Capítulo 0030: Modo Livre

Grupo de Conversa dos Monstros Navegando sobre as águas, componho versos 2471 palavras 2026-02-08 05:49:59

Besteira! O Rei dos Piratas Francis é um dos grandes nomes do continente, ao lado do Rei dos Elfos de Madeira, Alfredo. Segundo os dados oficiais, ambos são forças capazes de mudar os rumos do continente com um simples gesto. O Rei dos Piratas já foi alvo de uma caçada conjunta pela Igreja e pela Associação de Magia, mas conseguiu escapar sem deixar rastros, e o número de guerreiros poderosos que morreram em suas mãos é incontável.

Nesse momento, Su Mo sentiu que aquela flecha especial com penas entalhadas, capaz de aumentar em 4 pontos o dano, era quase ardente em suas mãos. Ele estava usando, com dor no coração, as flechas de dente de lobo que comprara por cinco moedas de prata o pacote, e elas só aumentavam 0,3 de dano, algo insignificante perto da flecha especial.

Aquele pequeno ferreiro era realmente astuto e feio! Su Mo se viu mergulhado numa dolorosa indecisão; tudo fugira de seu controle, e o jovem ferreiro, que parecia apenas um rapaz, era na verdade um velho raposa manipulador de corações.

Se não tivesse aquele arco dourado e os pacotes de flechas especiais, jamais manteria contato com o ferreiro; pegaria as garras e partiria imediatamente.

— Claro, o Rei dos Piratas dificilmente vai se interessar por você, a menos que mate um terço dos piratas sob seu comando. Mas Jack, o Pirata, pode aparecer atrás de você em pouco tempo.

— Quanto tempo seria esse “pouco tempo”?

— Meio ano, talvez.

— Se não tivesse me contado tudo isso, eu provavelmente não hesitaria.

— Só te digo porque não quero que morra pelas mãos dele. E então, amigo, qual é sua resposta?

— Vou vir aqui todos os dias buscar um pacote de flechas especiais. E, caso eu consiga fornecer desenhos e materiais, você pode fabricar algumas flechas ou arcos e bestas para mim? — Su Mo comprava materiais no mercado e pedia ao ferreiro que fabricasse as flechas, o que saía bem mais barato do que comprar direto, e a melhor flecha à venda era apenas a de dente de lobo.

Quanto à besta, Su Mo ainda precisava de uma arma para combate a média distância.

— De qualquer modo, não tenho muitos clientes, mas não hesite: vou cobrar o que é devido.

— Está decidido, você é meu amigo!

Depois de se despedir da oficina de Sony, Su Mo saiu com muitos itens valiosos: as garras de Laifu, um arco dourado e um pacote diário de flechas entalhadas, além de estar predestinado a lutar até o fim contra os piratas.

Ah! Um dia, eu também quis ser o Rei dos Piratas! Agora, só me resta ser seu inimigo. Que ironia cruel, que dilaceramento do coração.

Após um momento de tristeza, Su Mo voltou a enfrentar os piratas. Ao desembarcar numa pequena ilha, posicionou seu personagem num local seguro e sentou-se, mudando para a visão do animal de estimação.

Colocou as garras, testou algumas vezes e achou o encaixe satisfatório. Então Su Mo — ou melhor, Laifu — experimentou o pequeno pacote pendurado no pescoço. O pacote de oito compartimentos era de fato pequeno; bastava passar uma corda para pendurá-lo, parecendo um sino de cachorro.

Funcionava perfeitamente. Assim, os problemas de suprimentos e espólios estavam resolvidos.

Em seguida, Su Mo controlou Laifu para se aproximar de um pirata, com extrema cautela. Antes, ele costumava derrotar capitães de caranguejo de nível vinte com um lobo de nível vinte e cinco, aproveitando a vantagem de nível. Mas agora estava pulando dez níveis de uma vez, desafiando um pirata de nível trinta.

O pirata, barbudo e com o peito nu, vestia apenas calças apertadas de pele de peixe. Provavelmente nem conseguia soltar gases; ao tirar as calças em casa, devia feder terrivelmente.

