Capítulo Oitenta e Dois: Nós Realmente Não Ousamos Soltar um Pum
— Hehe, vamos nós dois receber meu convidado, e, aproveitando... — Ao dizer isso, o olhar de Kim Shiyu deslizou para Feng Yang, que estava não muito longe, e um leve sorriso de desdém surgiu em seus lábios. — Aproveitar para dar uma lição naquele garoto arrogante!
— Sim, sim!
...
Dentro do mar de energia, uma nova chuva de essência primordial caía novamente; na percepção de Li Xuan, o espaço já estava quase no limite de sua capacidade. Quando finalmente se completasse, seria a hora de comprimir o líquido e formar o núcleo.
Do lado do Caminho do Dragão Absoluto havia seis pessoas, todos guerreiros do reino da essência verdadeira. O mais poderoso entre eles era um homem de meia-idade no auge desse nível.
Li Xuan sorriu e balançou a cabeça, mas não foi descortês; com um amplo movimento de manga, uma espada espiritual voou de seu manto.
Como quem desenrola um casulo de seda, Yan Bei, tendo despistado os perseguidores, não conteve a curiosidade — sua primeira ação foi investigar a metade da rocha. Ele estava ansioso para descobrir o que havia ali dentro, que tipo de tesouro seria capaz de liberar uma aura primordial tão intensa?
Claro, para outros talvez fosse motivo de pressão, mas para Li Jin aquilo não significava absolutamente nada.
— O que aconteceu com você? — O Desconhecido olhava para ela, alarmado, sem saber o que fazer. Só conseguiu segurar Mu Lixiao e recuar um passo.
Xia Jinyuan logo percebeu que algo estava errado e tentou fugir, mas Xia Jinxi não a deixaria escapar tão facilmente. Avançou, agarrou-a e não a largou mais.
O julgamento dos trovões prosseguia. Na quinta onda, o Buda atravessou com facilidade. Na sexta, o mesmo se repetiu. A cada superação tranquila, o local era tomado por exclamações de surpresa.
Era por isso que se reuniam todos os dias: buscavam discutir uma solução. Contudo, como a conversa acabou recaindo sobre ela, ela realmente não compreendia.
O olhar do Grande Imperador das Três Vidas fixou-se subitamente na mão do Senhor da Fortuna, fazendo seu coração estremecer.
Então, a Fada das Asas transformou-se em um grande pássaro, permitindo que Zhang Zixing se sentasse em suas costas, e alçou voo em direção aos Trinta e Três Céus.
Ao ouvir isso, Xiao Fan assentiu levemente. Não sendo um líder do seu próprio país, não devia qualquer respeito. Sob o gesto do outro, Xiao Fan sentou-se.
Zhang Xingfeng não pôde evitar um sorriso amargo. Sabia, é claro, o quanto a essência da água era importante para o cristal de gelo, mas abrir mão de tantos tesouros... conseguiria mesmo?
Deixando a família Fang, Lin Mu caprichou novamente no disfarce: colocou um chapéu preto, colou um bigode de bode no rosto salpicado de marcas e dirigiu-se apressadamente para a Guilda dos Mercenários.
A suave melodia não cessava, e ao som da flauta, parecia que todos no grande salão haviam visitado o reino celestial.
No momento em que a névoa se dissipou completamente, Zhang Zixing sentiu uma energia singular brotando de seu corpo — era o poder estranho liberado pelo jade branco. Embora emanasse uma forte força protetora, Zhang Zixing podia perceber claramente a imensa força contida ali, tão vasta quanto o próprio universo.
— Hum? Foi expulsa por Shibao? — Jinliu, acordando com o barulho da porta, compreendeu imediatamente minha chegada. Afinal, já estava acostumada há dez anos ao som dos meus passos e das portas se abrindo.
O Rei dos Xamãs, após lançar o feitiço, também não se saiu ileso. Seu rosto ficou pálido e ele caiu ao chão, sendo amparado por seus assistentes. Estava claro que o ritual causara-lhe grande dano.
De imediato, surgiram vários fanáticos, brandindo armas e gritando que dariam a vida pelo reino celestial — mas, na verdade, não passavam de encenações em busca de reconhecimento de lealdade.
Porém, o líder dos Leões não ousava mais atacar Han Yueqiao. O movimento de Yueqiao fora tão rápido e preciso que ele sequer conseguiu acompanhar, evidenciando a força aterradora dela.
Já Sanbao teve ainda menos sorte: caiu direto no chão, e, pelo jeito, bateu o rosto; agora fazia uma careta de dor, resfolegando.