Capítulo Quarenta e Três: A Verdadeira Supernova

Artista em Tempo Integral Sou o mais puro. 2507 palavras 2026-01-30 12:38:08

No momento em que He Mingxuan observava, alguns rapazes com aparência de estudantes entraram juntos na livraria. Assim que passaram pela porta, perguntaram:

— Dono, tem livros do Supernova?

— Sejam bem-vindos! — respondeu o dono com um sorriso. — Claro que tem os desta edição do Supernova, chegaram hoje cedo, estão logo na primeira prateleira à direita, todos os cinco volumes.

— Ótimo!

Os cinco foram direto para os livros do Supernova. Um deles disse:

— Vou dar uma olhada neste aqui, “O Rei Demônio de Outro Mundo”, o primeiro lugar do Supernova deste ano!

— Eu pego o segundo colocado.

— Então eu fico com o terceiro.

Cada um escolheu intencionalmente um livro diferente, mostrando bastante sintonia, pois assim poderiam recomendar boas obras uns aos outros depois.

Só o último rapaz ficou em silêncio. Ele carregava uma mochila, usava óculos e tinha todo o aspecto de um bom aluno. Sentou-se num canto da livraria, esperando os companheiros que pretendiam comprar livros.

— Hua Zi — aconselhou um deles —, você não deveria só estudar. O professor mesmo disse que precisamos equilibrar trabalho e descanso, pega um romance para ler.

— Vocês é que leiam — respondeu Hua Zi, acenando com a mão. — Não tenho interesse em romances.

— Mas acho que você nunca leu um, não é? — insistiu outro — Como sabe que não gosta se nunca tentou?

— Tudo bem — respondeu Hua Zi, não querendo parecer antissocial. Pegou ao acaso “O Príncipe do Tênis” e sentou-se ao lado direito de He Mingxuan para ler.

Dez minutos depois, o rapaz que lia “O Rei Demônio de Outro Mundo” deixou o livro de lado, franzindo a testa:

— Achei esse romance bem comum. O protagonista é um rei demônio, mas não tem nenhum carisma, continua com aquele jeito de fracassado de antes de atravessar de mundo.

— O meu não está ruim — comentou o que lia o segundo lugar, “Virei o Animal de Estimação da Princesa” —, mas não gosto da personalidade do protagonista, parece que só pensa em mulheres o tempo todo.

— Esta edição do Supernova está decepcionante.

Os amigos foram largando os livros, demonstrando profundo desapontamento.

— Hua Zi, vamos embora.

Hua Zi não respondeu.

Chamaram de novo:

— Hua Zi, vamos!

Hua Zi continuou calado.

Estranhando, olharam para ele e ficaram surpresos ao vê-lo absorto em “O Príncipe do Tênis”, tão concentrado que nem ouvira os chamados.

Naquele instante, todos riram.

Um deles comentou, admirado:

— Hua Zi é mesmo um novato, igualzinho a mim quando comecei a ler romances, qualquer livro me prendia. Agora, depois de tantos livros, fiquei cada vez mais exigente.

— Hein?

Ouvindo os comentários, Hua Zi despertou como quem sai de um sonho e, relutante, disse:

— Queria continuar lendo, esse romance é mesmo muito bom!

— Você pode comprar e levar para casa — sugeriu um deles. Os outros sorriram, mostrando companheirismo:

— Calma, queremos ver se o gosto do nosso gênio da universidade é tão bom assim.

— Certo.

Largaram os livros que tinham nas mãos e pegaram exemplares de “O Príncipe do Tênis”, mesmo que o tema não fosse o preferido deles.

— Isso! — os olhos de Hua Zi brilharam, e ele voltou a ler avidamente, sentindo que tinha descoberto um novo mundo.

Meia hora depois, um dos rapazes exclamou:

— Puxa, esse romance que o Hua Zi está lendo é mesmo interessante, não tem nada a ver com o que eu imaginava!

