Capítulo 15: Qin Shu, vamos fazer um acordo

A verdadeira herdeira perdeu o controle no jogo de terror Rabanete salgado ao vapor 1876 palavras 2026-02-09 13:53:21

Gu Bei Chen jamais imaginou que Qin Shu pudesse ser tão difícil de lidar agora.

Seu rosto foi se tornando cada vez mais sombrio, e ele olhou furioso para Qin Shu, cerrando os dentes:
— Qin Shu, não ultrapasse os limites. Só estou te dando dicas repetidas vezes neste desafio por consideração à amizade entre nossas famílias.

— Se você não quer passar de fase, tudo bem. Considero minha boa vontade desperdiçada.

— Então, pelo visto, devo agradecer a você — disse Qin Shu, cruzando os braços, observando-o com interesse. — Estranho. É só isso que eu sei.

— Além disso, o supervisor parece se importar bastante com o estranho. Se conseguirmos encontrá-lo, talvez todos os problemas se resolvam.

O rosto de Gu Bei Chen ficou rígido, seus olhos brilharam ao lembrar das pistas que encontrou no armário.

Ao conectar as palavras de Qin Shu, percebeu que nunca pensou em testar a atitude do supervisor.

Ele tinha observado toda a conversa de Qin Shu com o supervisor, ouvindo cada palavra com clareza. Depois que Qin Shu mencionou o estranho, a postura do supervisor mudou claramente, até demonstrando um pouco de boa vontade, alertando Qin Shu sobre o perigo maior no segundo andar em relação ao primeiro.

Como não pensou nisso antes?

O olhar de Gu Bei Chen para Qin Shu mudou novamente.

De início, suspeitou que Qin Shu tivesse apenas boa sorte, ao sortear um talento útil. Agora, percebeu que Qin Shu não era desprovida de inteligência.

— E também... O cofre do primeiro andar. Se puder, encontre a senha e veja o que há lá dentro — sugeriu Qin Shu, dando de ombros.

Ela revelou tudo o que sabia, e o que ele faria com isso já não era problema seu.

Qin Shu realmente era tão generosa? Não passava de uma relação de interesses.

Ela já tinha uma ideia, mas... Essa hipótese precisava ser confirmada por alguém.

Já que Gu Bei Chen insistia em se envolver, ela não hesitaria em usá-lo como cobaia.

— Você realmente não está mentindo para mim?

Gu Bei Chen permaneceu cauteloso, olhando desconfiado para Qin Shu.

Seu olhar carregava ameaça, como se dissesse: se eu descobrir que você mentiu, não vai escapar de mim.

— Acredite se quiser — Qin Shu respondeu, dando de ombros, indiferente.

— Você está certa. É a primeira vez que participo deste desafio, sobreviver até agora já foi sorte. Afinal... Tenho apenas dezoito anos, não quero morrer tão cedo.

Qin Shu deixou transparecer um raro temor, com as sobrancelhas sombrias.

— Todas as noites sou submetida a tormentos inimagináveis. Só quero sair rapidamente deste desafio e nunca mais voltar.

Gu Bei Chen, ao ver Qin Shu demonstrando aquele lado tímido de sempre, teve quase todas as suas dúvidas dissipadas.

— Está bem, vou confiar em você — respondeu seco. — Se quiser sobreviver, é melhor não sair esta noite. Aguente até o amanhecer e poderá sair deste desafio.

Qin Shu assentiu, esforçando-se para derramar algumas lágrimas.

Gu Bei Chen lançou-lhe um olhar de desprezo e entrou primeiro na sala do segundo andar.

No segundo andar havia um corredor longo, com luzes que piscavam e seis salas.

Todas as salas tinham numeração iniciada por 4.

Quando havia clientes dentro, o número da porta emitia um brilho verde.

Qin Shu abriu a porta da sala 445 e uma atmosfera ainda mais sinistra do que no primeiro andar a envolveu.

Dentro, estava uma família de quatro pessoas.

Ao vê-la entrar, todos exibiram sorrisos estranhamente perturbadores.

— Prezados clientes, o que desejam comer? — perguntou Qin Shu, com um sorriso educado.

O homem de meia-idade, corpulento e sinistro, estendeu a língua vermelha e lambeu os dentes brancos.

— Quero um fígado humano frito, tem que ser bem fresco.

— Um coração humano vivo, de preferência como o seu, bem jovem. Se eu perceber que os ingredientes não estão frescos, usarei o seu coração... Ha ha ha — disse a mulher de vestido vermelho, olhando para Qin Shu com risadas sinistras.

Felizmente, Qin Shu já tinha passado por situações assim muitas vezes em sua vida anterior; esse tipo de ameaça não a assustava.

— Certo. E as duas crianças, o que vão pedir? — Qin Shu perguntou, sorrindo e olhando para os pequenos sentados entre o homem e a mulher.

— Quero beber sangue humano.

— Pão recheado de carne humana.

Os dois pequenos lamberam os lábios e sorriram com avidez.

Qin Shu assentiu:
— Muito bem, peço que aguardem um momento, já volto.

— Ha ha ha, mamãe, essa alma é tão pura, eu quero comer! — exclamou o menino.

— Calma, querido, logo vou satisfazer seu desejo — respondeu a mãe.

Qin Shu fechou a porta da sala, ouvindo a voz clara do menino atrás de si.

Os clientes do segundo andar eram realmente mais difíceis de lidar do que os do primeiro, mas... desde que ela não violasse as regras, não seria atacada.

Com o cardápio em mãos, Qin Shu foi até a janela de pedidos da cozinha, pendurou o pedido e esperou.

O cozinheiro não dava sinal de movimento, permanecia fumando, indiferente.

Qin Shu arqueou a sobrancelha, percebendo que o verdadeiro desafio não eram os clientes do andar de cima, mas sim os cozinheiros.

Ela não tinha a fortuna de Gu Bei Chen para suborná-los, mas... podia agir por conta própria.

Bateu na janela:
— Meus clientes estão esperando, se vocês não quiserem preparar, posso falar com o gerente ou supervisor para trocar de cozinheiro.

Os rostos sinistros dos cozinheiros mudaram de expressão, olhando perigosamente para Qin Shu.

— Não duvidem. Eu posso atender clientes no segundo andar, sem relações e...