7 Caixa de Fósforos (7)

Em vez de namorar, faça um desejo [Transmigração Rápida] Raposa Yang 3817 palavras 2026-07-31 03:08:07

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— Oh, querido, você não tem medo de ser capturado pela patrulha morando aqui?
— Eu só seria capturado se tentasse fugir.

Xu Yuan agachou-se, observando o teto um pouco baixo, enquanto ouvia a conversa vinda de baixo.

[Hospedeiro, a bela quer morar junto!] O pequeno gato balançava o rabo, levantando a cabeça que repousava silenciosamente sobre as patas dianteiras, olhando para a entrada do sótão iluminada pela luz das velas.

[Hm, ele tem razão.] Xu Yuan examinou o ambiente do sótão, refletindo um pouco.

O sótão era construído de madeira; apesar do ranger ocasional, o chão era firme. As junções das paredes e do teto eram um pouco grosseiras. Feno empilhado formava camas, não havia velas, mas a luz de várias delas vazava pelas frestas das paredes, iluminando a área precariamente.

O feno formava leitos que, mesmo com o vento frio da noite, ofereciam abrigo para os viajantes. Contudo, naquela noite, além de Xu Yuan, só restava um jovem que ainda não subira as escadas.

Ele se agachou para limpar o feno no canto, pegou um pouco do feno empilhado em montinhos, alisou e empilhou para formar um travesseiro. Então ouviu passos subindo a escada.

[Hospedeiro, a bela está subindo!] O pequeno gato, inquieto desde que ouviu a conversa lá embaixo, saltou silenciosamente do ombro de Xu Yuan, arrumou o feno com as patas e correu até a entrada, espiando com zelo para informar.

— Venha, cuidado para não pisar em você. — Xu Yuan ajustou a espessura do feno, sentou-se de pernas cruzadas e falou.

— Ah, chegou! — O pequeno gato, ao ver a sombra projetada pela escada, pulou rapidamente sobre o feno macio, mas continuou curioso, observando a porta.

A escada não era longa, e a silhueta alta apareceu à luz tênue das velas, sem perder um traço da beleza, pelo contrário, a sombra realçava seu perfil misterioso.

Porém, por mais alto e belo que fosse, naquele sótão baixo, ele teve que se curvar para não bater a cabeça.

Xu Yuan não demorou o olhar, tirou o chapéu, recostou-se no feno, deixando o leve êxtase da cerveja de malte invadir.

O jovem que subiu não o perturbou; apenas os passos ecoavam, misturados ao som de feno sendo ajeitado. Após um tempo, o silêncio tomou conta, com uma respiração tranquila que isolou o ruído das cadeiras lá embaixo, tornando o ambiente especialmente silencioso.

O gato, que pulava no feno, fez mais barulho que o jovem, e ficou ao lado de Xu Yuan. Porém, em vez de se deitar, caminhou um pouco, desaparecendo momentaneamente para reaparecer ao lado do jovem.

— O cabelo dele é realmente vermelho. — A voz suave do gato chegou.

Xu Yuan abriu os olhos semicerrados, virou-se para ver o pequeno gato diante do jovem, estendendo a pata para testar: — Miau, não seja grosseiro.

As almofadas brancas das patas recuaram imediatamente. O gato balançou o rabo, um pouco envergonhado, levantou-se e voltou discretamente: — Só queria ver o cabelo dele.

Comparado ao seu pelo, qual seria mais sedoso? Não era pelo movimento do cabelo, ele apenas queria agarrar.

O pequeno gato voltou ao feno ao lado, empurrou com as patas e se deitou calmamente.

Quando o gato se afastou, os olhos verde-esmeralda do jovem apareceram no campo de visão de Xu Yuan.

Ele estava deitado, com uma perna apoiada, o feno um pouco elevado, capuz cobrindo a maior parte, apenas com as pontas do cabelo à mostra. Uma mão atrás do pescoço ajustava a posição, mas percebeu o olhar e desviou os olhos, adaptando-se ao ambiente, sorrindo: — Nunca vi você aqui antes.

— Sou novo. — Xu Yuan se apresentou, sem mencionar que era um peregrino.

— Steven. — O jovem sorriu levemente.

— Brand. — Xu Yuan disse seu nome.

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— Brand. — O jovem puxou o pulso, olhando para o teto enquanto repetia o nome com suavidade, — soa doce demais. Mas pessoas muito gentis não têm vez nesta cidade.

— Acho que tenho sorte. — Xu Yuan sorriu, recostado no feno com os olhos semicerrados.

O canto dos lábios de Steven se apertou, ele lançou um olhar para o homem relaxado ao seu lado, seus olhos verdes brilhando, mas não revelou algumas verdades.

Como o fato de uma garrafa de cerveja de malte custar apenas cinco moedas de cobre, ou que passar a noite nesse lugar custava oito moedas, e para clientes habituais, até cinco.

Benson não colocava areia no pão nem água na cerveja para arruinar a reputação da estalagem, mas isso não significava que não enganasse os forasteiros.

E aquele homem ao lado dizia que tinha sorte, talvez porque realmente tivesse — não teve que comer algo intragável, encontrou o melhor bar ao chegar na cidade e tinha dinheiro sobrando, tanto que precisou dividir com seu capuz e suas botas.

— Ah, obrigado por salvar a Fanny. — Steven desviou o olhar e falou.

O sótão estava silencioso, até os ruídos lá embaixo desaparecendo; uma conversa antes de dormir não precisava ser alta para ser clara.

Xu Yuan abriu os olhos e sorriu para o jovem ao lado: — Por onde começamos?

