Capítulo Cinco: Unificando o Espírito e Rompendo Limites Segunda Sessão

Pedra Celestial do Destino O Deus do Futebol 3731 palavras 2026-02-07 12:34:09

— Que interessante! A energia mística deste mundo é realmente vasta e complexa, muito mais abundante do que em meu antigo planeta. Não, preciso observar com mais atenção — pensou Hao Yunshi, animado, enquanto fixava o olhar na Sala de Meditação do Entendimento.

— Ah! Este mundo também possui os Cinco Elementos! — A excitação cresceu em seu peito, e ele logo se viu sorrindo de orelha a orelha.

Descobrira que os elementos deste mundo eram compostos pelos mesmos Cinco Elementos de seu antigo universo: metal, madeira, água, fogo e terra, dispostos da mesma forma. Não havia como tal descoberta não o deixar radiante de alegria.

Com os Cinco Elementos presentes, seria possível cultivar o corpo, o espírito e a alma, bastando apenas um método adequado a este mundo. Embora, pela memória de sua alma, só tivesse obtido a técnica mais básica de cultivo, sem alcançar os métodos dos níveis superiores, para alguém como Hao Yunshi, que já viera de um mundo caótico e grandioso, isso não era um desafio.

Além disso, Hao Yunshi nunca se importara com técnicas divinas, ervas milagrosas ou artefatos sagrados. Sua filosofia era simples: na longa estrada do cultivo, bastava um tesouro supremo para garantir o sucesso.

— Ah, então é isso! Agora entendo porque não consegui ativar minha percepção espiritual fora da torre. Apesar de haver os Cinco Elementos, a disposição deles apresenta uma leve diferença — exclamou, surpreso, antes de ter uma revelação.

Percebera que, neste mundo, a disposição dos Cinco Elementos era ligeiramente desviada, cerca de meio grau para o lado superior esquerdo, em relação ao seu antigo universo. A diferença parecia pequena, mas era suficiente para tornar o cultivo ineficaz se tentasse absorver a energia mística usando sua antiga sensibilidade espiritual.

Assim, Hao Yunshi, após repetidos testes com selos formados pelas mãos, mergulhou novamente no silêncio da Sala de Meditação, trazendo de volta a quietude original.

Com um brado de “Técnica dos Cinco Elementos do Caos Celestial!”, a tranquilidade foi rompida outra vez. Hao Yunshi sorria, entusiasmado como se tivesse completado uma obra-prima.

O ambiente, antes sereno, ganhou uma aura de alegria. — É hora de testar lá fora, sim — decidiu ele, convicto.

Mal terminou de falar, e já estava deitado na esteira de palha entre as duas portas, respirando fundo, puxando com força a energia sangrenta que permeava o entorno.

Por um longo tempo, ficou assim, até perceber: — Isso não está certo, o sistema de cultivo deste mundo... O quê? É baseado em pontos secretos? Não! Pare! Agora entendo porque não encontrei os pontos de acupuntura! — gritou, alarmado.

O que entrava em seu corpo era uma energia sangrenta, que de repente estacava nos chamados pontos secretos, iluminando-os de vermelho vivo e refletindo sob a pele.

Num instante, cento e vinte e dois pontos em seu corpo se acenderam, brilhando de maneira estranha e inquietante.

De repente, Hao Yunshi sumiu de onde estava e reapareceu na Torre do Caos. O som ofegante acompanhado de passos cautelosos e corpo curvado mostravam o quão perigosa fora aquela experiência.

Apoiando-se suavemente no altar de pedra onde Caos jazia adormecido, Hao Yunshi lançou-lhe um olhar, depois seguiu até a porta da Sala de Meditação e entrou.

— Primeiro, preciso condensar essa energia sangrenta. Depois, estudarei tudo com calma. Sim, é isso — murmurou, fechando os olhos lentamente.

Tudo parecia simples: ao descobrir que o sistema de cultivo deste mundo baseava-se em pontos secretos criados por si mesmo, não poderia estar mais satisfeito. Contudo, esquecera-se de que, em seu mundo natal, as técnicas eram formadas pela junção dos pontos de acupuntura.

Aqui, só existiam os pontos secretos, sem menção às vias de acupuntura. Sem elas, como canalizar energia através dos meridianos? Sem esse fluxo, e após uma absorção tão intensa, os pontos secretos se abriram, mas a energia mística não encontrou caminho para circular.

Além disso, o ambiente era especial: o Vale dos Cadáveres, saturado de energia sangrenta há décadas. Energia sangrenta é a essência dispersa da energia vital após a morte, e, acumulada durante tanto tempo, quando liberada, inunda os pontos secretos, que, por sua natureza limitada, quase explodem de tão cheios.

Simplificando, era como um barril prestes a transbordar: qualquer excesso poderia fazê-lo explodir, tornando a situação perigosíssima.

— Ah, então é isso! É preciso usar o impulso dos pontos secretos para abrir os pontos de acupuntura. Depois, guiá-los para criar um caminho, unindo-os aos pontos secretos e formando assim a base mística do dantian. Só então se trilha o caminho supremo. Sim, exatamente — ponderou Hao Yunshi, sentado em posição de lótus, antes de abrir a porta da Sala de Meditação, olhar para Caos adormecido na pedra e sair.

— Espera, o que está acontecendo? Por que não consigo avançar de nível? — exclamou, surpreso.

