Capítulo 15

[Honkai: Star Rail] Após a voz interior ser ouvida pelo Diretor Aventurino Retorno da Lua de Inverno 4290 palavras 2026-07-31 03:21:44

“Espere, espere! Em que eu estava pensando? Essa perspectiva está estranha demais!”

Sakin: “...” Mesmo que Tsuame tentasse imaginar a situação do ponto de vista da esposa, ele não se sentia feliz.

Logo, Tsuame percebeu que algo estava errado com Sakin. Até mesmo ao descer do carro, o olhar dele era estranho, e durante a noite ele falava menos. A situação só melhorou no dia seguinte, quando foram encontrar o alvo da missão.

O objetivo da viagem era recuperar um cassino em Bluekia. O motivo pelo qual Bluekia conseguia existir como uma versão pirata de Pinoconi, e ainda prosperar, era que por trás estava o poder da “família” de Pinoconi. Embora lucrassem apenas com o dinheiro dos ricos, não pretendiam abrir mão do dinheiro do povo comum, e assim nasceu o pequeno Pinoconi Bluekia.

Muitos pobres sonhavam em ir a Pinoconi, mesmo que isso os levasse à ruína, especialmente ao hotel Sonho Branco, porque a propaganda de Bluekia sobre Pinoconi era muito eficaz.

Até o cassino que Sakin estava recuperando hoje, a avaliação da empresa sobre seu poder oculto mencionava a presença da “família”.

Embora Sakin deixasse Tsuame lidar com muitos assuntos do trabalho, ele jamais comunicava antecipadamente seu plano de “liquidação”. Tsuame chegou a suspeitar que Sakin não tinha plano de batalha definido; havia apenas previsões sutis e muita improvisação para encontrar oportunidades no caos.

Como agora—

“Sakin, realmente vamos ao cassino conforme eles organizaram?” Tsuame mexia na agenda no tablet, inquieto. “Eles escolheram o local antecipadamente... É como uma notificação de última hora, talvez tenham preparado alguma armadilha.”

Todo mundo sabia a intenção da empresa; se o adversário já sabia o paradeiro deles e organizou o local, certamente não deixaria escapar essa chance.

“Não se preocupe,” Sakin distribuiu o resto do grupo ao redor do cassino, falando com voz calma. “Com certeza haverá boas surpresas nos esperando.”

O jeito tranquilo de Sakin influenciou Tsuame. Ele ainda estava um pouco nervoso, mas pensando bem, já enfrentaram situações de liquidação muito mais absurdas. Agora, ambos estavam mais fortes que antes, não faria sentido terem que lidar com algo pior.

Pensando assim, ele seguiu Sakin em direção ao cassino luxuoso.

Assim que apareceram na rua, o homem de terno preto que estava na porta do cassino pareceu “descongelar”, sorrindo calorosamente e correndo para recebê-los.

Mas, olhando mais de perto, o sorriso do homem de meia-idade era tenso; ele suava na testa. Enquanto guiava Sakin e Tsuame para dentro, falava com uma postura muito rígida, enquanto Tsuame observava rapidamente a disposição do cassino.

Ao passar pelo mapa de evacuação no setor de incêndio, Tsuame usou sua habilidade de anotação rápida para memorizar o mapa, preparando-se para o pior.

— Afinal, se as negociações falhassem, a empresa provavelmente optaria pela repressão violenta. Isso era incomum com Sakin, mas Tsuame precisava estar pronto para se esconder em segurança, sem atrapalhar ninguém.

O responsável pelo cassino, que estava em contato próximo com Sakin, sentia emoções contraditórias. Desde que foi escolhido para guiá-los, suava frio. Ao ouvir que esse jovem executivo da empresa era difícil de lidar, a pressão aumentou. Mas agora—

Durante a conversa, o responsável discretamente olhou para o jovem de cabelos loiros ao lado, sentindo que ele não correspondia à fama que ouviram.

