2358 palavras 2026-03-04 19:30:18

Restaurante da família Ling.

— Dono, o que há de bom para comer aqui? Traga tudo para mim!

De repente, entraram dois homens e uma mulher no restaurante. Um dos homens estava vestido com requinte, abraçando uma mulher de aparência bastante sensual, enquanto o outro usava roupas casuais comuns.

Assim que entraram, o homem de roupas casuais começou a gritar de forma extravagante, provocando o desagrado dos outros clientes ao redor.

Ali, era costume sentar-se e só então fazer o pedido, mas aqueles três já chegaram chamando pelo dono, exibindo-se com ostentação, parecendo novos-ricos.

— Quem é esse? Que arrogância! Não passa de uma refeição, precisa fazer tanto alarde? — murmurou um dos clientes.

— Pois é, olha como estão vestidos, parecem gente fina mas não têm educação nenhuma!

— Eles têm dinheiro, não é da nossa conta.

A maioria dos clientes resmungava baixinho, insatisfeitos, mas, como dizem, o cliente tem sempre razão. Chen Lan, ainda assim, pediu educadamente que um dos garçons fosse atendê-los o mais rápido possível.

No entanto, o garçom estava ocupado e não conseguiu atendê-los de imediato.

Nesse momento, um jovem entrou no restaurante e, ao ouvir o grito daquele sujeito, quase ficou ensurdecido. Era Fan Wei, que veio procurar Ling Yu. Assustado pelo barulho, estava prestes a perguntar a Chen Lan se Ling Yu estava por ali, quando o homem que gritava o puxou, impedindo-o de seguir.

Com um tom ríspido, disse:

— Ei, garçom, sirva logo o chá! Não vê que meu gerente está esperando? Que incompetência é essa? Que serviço lento!

O nome do sujeito era Leng Feng. Os outros dois eram seu chefe, um gerente chamado Huang Jie, e a mulher, amante de Huang Jie. Vendo que Fan Wei não procurava uma mesa para sentar, Leng Feng supôs que ele era garçom.

Fan Wei ficou surpreso. Como era o restaurante de Ling Yu, resolveu conter-se e não se irritar:

— Não sou garçom.

Leng Feng, não se sabe se por ignorância ou por querer agradar ao chefe, continuou segurando Fan Wei, sem deixá-lo ir:

— Não é garçom? Olha só como está vestido, aposto que comprou essas roupas vagabundas na feira. Acha que, com essa aparência, pode se comparar ao meu gerente? Trate de servir bem o meu gerente, senão o seu restaurante não vai durar!

Leng Feng falava com arrogância. Percebendo a situação, Chen Lan apressou-se a intervir, desculpando-se:

— Desculpe, senhor, ele não é funcionário do restaurante. Vou trazer seu chá imediatamente.

Dito isso, levou Fan Wei para longe. Este queria dizer algo, mas nem teve tempo.

Nesse momento, Ling Yu apareceu trazendo os pratos. Fan Wei, diligente, foi ajudá-lo, mas ao passarem pela mesa de Leng Feng, foram novamente interceptados.

— Ei, vocês dois, esse é o prato principal?

Ling Yu, sem entender, assentiu. Leng Feng então exclamou:

— Ótimo, deixem o prato e podem ir embora.

Ling Yu arqueou as sobrancelhas, intrigado:

— Desculpe, esse prato não é de vocês.

Ignorando o comportamento irracional de Leng Feng, Ling Yu continuou, pois aquele prato era para Zhao Shan.

— Jie, estou com fome! — a amante de Huang Jie se queixou, fazendo charme. Huang Jie, embora não gostasse muito do bajulador Leng Feng, sentiu-se lisonjeado e não o impediu.

Agora, com sua amante reclamando, não queria perder a pose diante dela, por isso repreendeu Ling Yu:

— Garçom, deixe o prato. Essa gorjeta é de vocês.

Tirou da carteira cinco notas de cem e as lançou sobre a mesa, exibindo-se como um milionário.

Ling Yu olhou com estranheza para aquela mesa de figuras excêntricas e, sem dizer nada, seguiu adiante com o prato. Fan Wei bufou friamente e o acompanhou.

— Ei, estão surdos? Estou falando com vocês... ei, ei, ei...

Ignorado por Ling Yu, Leng Feng continuava gritando, mas ninguém lhe deu atenção. Huang Jie também sentiu-se humilhado: como ousavam ignorá-lo?

— Jie, não disse que era gerente de uma grande empresa? Por que nem um garçom te obedece? Não me diga que mentiu para mim! — a amante de Huang Jie, na verdade alguém que ele conhecera naquele dia, zombou dele, afastando sua mão e preparando-se para sair.

Huang Jie ficou apavorado. Embora não tivesse sentimentos por ela, era alguém que conhecera enquanto negociava naquele restaurante. Ela quis jantar ali, ele concordou. Mas agora, sem sequer ter conquistado a mulher, ela já queria ir embora; seria um fracasso completo.

— Espere, quem disse que não consigo controlar um garçom? Espere e veja como vou acabar com ele! — Huang Jie, desesperado, chamou Leng Feng para ir atrás.

Ling Yu já havia colocado o prato diante de Zhao Shan, quando sentiu alguém bater em seu ombro. Ao virar-se, viu novamente os três perturbadores e franziu a testa:

— O que querem?

— Garoto, quero esse prato! Traga-o imediatamente para minha mesa! — Leng Feng fez uma expressão feroz, apontando para sua mesa.

Huang Jie, por sua vez, bateu no ombro de Zhao Shan:

— Amigo, quero esse prato! Você não se importa, não é?

Como Zhao Shan estava de costas para Huang Jie, este não viu seu rosto. Pensou consigo mesmo: num lugar tão remoto, que tipo de ricaço comeria num restaurante tão simples? Embora gerente não fosse um cargo tão alto, achava fácil intimidar um provinciano.

Os dois insultaram Ling Yu, considerando-se clientes. Mas ao insultar também o outro cliente, Ling Yu não pôde mais manter a cordialidade.

— Este restaurante é meu. Se vier para perturbar e criar confusão, não é bem-vindo. Vá comer em outro lugar!

Se não fosse pela reputação do local, Ling Yu já teria expulsado aquele gerente arrogante. Um pequeno gerente se achando tanto, por que não voa e se junta ao sol?

— Olha só, um garçom. Quem você pensa que é? Onde está o dono? Quero reclamar: o comportamento do seu funcionário é péssimo! — Leng Feng gritava, exigindo uma reclamação.

Ling Yu riu por dentro: ele era o dono. Fan Wei também conteve o riso; aqueles dois palhaços nem sabiam interpretar bem seus papéis de fanfarrões.

Chen Lan ainda preparava o chá, mas foi Zhao Shan quem falou:

— Senhor Ling, se eles querem meu prato, podem ficar com ele. Mas...

Seu tom, antes amistoso, tornou-se repentinamente sombrio:

— Jovem, tem certeza de que pode pagar por ele?

— Bah! — Leng Feng riu com desprezo — Tio, são apenas alguns pratos. Meu gerente não vai conseguir pagar? Acha que todos aqui são caipiras como vocês, que não podem pagar nem algumas dezenas de reais?

Mal terminou de falar, percebeu que o rosto de Huang Jie parecia estranho...

Huang Jie estava perplexo e suava frio na testa. Aquela voz... parecia-lhe familiar.

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