— É mesmo! — concordaram os outros. — Eu nunca entendi nada de tênis, mas estou achando o texto envolvente, e o protagonista, Ryoma, é incrível!

— Eu prefiro Shu.

— O saque com efeito é sensacional!

— Aquele lance da bola de serpente é de arrepiar!

Começaram a conversar animadamente, e o barulho foi tanto que algumas pessoas ao redor lançaram olhares irritados:

— Podem falar mais baixo?

— Desculpa — murmuraram, e saíram da livraria puxando Hua Zi, cada um levando um exemplar de “O Príncipe do Tênis”.

Desta vez, He Mingxuan presenciou pessoalmente todo o processo dos rapazes, desde a falta de interesse até a compra final do livro.

No início, não sentiu nada de especial.

Mas quando viu aquele grupo de estudantes debatendo com tanta empolgação e comprando cada um um exemplar, ficou boquiaberto.

— Será que é mesmo tão bom assim?

He Mingxuan não resistiu e também pegou “O Príncipe do Tênis”. Havia inúmeras dúvidas em sua mente, talvez o livro trouxesse respostas.

No mesmo canto da livraria, a luz do sol incidia sobre a capa.

He Mingxuan leu por uma hora inteira.

Ele nem percebeu que, durante todo esse tempo, permaneceu imóvel, quase como se tivesse congelado, movendo apenas as mãos para virar as páginas por impulso.

— Atchim!

Alguém espirrou na livraria.

He Mingxuan levou um susto e, como despertando de um sonho, percebeu que estava com as pernas dormentes, mas seus olhos brilhavam e todo o seu corpo tremia de emoção:

— Nunca imaginei que um romance esportivo pudesse ser escrito assim!

Era como se tivesse alcançado uma revelação.

Na imaginação de He Mingxuan, romances esportivos de nicho como “O Príncipe do Tênis” deveriam ser obscuros e de difícil imersão para quem não entendia nada de tênis. Só ao abrir o livro percebeu o quão enganado estava.

De fato, ele não entendia nada de tênis.

Mas este era um romance que não exigia nenhum conhecimento prévio para conquistar o leitor!

A história, tanto no ritmo quanto na construção dos personagens, agradava em cheio quem gostava de romances juvenis. Até mesmo as explicações técnicas de tênis eram inseridas de forma interessante, dando ao leitor uma estranha sensação de conquista por aprender algo novo.

— Bola de serpente!

— Urso gigante!

— Saque com efeito!

Diante dessas técnicas incríveis descritas no livro, acompanhadas de narrações envolventes, até mesmo um homem feito como He Mingxuan sentiu o sangue ferver de empolgação.

Os membros do clube de tênis da Escola Seigaku saltavam das páginas, tão vivos como se estivessem diante dele.

Ele se pegava torcendo pela vitória da equipe, angustiado com as dificuldades, ansioso pelo desenrolar da trama...

— Meu Deus!

Todos os seus questionamentos se dissiparam: por que todos compraram o livro depois de ler?

Porque, obviamente, era excelente!

He Mingxuan fixou o olhar no nome do autor, Chu Kuang, tomado por uma profunda emoção:

— Este romance vai, sem dúvida, revolucionar o gênero esportivo em Qinzhou.

Chu Kuang é realmente assustador!

Ele aceitou sua derrota de coração aberto.

Todos subestimaram Chu Kuang, inclusive a Biblioteca Prateada. Chegaram ao ponto de colocar “O Príncipe do Tênis” apenas em quinto lugar no prêmio Supernova, sob o pretexto de diversificar os gêneros do mercado?

Acordem!

De que adianta ter um tesouro e não reconhecê-lo? Um romance desse calibre serve para “diversificar” o catálogo de vocês?

Que todos aguardem.

Muito em breve, o mercado mostrará quem é o verdadeiro Supernova deste ano!