Não era dito que Sakin era um jogador insano e sorrateiro, mestre da comunicação, com palavras às vezes verdadeiras, às vezes falsas? O responsável percebeu que, desde que entraram no cassino, Sakin quase não falou, e frequentemente olhava para trás em direção ao jovem de cabelos prateados amarrados em coque.

Devido à reputação misteriosa de Sakin, o responsável não ousava julgar precipitadamente e até desconfiava que o jovem atrás dele fosse uma isca para confundi-los.

Enquanto o responsável tentava organizar suas ideias, uma mão enluvada em seda preta pousou suavemente em seu ombro, e os passos dos três pararam.

Os olhos bicolores de Sakin fitavam diretamente a porta à frente, que era o destino daquele percurso.

“Antes de entrarmos formalmente, que tal pararmos um pouco e jogarmos um jogo aqui comigo?” Sakin convidou sorrindo.

O saguão do cassino estava impecável, com clientes passeando. Ao perceberem a atmosfera estranha ao redor de Sakin, todos diminuíram o passo, e olhares discretos começaram a se voltar para eles, deixando até Tsuame desconfortável.

O responsável sorriu meio forçado: “Q-que? Mas o horário está apertado, melhor irmos tratar dos negócios... Podemos jogar depois—”

“Não fique tão tenso, amigo.” Sakin manteve o sorriso. “É só um joguinho rápido, não vai tomar nem um minuto. Afinal, sabemos que tempo é dinheiro, certo?”

O responsável: “...” Quem disse que somos amigos?

Parecendo entender o pensamento do responsável, Sakin explicou com voz calma: “Acho que ainda trabalharemos juntos no futuro. Já que não será nosso último encontro, e já nos conhecemos, naturalmente somos amigos.”

“Além disso, você não está curioso?” Sakin levantou uma sobrancelha.

“...Curioso sobre o quê?” O responsável quase desabou, arrependido de duvidar da fama de Sakin por causa de sua fala mansa.

Frente a frente com Sakin, a pressão que ele emanava quando se mostrava sem máscara era enorme.

“Curioso... sobre o desfecho desta vez. Se eu vou ganhar tudo ou perder na armadilha que vocês prepararam para mim.”

O suor frio do responsável escorria de verdade. “Q-que está dizendo?” Seu corpo ficou rígido.

Vendo a reação, Sakin semicerrou os olhos, como quem confirma uma suspeita: “Parece que no quarto à frente vocês realmente prepararam algo especial para me esperar.”

O responsável: “...” Ele estava tentando tirar uma resposta dele!

Sakin então calmamente colocou um par de óculos escuros com lentes rosa.

Tsuame sabia que esse era o traje habitual de Sakin no cassino, algo como um amuleto da sorte.

Mas ao vê-lo totalmente preparado, Tsuame sentiu um momento de tensão: sabia que a hora do show de Sakin havia chegado.

Sem que o responsável percebesse, o jovem de postura calma teve um breve tropeço no movimento.

Logo se recompôs e, como se nada tivesse acontecido, tirou uma moeda de ouro da bolsa, com uma expressão que parecia um truque da mente do responsável.

“Então vamos prever quem será o vencedor,” disse ele, brincando com a moeda entre as mãos. “Assim você me conhece melhor também.”

A moeda girava cada vez mais rápido entre seus dedos, até parar abruptamente. Sakin fechou as mãos em punho, sorrindo para o responsável: “Vamos lá, amigo, adivinhe em qual mão está a moeda.”

“Ah, isso é óbvio, está na mão do responsável!”

Sakin: “...”

Enquanto Tsuame assistia intrigado, recebeu um olhar discreto de Sakin.

Surpreso, Tsuame viu que Sakin voltou a encarar o responsável, pressionando-o sem mudar a expressão. O outro, suando frio, apontou para a mão direita de Sakin.

No segundo seguinte, a mão enluvada se abriu, mostrando que a mão direita de Sakin estava vazia.