Uma risadinha escapou na escuridão: — Talvez eu esteja meio bêbado, não leve a sério.

Xu Yuan sabia que o jovem suspeitava; Fanny não poderia não ter ouvido o barulho, nem deixado de perguntar. Mesmo que só tivessem se encontrado, não deixaria de perguntar o que aconteceu. Mas alguém a impediu, e ninguém mais sabia, nem precisaria saber.

Era como se nada tivesse acontecido, um entendimento silencioso entre dois estranhos naquele sótão.

— Certo. — Xu Yuan concordou. O jovem não demonstrava seus sentimentos por aquela moça, mas não queria que ela se metesse em problemas por sua causa. — Ficar nessa cidade será perigoso para você.

— Está falando do Martin? — A voz de Steven perdeu a leveza, ele ajeitou o corpo, falando com uma tranquilidade já habitual, — é uma aposta. Se ele não for pego, não entrarei na prisão. Se for, só me resta aceitar a má sorte.

— E como sair da prisão? — Xu Yuan perguntou, observando a oscilação nos olhos do jovem.

Steven virou o rosto repentinamente, um sorriso brincalhão nos olhos: — Você quer me salvar?

— Se puder. — Xu Yuan respondeu olhando para ele.

As pálpebras do jovem desceram, escondendo uma emoção estranha. O canto da boca se curvou: — Você é realmente bondoso, disposto a salvar alguém que traiu amigos.

— Ele matou alguém. — Xu Yuan afirmou.

Embora isso parecesse comum naquele mundo, tirar uma vida inocente era errado.

— Mas isso é diferente de eu traí-lo. — Steven ergueu os olhos, encarando o olhar calmo que o observava, sentindo um susto ao ser visto tão profundamente.

Os olhos, à luz da vela, pareciam âmbar límpido, tão gentis quanto ele, mas agora a luz sumira, restando apenas um brilho úmido e um escuro profundo que refletia seu coração e pensamentos.

Ele disse: — Você é uma vítima inocente, não precisa se cobrar tanto.

E acrescentou: — Você tem o direito de temer e se proteger.

Era como se seu segredo tivesse sido exposto, sem nada escondido.

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A prisão da cidade era um lugar terrível. As brigas nos bares podiam ser causadas por discussões ou interesses, e mesmo assim a população ou a patrulha podiam intervir. Lá, era possível comer comida decente, beber boa bebida e dormir em um lugar razoável.

Mas a prisão não. Lá dentro, estavam inúmeros criminosos cruéis, apertados em celas pequenas, sem armas, lutando corpo a corpo. Todos os dias alguém morria, talvez espancado até a morte, talvez morrendo de fome após ter sua comida roubada. Ninguém se importava com a água que bebiam, ou com as doenças que contraíam, morriam em silêncio e sofrimento... para depois serem queimados sem deixar nada.

Ninguém gostava daquele lugar, mas ser visto como se fosse transparente era desconfortável, irritante.

Steven desviou o olhar, virou-se e abraçou os braços, percebendo que não poderia ser amigo daquele homem, mesmo que ele tentasse disfarçar.

Um homem sem interesse por tesouros, que vivia no bar sem se abalar com Fanny, ou tinha uma fé muito profunda ou já estava acostumado com tudo. Steven intuía que não era a primeira opção.

— Se eu tivesse medo, não estaria morando aqui. Estou com sono, boa noite. — A voz do jovem, entre bocejos, anunciou o fim da conversa.

[Hm? Por que dormir de repente?] O gato, quieto ao seu lado, levantou a cabeça curioso.

Estavam conversando tão bem, e o belo parecia tão interessado no hospedeiro, como se fossem velhos amigos.

[Talvez o álcool tenha subido, boa noite.] Xu Yuan virou-se para se acomodar, fechou os olhos sorrindo: — Boa noite.

Parece que, por enquanto, ele não se interessaria pela origem do dinheiro do jovem.

[Boa noite, hospedeiro.] O gato se aconchegou mais perto, certificando-se de segurar a orla do manto antes de fechar os olhos em paz.

O sótão voltou ao silêncio, a luz das velas desapareceu lentamente, restando apenas o vento noturno uivando pelas frestas, fazendo pouco barulho, incapaz de acordar o sono profundo.

A noite passou entre sonhos e embriaguez, até que passos suaves soaram, e Xu Yuan abriu um olho, vendo a luz tênue do amanhecer entrar pela fresta, ainda antes do alvorecer.

Ele se mexeu, viu o feno vazio ao lado e o jovem indo em direção à escada.

A postura do jovem estava um pouco curvada, mas ainda ereta; ele pareceu perceber o movimento atrás, virou-se com os olhos verdes refletindo a frieza da manhã e disse baixinho: — Desculpe por acordá-lo.

— Vai embora? — Xu Yuan perguntou suavemente, sem esperar resposta. — Adeus, cuide-se.

— Adeus, Brand. — O jovem sorriu, apoiando uma mão na cintura e segurando a espada pela alça com a outra, saindo silenciosamente, como quando chegou, até o som desaparecer.

A porta se abriu e fechou suavemente.

Os passos se afastaram, e Xu Yuan olhou para o gato que dormia de barriga para cima, tocou-o sentindo o calor, fechou os olhos novamente, e quando abriu, já era dia.

O feno ao lado estava vazio; se não fosse pelas marcas deixadas por alguém, a conversa da noite anterior pareceria um sonho.

[Hospedeiro, a bela desapareceu!] O gato também sentiu o mesmo.

Depois de dormir, a bela simplesmente evaporou!