Capítulo 50 A Saudação com Vinho

O Retorno do Deus da Morte Caminhando pela noite eterna 2540 palavras 2026-03-04 19:31:33

Quando Lin Luoxuan foi subitamente envolvida pelo abraço de Ning Chen, seu corpo delicado ficou tenso por um instante, e uma expressão de surpresa surgiu em seu rosto. Ela mordeu de leve o lábio, então ergueu o olhar e lançou um olhar de advertência a Ning Chen.

Estava claro o recado: não faça nenhuma loucura.

Contudo, diante de todos, ela não se desvencilhou. Permaneceu nos braços de Ning Chen e até assumiu uma postura íntima ao lado dele.

Esses gestos, para Ding Zhian e os demais, praticamente confirmavam as palavras de Ning Chen.

— Desde quando você tem namorado? — O peito de Ding Zhian ardia de raiva, mas ele se conteve, olhando para Lin Luoxuan e questionando.

— Senhor Ding, ter um namorado é um assunto particular meu. Não vejo motivo para relatar à empresa — respondeu ela, claramente incomodada com o tom frio do chefe, franzindo as sobrancelhas.

O rosto de Ding Zhian tornou-se ainda mais sombrio.

Ele não esperava que Lin Luoxuan tivesse namorado. Pelo que soubera, ela jamais tinha se envolvido com alguém, talvez fosse até virgem.

Agora, percebia que tudo não passava de ilusão.

Antes, queria que ela fosse sua namorada por um tempo, por isso vinha sendo paciente na conquista. Agora, mudara de ideia: queria apenas levá-la para a cama, brincar com ela.

Decidiu pôr em prática um outro plano.

Drogaria Lin Luoxuan, a embebedaria e a levaria para a cama.

Por isso, aquele semblante carregado de antes durou apenas três segundos; de repente, Ding Zhian sorria e dizia:

— Claro, ter namorado é assunto seu, não precisa avisar à empresa. Eu só perguntei por preocupação. Venha, sente-se. Aproveite para nos apresentar seu namorado, queremos saber que tipo de pessoa excepcional conseguiu conquistar o coração da nossa diretora Lin.

A reação de Ding Zhian surpreendeu Lin Luoxuan.

— Senhor Ding, meu namorado me procurou porque tem um assunto urgente — disse ela.

— Tem um compromisso? Tudo bem, então permita-me brindar contigo antes de ir — disse Ding Zhian, em tom de comando, pegando uma garrafa de vinho e uma taça, servindo e entregando a ela.

— Esse vinho está adulterado, não beba — avisou Ning Chen em voz baixa.

O olhar de Lin Luoxuan vacilou, mas ela manteve a compostura ao responder:

— Senhor Ding, desculpe, mas agora não posso beber.

— Lin Luoxuan, organizei um jantar de comemoração para você e você traz de repente um namorado, ainda quer ir embora antes? Agora recusa meu brinde? Está me desrespeitando? Ou será que não me tem em consideração? — retrucou Ding Zhian, voz pesada.

— Não quero beber — respondeu ela, sem rodeios.

E, sem se importar em manter as aparências, virou-se para sair.

— Se não beber, está me desrespeitando. E se não me respeita, hoje não sai daqui — rosnou Ding Zhian.

Lin Luoxuan hesitou por um instante, então pegou a taça de vinho.

No rosto de Ding Zhian surgiu um sorriso de triunfo.

— Assim é que se faz, você...

Ele não terminou a frase. Lin Luoxuan atirou o vinho diretamente em seu rosto.

— Ding Zhian, já tolerei você o suficiente. E se eu não faço questão de te respeitar? — disse ela friamente. Não era uma mulher frágil, não permitiria ser humilhada. Só evitava um confronto direto porque não queria criar inimizade.

Mas já que Ding Zhian chegara àquele ponto, inclusive tentando drogá-la, ela não se importaria mais em romper de vez.

— Sua vadia maldita... — Ding Zhian ficou em choque, mas logo explodiu em fúria, erguendo a mão para esbofeteá-la.

Só que alguém foi mais rápido.

— Plaft!

Ning Chen, com um movimento ágil, desferiu um tapa que lançou Ding Zhian ao chão.

— Como ousa me bater? — Ding Zhian, atônito, segurava o rosto, mal acreditando.

— Desde que voltei para Chu Zhou, só escuto esse tipo de estupidez — ironizou Ning Chen, indiferente ao fato de já ter dado o golpe.

Ainda assim, não se moveu de novo.

Apenas estalou os dedos.

— Mestre.

Quatro homens vestidos de preto entraram silenciosamente no salão.

Eram membros da Sala da Fênix Vermelha, do Templo de Ashura, sob o comando de Ye Hongli, destacados para proteger Lin Luoxuan vinte e quatro horas por dia.

— Tragam quatro caixas de vinho — ordenou Ning Chen.

Logo, os quatro retornaram trazendo quatro caixas, cada uma com seis garrafas, totalizando vinte e quatro.

Ning Chen pegou uma, abriu-a, aproximou-se de Ding Zhian, colocou a garrafa à sua frente e disse:

— Você não gosta de brindar? Pois agora é minha vez.

— Esta garrafa é para você. Beba até a última gota.

O olhar de Ning Chen era calmo, mas fez Ding Zhian estremecer. Encará-lo era como encarar uma fera selvagem.

— Não quer beber? — repetiu Ning Chen, no mesmo tom. — Então está me desrespeitando. E quem me desrespeita não sai daqui em segurança.

Dito isso, fez um gesto com a mão.

— Façam-no beber tudo.

Os dois homens da Sala da Fênix Vermelha aproximaram-se, seguraram Ding Zhian e enfiaram-lhe a garrafa na boca, obrigando-o a engolir.

— Glub.

— Glub.

— Glub.

Com habilidade, fizeram com que quase toda a garrafa descesse goela abaixo, restando apenas algumas gotas escorrendo pelo canto da boca.

Ding Zhian ficou completamente ruborizado, depois vomitou tudo.

— Quem vocês pensam que são para... — só agora um dos gerentes de confiança de Ding Zhian recobrou os sentidos e protestou.

Mas, ao cruzar o olhar com Ning Chen, as palavras morreram em sua garganta.

— Qual a sua relação com essas pessoas? — perguntou Ning Chen suavemente a Lin Luoxuan, em tom completamente diferente.

Ela balançou a cabeça.

Os altos cargos presentes estavam todos do lado de Ding Zhian, facilitando seus planos — motivo pelo qual ela ligara para Ning Chen. Do contrário, não buscaria um pretexto para sair de um jantar de comemoração da empresa.

— Tragam mais quatro caixas de vinho. Eles também vão beber — ordenou Ning Chen.

Dessa vez, todos ficaram alarmados.

— Não se atreva! — gritou um dos gerentes mais próximos de Ding Zhian, tentando chamar a polícia.

Mas um dos homens de preto aproximou-se, agarrou seus cabelos e bateu sua cabeça na mesa com força, fazendo um barulho surdo.

Ao mesmo tempo, uma arma foi encostada em sua têmpora, e o homem, impassível, falou:

— Se acha corajoso, repita o que disse.

Arma?

Ao verem a pistola, Ding Zhian e seus principais aliados empalideceram de medo. O que estava sendo ameaçado quase se urinou de pavor, tremendo dos pés à cabeça, incapaz de pronunciar uma única sílaba.

— Vão beber por conta própria ou precisam de ajuda? — indagou o homem da Sala da Fênix Vermelha, colocando as quatro caixas de vinho diante deles.