Ao ver Laifu, o pirata avançou correndo, brandindo um enorme facão e gritando de forma ameaçadora.

Muito feroz!

Num duelo de caminhos estreitos, vence o mais corajoso. Su Mo controlou Laifu e avançou sem hesitar.

O motivo de desafiar piratas não era arrogância de Su Mo — embora, admitamos, nesses dias ele estivesse mesmo um pouco arrogante — mas ele parecia ter descoberto um segredo.

Em batalhas entre jogadores e monstros, ou entre jogadores, esquivar-se é algo muito aleatório. Daí existe o atributo “Esquiva”.

No entanto, após lutar várias vezes com Laifu contra capitães de caranguejo, Su Mo percebeu algo diferente: em combates entre monstros, realmente era possível esquivar. E quanto mais habilidoso ele ficava no controle de Laifu, mais frequentemente a esquiva ocorria. Por isso, decidiu testar esse fenômeno com um monstro humanoide, do qual conhecia bem o padrão.

Su Mo, após anos de treinamento, era um especialista em derrotar monstros humanoides.

Homem e lobo, alternando ataques.

E então, algo milagroso aconteceu: Su Mo saiu vitorioso, e derrotar um pirata de nível trinta foi ainda mais fácil do que matar um capitão de caranguejo de nível vinte.

Claro, fácil aqui não significa que a batalha foi rápida.

Mesmo com as garras equipadas e o aumento de ataque, Su Mo levava muito mais tempo para matar um monstro de nível trinta do que para derrotar um capitão de caranguejo de nível vinte.

O tempo para eliminar um pirata era suficiente para matar cinco capitães de caranguejo.

A facilidade estava no modo de combate, no risco reduzido, e na aplicação fluida das técnicas de batalha.

Sem exageros, no futuro, o poder de combate de Su Mo controlando o lobo pode superar o de seu próprio personagem.

Desde que ele se adapte a lutar deitado no chão.

Ah, minha lombar!

Assim passou o dia: ontem, ele já tinha alcançado mais de sessenta por cento da experiência para o nível vinte e cinco; hoje, ao completar a missão secreta, ganhou mais treze por cento. Interagiu algumas vezes com o ferreiro, acumulando mais experiência, além dos pontos obtidos ao matar piratas.

À noite, Su Mo finalmente alcançou o nível vinte e seis.

Laifu também evoluiu; seu nível sobe mais rápido, mas nunca ultrapassa o do dono.

Su Mo saiu do jogo; já eram mais de oito da noite. Então, discretamente, foi conferir o canal de transmissão ao vivo de sua irmã.

No dia anterior, ele astutamente anotara o número do canal; para alguém acostumado a observar detalhes, era tarefa fácil.

Su Mo nunca assistia transmissões, nem mesmo as de sua ex-namorada. Mas, dessa vez, abriu uma exceção. Infelizmente, as plataformas agora são rigorosas: o público não vê nada sem registro com nome real e verificação. Menores de dezesseis anos sonham em assistir danças provocantes, mas é impossível.

Só conseguem ver professores — não aqueles famosos, mas professores de verdade — transmitindo aulas, explicando tarefas e, às vezes, até passando deveres de casa. Assim, não há chance nem tempo de roubar o dinheiro dos pais para dar presentes às garotas da plataforma.

Por isso, o registro de Su Xiaojiu era quase mágico.

Agora, o canal de Su Xiaojiu estava bem mais movimentado do que na última visita de Su Mo; a audiência saltou de dois ou três mil para mais de dez mil.

Mas o que Su Xiaojiu estava fazendo? Dormindo!

Sim, transmitindo ao vivo enquanto dormia!

O título do canal esclareceu a dúvida de Su Mo: “Meu irmão é um grande vilão, perdi a vontade de viver, só quero dormir.”

A menina, delicada como uma boneca, vestia pijama de desenhos animados, coberta por um cobertor igualmente fofo, dormindo docemente, com longos cílios sobre as pálpebras. As mensagens eram quase todas elogiando sua fofura e seus cílios.

De vez em quando, entretanto, surgiam comentários menos harmoniosos.