Ao examinar seu corpo, percebeu que, apesar da energia mística estar pura e os canais formados, a barreira do décimo nível do refinamento corporal, que ele treinara por cinco anos, permanecia intransponível.

Ou seja, o caminho da energia estava aberto, mas ela se movia em círculo, incapaz de romper a barreira do próximo nível, como se atacar a barreira fosse um devaneio.

— E agora, o que fazer? — Hao Yunshi olhou para fora, para o Vale dos Cadáveres, pensativo, enquanto o sol desaparecia no horizonte.

Permaneceu assim por muito tempo, em meditação, impassível.

— Nascer e pôr do sol... É verdade, entrei neste mundo em setembro, nasci em março e morri em maio. Entre esses meses... — Parecia ter captado algo, mas logo se perdeu em devaneios.

Murmurou consigo mesmo: — Março, setembro, maio... São opostos, claro! — Finalmente, teve uma iluminação e se alegrou profundamente.

Em seu antigo planeta, devido à escassez de energia, as técnicas de cultivo foram modificadas ao longo do tempo para se adaptar, dando origem às artes marciais. Estas geravam energia interna a partir dos pontos de acupuntura, e então, usando essa energia, abriam-se mais pontos e guiava-se a energia exterior para dentro, fundindo tudo e formando a base do caminho, sem a necessidade dos pontos secretos.

Porém, neste mundo, embora os Cinco Elementos existam, a energia mística é tão abundante que os pontos de acupuntura se tornam dispensáveis: basta cultivar pelos pontos secretos para trilhar o caminho do cultivo.

A quebra de nível acontece pela abertura dos pontos secretos, guiando a energia para romper a barreira e formar a base do dantian. As duas abordagens são, pois, opostas.

Hao Yunshi, ao perceber o padrão entre sua chegada, nascimento e morte neste mundo, compreendeu o segredo — sua capacidade de entendimento era realmente extraordinária, digna de desafiar os céus!

— Certo! Está na hora de romper o próximo nível fora da torre — decidido, observou seu corpo por dentro e viu que sua energia mística estava saturada, pronta para romper a membrana da décima camada do refinamento corporal.

Sem hesitar, abriu a porta da sala de cultivo e saiu.

Com um estrondo, a pequena cova se abriu. Hao Yunshi saltou alto e, com movimentos ágeis, pousou sobre uma grande pedra azul, sentando-se em posição de lótus para atacar o próximo gargalo.

— Vamos, décima primeira camada do refinamento corporal, rompa! Rompa! — murmurou, enquanto uma sucessão de ondas de energia explodia ao seu redor, e ele atingia instantaneamente o décimo primeiro nível do refinamento corporal.

— Ainda resta energia mística, rompa mais! — exclamou, percebendo que muita energia ainda permanecia nos pontos secretos.

Então, ativando sua recém-criada Técnica dos Cinco Elementos do Caos Celestial, guiou a energia mística para um novo patamar.

— Décima primeira camada, inicial, média, avançada, auge, grande perfeição... Como ainda resta energia? Bem, então, rompa para o Reino da Concentração de Energia!

Ao executar a técnica, não só rompeu as quatro subcamadas do décimo primeiro nível, como também alcançou o lendário auge do décimo primeiro estágio.

Vendo que ainda havia energia sobrando, avançou sem hesitar em direção ao tão almejado Reino da Concentração de Energia, o objetivo de todos os cultivadores das redondezas de Tianfengshan, em Qingyang.

Mas, de repente, um novo estrondo, e... — O que está acontecendo? — estranhou Hao Yunshi, pois não conseguiu romper.

A situação mudou, e a dúvida se instalou:

— Fracassei na transição? Se tivesse falhado, os pontos secretos estariam danificados, mas não é o caso...

Espantado, Hao Yunshi permaneceu atônito sobre a pedra azul, até que, ao examinar-se por dentro, percebeu que sua base mística estava, de fato, formada. No entanto, não havia nem um fio de energia mística produzida.

Olhando melhor, viu que sua base mística era composta de cinco partes, diferentemente do comum. Em geral, os cultivadores deste mundo, ao atingir o auge do décimo primeiro nível, rompiam para o Reino da Concentração, formando quatro partes no dantian e gerando um fio de energia mística. No entanto, Hao Yunshi tinha cinco partes, mas nenhuma energia fora gerada. Ou seja, ele ainda não havia alcançado o Reino da Concentração — um choque para qualquer um!

O som distante de bastões de madeira interrompeu seu devaneio, e ele suspirou:

— Ora, não alcancei o Reino da Concentração, mas ganhei uma parte extra do dantian. Não sou bom em cálculos, e Caos ainda não acordou... Parece que o destino quis assim. Já que não o alcancei, chamarei isso de décima segunda camada. De qualquer forma, alcançar o Reino da Concentração é só questão de tempo.

Voltando o olhar para a direção do Forte do Tronco Seco, concluiu:

— Ah, um chamado geral! Já passaram vinte e quatro toques... Não vi nenhum discípulo guardando o vale, algo grave aconteceu.

— Pois bem, é hora de acertar as contas finais — murmurou.

Com um impulso das pernas sobre a pedra azul, saltou adiante, seu corpo desaparecendo em velocidade rumo à entrada do vale, cobrindo oito metros a cada passo.

Assim que partiu, ouviu-se um estalo e a grande pedra azul, atrás dele, rachou e desabou com estrondo. O Vale dos Cadáveres, então, voltou à sua mortalha de silêncio absoluto.