Capítulo 0013: Clube de Luta

Grupo de Conversa dos Monstros Navegando sobre as águas, componho versos 2551 palavras 2026-02-08 05:48:21

— Clube de Combate? O que é isso? — Su Mo ouviu esse termo pela primeira vez, soava como algum lugar para lutar boxe.

— Irmão, você joga há pouco tempo ou nunca prestou atenção nessas coisas?

— Acho que é um pouco dos dois. “Novo Mundo” é o primeiro jogo que jogo, geralmente presto atenção só ao que os clientes querem, não tenho tempo para pesquisar essas coisas.

— No cenário dos jogos atualmente, o mais elitizado é o “Salão da Fama”, onde estão os melhores de todos. O Clube de Combate é um pouco abaixo, mas ainda é um círculo de jogadores de alto nível.

Com essa explicação, Su Mo foi entendendo o que era o Clube de Combate. Tudo começou com um grupo de jogadores independentes que não se conformavam com a mediocridade e, para enfrentar as grandes guildas e os jogadores que gastavam muito dinheiro, se uniram.

Os primeiros integrantes foram crescendo e formando sua própria influência, muitos viraram grandes nomes, mas o grupo não se desfez. O Clube de Combate tornou-se simplesmente uma plataforma de troca entre jogadores de alto nível.

Os membros do clube frequentemente marcavam duelos para testar suas habilidades, e às vezes realizavam torneios internos. Também circulavam informações exclusivas, acessíveis só para quem era membro. Quem vazasse qualquer coisa era expulso sumariamente e caçado por muito tempo.

Para entrar no Clube de Combate, era preciso ser recomendado por dois membros experientes e possuir uma habilidade útil para os outros jogadores.

Claro, todo ano eles também convidavam alguns novos talentos para participar.

— Eu posso te recomendar, e acredito que Sentimentos de Fumaça e Álcool também não teria problemas. Assim você já teria dois. Quanto à especialidade, pode colocar que resolve problemas para os outros. Eu mesmo posso atestar isso, já que você resolveu um grande problema para mim — disse Dez Direções Brilhantes, bastante solícito.

— Melhor deixar para lá. Quando eu for realmente famoso, deixo que eles venham me convidar — Su Mo recusou na hora.

Sentimentos de Fumaça e Álcool obviamente não gostava dele, provavelmente nem ajudaria na indicação.

Não havia certo ou errado nisso. Do ponto de vista dele, desprezar alguém como Su Mo, que só pegava tarefas sob encomenda, era perfeitamente normal.

Su Mo nem sequer tinha uma skin sequer!

Sentimentos de Fumaça e Álcool o desprezava por não ter uma skin, pois para ele, skin era cartão de visita.

É como comparar um assassino descalço com um de sapatos: talvez o descalço seja tão capaz quanto, mas o de sapatos ainda parece mais confiável.

— Muito bem, irmão, admiro sua determinação. Acho que você vai longe — Dez Direções Brilhantes não insistiu.

Ele tinha certeza de que poderia convencer Sentimentos de Fumaça e Álcool; mesmo que este recusasse, encontraria alguém para indicar. Mas Su Mo claramente não queria favores, e isso fez com que ele gostasse ainda mais do rapaz.

Os dois seguiram caminhos distintos, como tantos amigos fazem.

Mas Dez Direções Brilhantes sentiu que, entre todos os amigos que fez, Su Mo era o mais especial.

Finalizado esse serviço, Su Mo transferiu mais seiscentos reais para Eu Amo o Louro. A tarefa valia cinquenta moedas de ouro, ou seja, três mil reais. O intermediário ficava com vinte por cento — seiscentos reais.

Apesar de Eu Amo o Louro recusar de várias formas, Su Mo fez questão de transferir o dinheiro.

Caveira Pálida não podia ser derrotado agora, pois o chefe só aparecia ao anoitecer. Como Dez Direções Brilhantes tinha dinheiro de sobra, o serviço terminou antes, deixando Su Mo com um tempo livre.

