Capítulo Setenta: O Jogo da Pesca
— Vocês dois já brincaram daquele jogo de pescar? — Ao sair do reservado, Feng Yang perguntou em voz baixa, deixando uma expressão de surpresa no rosto de Chen Yunsheng e do outro.
— Nunca jogamos, mas hoje vamos experimentar. — Com um sorriso frio, Feng Yang chamou um táxi, entrou primeiro e, ao vê-lo agir, Ling Yiyi e o outro logo o seguiram, então...
Todos levantaram os olhos e viram que os cultivadores do Reino da Lua Orgulhosa corriam apavorados de um lado para o outro, sem conseguir romper o cerco.
Desde que Ye Zenan viu pelo retrovisor que ela tinha adormecido, ainda assim fez o que fez, claramente de propósito. Ao ouvir o grito de dor de Su Ya, ele até esboçou um sorriso de quem se diverte com o infortúnio alheio.
— Por que o eixo desta carruagem faz tanto barulho? Será que está quebrado? — Sima Ji comentou, franzindo a testa, em um tom suficiente para que o cocheiro ouvisse.
Ultimamente ela não sabia que música deveria regravar, então começou a procurar aleatoriamente na internet, em busca de inspiração.
No meio de um vale, Dugu Jian retirou uma pilha de Essências de Espírito e nove pedras espirituais gravadas, enterrando-as nos pontos de confluência da terra.
Os outros passageiros do vagão, ao perceberem que Ye Feng ia diagnosticar alguém ali mesmo, se reuniram em volta, cercando-o completamente em questão de instantes.
Depois, descobriram que Li Ming tinha instalado uma bomba no veículo, bem debaixo do assento, que poderia ser detonada por controle remoto. E graças à investigação impulsiva de Liu Che, a vítima acabou saindo do carro no exato momento em que deveria estar lá, escapando por pouco da morte.
— Ye Feng, com sua medicina, talento e caráter, se você quiser, as portas da nossa família Zhu estarão sempre abertas para você! — disse em voz alta o cultivador líder da família Zhu.
Wei ainda exibia seu sorriso encantador característico, fazendo Su Xinyu sentir um calafrio. Ela pensou que no passado devia estar fora de si para ser amiga dele — aquele sorriso era pura ameaça e estranheza.
Ao ver o olhar resoluto de Long Hao, o coração de Yi Xinlian se comoveu. Naquele instante, sentiu-se verdadeiramente feliz.
Essa cena realmente surpreendeu os convidados presentes, tornando-os ainda mais curiosos sobre a identidade de Jiang Yi.
No entanto, esse tipo de arma espiritual possui apenas um defeito: seu uso consome muito da essência vital do portador do destino. Por isso, exceto em situações extremas, normalmente ninguém ousa recorrer a tais instrumentos de destruição.
Enquanto as grandes famílias, mestres das artes marciais e a elite de Yanjing discutiam o talento e a força de Ye Xiu em reuniões de emergência para se preparar contra o clã Tang, o povo comum da cidade ficou atônito com a morte de Gao Chengjun.
— Chega de conversa, aqui não há câmeras. Se algo te acontecer, não poderá nos culpar. Pense bem, rapaz! — Li Guangmao disse, com uma expressão de autoridade natural e ameaçadora.
— O senhor pode ordenar o que quiser, o que quiser! Eu me dedicarei de corpo e alma, não ousando jamais ser negligente! — Assim que Mestre Chunyang percebeu que tinha uma chance de sobreviver, bateu no peito ruidosamente, cheio de fervor.
— General Wang, finalmente veio! Todos pensavam que tinha morrido! — Bo Kong correu ao seu encontro e o abraçou sem hesitar.
Atrás, alguém discretamente tirou um detector de poder de combate, vendo os números piscarem: "mil".
Por ter dormido demais, o presidente chegou atrasado, abriu a porta e, por um instante, duvidou se estava no lugar certo. Aquilo ainda era a sua própria editora?
Em um raio de trinta metros ao seu redor, trovões dourados giravam, transformando-se em um imenso leão, imbuído ainda mais do poder do Leão Imperial.
— Contate imediatamente a equipe de operações especiais e peça reforço! Vamos ao necrotério municipal agora! — Hu Zaizhong, veterano policial, embora chocado, manteve-se calmo e ordenou rapidamente.