“Que pena,” suspirou ele, abrindo a mão esquerda, onde reluzia a moeda. “Parece que a sorte está do meu lado.”

Tsuame teve a sensação de que Sakin se virou de lado para exibir melhor a moeda, e ainda lançou-lhe um olhar.

Tsuame: “?”

O que está acontecendo? Por que essa mudança de tática? Antes, ele sempre jogava a moeda direto na mão da vítima!

E por que ele está olhando assim? Tsuame não entendia, talvez Sakin achasse que ele estava longe demais. Pensando nisso, Tsuame se aproximou alguns passos.

Nesse momento, Sakin gentilmente lembrou o responsável de continuar a condução, e os três seguiram para o destino marcado. Quanto mais se aproximavam da porta, mais pesado ficava o coração de Tsuame.

Mesmo que fossem atacados na entrada, ele não se surpreenderia.

Quando esse pensamento passou pela cabeça de Tsuame, ele sentiu uma força preenchendo todo o seu corpo — uma bênção protetora. Sakin, que estava à sua frente, nem olhou para trás.

Quando o responsável abriu a porta à frente para que entrassem, Sakin parou.

Antes que Tsuame pudesse falar, Sakin virou o olhar para ele: “Você aí...”

Tsuame entendeu na hora: “Pode ficar tranquilo, Sakin! Tudo como de costume!” Ele encontraria um lugar seguro para se esconder e dar suporte, como antes.

Sakin ficou em silêncio por um tempo e então disse: “...Fique quieto e observe a mesa de jogo. Não fique só me encarando.”

Dito isso, ele entrou, deixando Tsuame boquiaberto. Ficar quieto? Ele é barulhento? Ele nem falou nada!

Será que ele pode ser um pouco sensato?

Sakin respirou fundo.

Foi a primeira vez que percebeu como a habilidade de ler mentes pode ser dolorosamente prazerosa.

Ao entrar, Tsuame ficou surpreso ao ver que o espaço não era grande, com uma mesa de jogo retangular já ocupando quase tudo. Ao redor, várias pessoas sentavam, restando apenas um lugar vazio.

Um homem idoso do lado oposto ao assento vazio sorriu para Sakin e Tsuame, fixando o olhar em Sakin: “É uma honra conhecê-lo, senhor Sakin. Ouvi dizer que gosta desse tipo de jogo. Que tal jogarmos enquanto conversamos?”

Sakin sentou-se naturalmente em frente ao idoso e sorriu, assentindo: “Um evento grandioso, eu gosto muito, senhor Zelas.”

Tsuame, por sua vez, posicionou-se atrás de Sakin, trajando um terno cinza-fumaça, com expressão séria que passava alguma imponência.

Apesar da calma exterior, seu coração estava em festa.

“Quem seria tão gentil a ponto de preparar esse palco para Sakin?”

“Negociar na mesa de jogo? Deve ser um espião enviado pela empresa para Bluekia.”

Sakin observava o dealer distribuir as cartas, com suas fichas empilhadas ordenadamente ao lado.

Após a distribuição, ele educadamente esperou que os outros conferissem suas cartas, enquanto ele silenciosamente observava as expressões de todos.

Quando todos confirmaram, Sakin deu uma olhada casual na própria mão e, com elegância, empurrou todas as fichas para o centro da mesa.

As fichas tilintaram como uma chuva sobre a mesa.

“Não acha isso precipitado demais?” o idoso perguntou gentilmente. “Afinal, essas fichas não são pouca coisa.”

Sakin sorriu leve, prestes a responder, quando ouviu a voz firme de Tsuame, cheia de entusiasmo: “Vocês não entendem! É tudo ou nada! Nunca ouviram falar desse clássico?”

Sakin teve seu terceiro momento estranho do dia, seu sorriso quase se desfez.

Então ouviu Tsuame dizer: “Muito legal!”

Sakin: “...”