Dezesseis, Sete Reinos
No pós-apocalipse dos Estados Unidos, após um período de caos, algumas pessoas ambiciosas começaram a organizar forças armadas, fundando suas próprias comunidades e delimitando seus territórios. Na vasta terra em forma de cotovelo que um dia foi os Estados Unidos, surgiram centenas de comunidades civis de todos os tamanhos, governadas por organizações armadas.
No início, esses grupos conseguiam conviver pacificamente, pois precisavam enfrentar juntos a imensa quantidade de mortos-vivos e resolver o problema da alimentação dos moradores. Contudo, com o passar do tempo, os muros das comunidades tornaram-se cada vez mais altos e sólidos, os habitantes aprenderam as habilidades necessárias para lidar com os mortos-vivos, e a agricultura local começou a se desenvolver. O problema da fome foi, em grande parte, solucionado. Nesse cenário, líderes ambiciosos iniciaram guerras para conquistar recursos, população e terras de outras comunidades.
Num piscar de olhos, os Estados Unidos transformaram-se num território devastado pela guerra, onde o povo sofria ainda mais: além de lidar com mortos-vivos por toda parte, tinham de enfrentar exércitos cruéis e impiedosos. O número de sobreviventes, já escasso, diminuiu ainda mais drasticamente.
Depois de anos de conflitos, sete comunidades poderosas emergiram. Elas detinham os maiores territórios e forças militares, atraindo os nômades dispersos. Uma nova era de estabilidade começou a se desenhar nessa terra antes chamada Estados Unidos.
Cada uma dessas sete comunidades tinha seu próprio líder, exército e instituições governamentais, assumindo, assim, a natureza de um país. Era natural, portanto, que cada uma quisesse se batizar com um nome nacional. O nome de uma nação não é algo trivial. "Se o nome não for correto, as palavras não serão adequadas; se as palavras não forem adequadas, nada será realizado." Por isso, não podiam simplesmente adotar antigos nomes como "Partido do Crânio", "Bando do Machado" ou "Irmandade". Agora que se tornavam países, seria impensável chamá-los de "País do Crânio", "País do Machado" ou "País da Irmandade". Os antigos nomes não poderiam ser simplesmente reciclados.
Não se sabe de qual país partiu a ideia, mas alguém se lembrou dos Sete Reinos Combatentes da antiga terra da Porcelana. Inspirando-se na posição destes antigos reinos e observando a localização correspondente de seus próprios territórios na antiga América, deram aos seus países nomes equivalentes. As outras seis nações logo imitaram a ideia e, assim, Daqi, Dachu, Dayan, Dahan, Dazhao, Dawei e Daqin surgiram, como se o tempo e o espaço tivessem se confundido, ocupando a terra outrora pertencente aos Estados Unidos.
Ilustração: "Sim, esta ideia é excelente, fica decidido!" O grande rei, com a imponência de um leão, soltou uma gargalhada de satisfação ao ouvir a proposta de Lei Yan...