Depois de consertar seus equipamentos surrados, Su Mo decidiu que era hora de matar alguém.

O chefe do Império Galáctico, Polvo Mortal, pagava mil reais por cabeça, até três vezes.

Na verdade, matar era simples. O complicado eram as consequências. Se fosse na vida real, mesmo por cinco milhões, Su Mo jamais aceitaria esse tipo de trabalho.

Felizmente, era só um jogo, onde quase todo mundo era assassino.

A natureza humana é má, e se o desejo de fazer o mal é reprimido por muito tempo, ou desaparece ou cresce até explodir um dia.

Por isso, era melhor permitir assassinatos no jogo do que deixar que matassem na vida real.

Polvo Mortal, nível vinte e seis no jogo — um acima de Su Mo — era mago, não exatamente um mestre do duelo, mas gostava de lutar, sempre acompanhado por dois parceiros: um sacerdote e um guerreiro, ambos um pouco melhores do que ele.

Ultimamente, ele passava os dias matando aranhas no Desfiladeiro Estilhaçado para subir de nível.

Sempre que se irritava, descontava nos outros jogadores que encontrava por lá.

Não era uma boa pessoa.

Merecia morrer!

Su Mo olhava as informações que Velho Louro lhe dera e sentiu que tinha motivos para matá-lo.

Definitivamente, não era apenas pelos três mil reais.

No desfiladeiro, Su Mo disfarçou-se de jogador comum e começou a treinar. Para alguém de nível vinte e cinco, era normal estar ali: os monstros variavam do vinte e três ao trinta, o local perfeito para quem jogava sozinho.

Só não entendia por que Polvo Mortal escolhia esse lugar.

Talvez porque ali havia muitos jogadores independentes, e era mais fácil de intimidar?

Su Mo não foi direto atacar. Seria três contra um, com equipamentos melhores — seria suicídio.

Em “Novo Mundo”, todas as classes de combate, até mesmo o sacerdote, considerado uma classe de suporte, tinham chance de vencer qualquer outra em duelo. O que todos diziam era: não existe a classe mais forte, apenas o jogador mais habilidoso.

Claro, as classes também recebiam pequenos ajustes a cada atualização.

Depois de mais de uma hora, Su Mo conseguiu passar seu nível vinte e cinco para metade da experiência. Subir era difícil. No início de Novo Mundo, a evolução era rápida, mas depois do nível dez, só conseguia subir um nível a cada alguns dias.

Caçador era a classe que mais rápido subia de nível; não precisava parar para recuperar vida ou mana, bastava carregar uma mochila cheia de flechas.

E se o mascote perdesse vida, um skill resolvia.

No plano de Su Mo, ele ficaria pacientemente rondando, esperando Polvo Mortal procurar confusão com outro jogador para tirar vantagem.

Mal sabia ele que, para Polvo Mortal, Su Mo, um caçador solitário, também era alvo fácil. Assim, acompanhado dos dois parceiros, ele se aproximou e disse apenas uma palavra:

— Fora!

Polvo Mortal esperava que Su Mo reagisse com algumas ameaças ou partisse para a briga, assim ele teria motivo para matá-lo. Era só um jogo; morrer só custava um pouco de experiência, ou, na pior das hipóteses, perder um item.

— Tá bom! — respondeu Su Mo, sem discutir, saindo imediatamente.

Saiu rápido, correndo mesmo, deixando Polvo Mortal e seus acompanhantes sem reação.

— Que covarde do caramba!

— Acho que é porque você é muito intimidador, chefe. Ele ficou com medo.

— Odeio esses bonitinhos inúteis. Beleza não ganha jogo, né?

— Vamos procurar outro.

— Chefe, ali tem duas garotas, parecem bem dispostas.

— Duas assassinas, difícil de pegar.

— Hehe, pelo menos dá para provocar um pouco.

— Você só pensa besteira. Trabalhe comigo direitinho e um dia te levo para se divertir no clube com modelos novinhas.