Capítulo 0060: A Tentação das Armas de Ouro Sombrio

Grupo de Conversa dos Monstros Navegando sobre as águas, componho versos 2390 palavras 2026-02-08 05:53:22

— Minha filha... — murmurou o Barão de Bary, ainda demonstrando preocupação com a filha exilada no campo.

— Morreu. Uma pena pelos dez servos que estavam lá. Alguns eram rapazes pobres do interior, outros órfãos de guerreiros que lutaram ao seu lado até a morte. — Sumo tirou uma pistola curta e começou a limpar cuidadosamente.

Diferente dos outros jogadores, Sumo era meticuloso com suas armas, usando óleos especiais para mantê-las sempre em perfeito estado.

— Você os matou. — comentou o barão, limpando a boca com elegância, dando um sinal ao velho mordomo para retirar o restante da comida.

— Eles já estavam mortos. Eu apenas os matei novamente. Ah, o porteiro parecia estar vivo, mas colaborou com o mal, não merece piedade. — Sumo achava cansativo ficar em pé e, sem cerimônia, sentou-se à mesa.

O barão olhou com desprezo para o Sumo, vestido em trapos, ocupado a cadeira impecavelmente limpa.

— O que você pretende, criatura inferior?

— Na verdade, nem sei qual resultado procuro. Acabei de sair da casa de um camponês, fui entregar os restos mortais de seu filho. Enquanto estava lá, ele não derramou uma lágrima. Quando saí pela porta, ouvi um choro doloroso vindo de dentro.

— E daí?

— Quero fazer justiça por eles. — Sumo colocou a pistola em posição de disparo.

— Você quer dinheiro, não? Tome. — O barão atirou uma pequena bolsa sobre a mesa. Pelo som, continha uns sete ou oito moedas de ouro.

— Dinheiro permite fazer tudo o que se deseja? — Sumo sentiu vontade de rir, e riu. Afinal, aquele era um jogo, um lugar onde jogadores podiam agir sem restrições.

Sumo então invocou Laifo. O animal rosnou duas vezes diante dos estranhos, exibindo autoridade.

— Você não é mercenário, é aventureiro? — O barão de Bary, analisando Laifo, chegou a uma conclusão que surpreendeu o próprio Sumo.

Sua surpresa era igual à de Sumo. Se não fosse aventureiro, por que um NPC viria procurá-lo? NPCs podem dar missões? O jogo era mais inteligente do que imaginava. Sumo finalmente compreendeu o significado do nome "Novo Mundo".

O barão recuperou sua compostura antes de Sumo. Nobres são rigorosos com suas próprias atitudes e elegância, e ele parecia achar bom que Sumo fosse aventureiro.

Chamando, o senhor Santo inclinou-se e aproximou-se para ouvir. O barão de Bary murmurou algumas palavras, que Sumo não pôde entender, e Santo olhou irritado para Sumo antes de sair e voltar logo depois.

Ele colocou sobre a mesa uma besta incrivelmente elaborada, incrustada de pedras preciosas. Os detalhes da arma apareceram imediatamente: era uma besta de raridade extraordinária, de ouro escuro, muito acima dos equipamentos comuns de prata, ouro ou azul. Ouro escuro era o verdadeiro símbolo de equipamentos de elite.

Até então, ninguém no jogo possuía ouro escuro.

O barão acariciou a arma com nostalgia nos olhos.

— Esta foi forjada por mim, junto a um verdadeiro mestre, nos meus tempos de juventude. Depois a dei à minha filha, minha única filha. Infelizmente, ela se foi. Você entende o sentimento de um pai? — perguntou ele.

Sumo assentiu, depois negou, sem dizer nada.

— Você é aventureiro, ou jogador, tanto faz. Sei que não morrem de verdade, então ameaças são inúteis. — O barão colocou a arma de volta na mesa. — Tenho uma missão para você, não sei se lhe interessa.

— Se esquecer tudo o que viu e viveu, esta arma será sua.

O sistema notificou Sumo: ele recebeu a missão "O Dilema do Barão", com a besta de ouro escuro como recompensa.

Sumo precisava de uma besta. Dificilmente encontraria uma melhor. Era uma missão fácil: bastava não investigar mais.

Ou poderia simplesmente agarrar a arma, mesmo morrendo depois. Mas o testemunho de um ladrão não tem valor, nem jurídica nem moralmente.

Poderia concordar por fora, e então contratar alguém para acabar com o barão, mas Sumo tinha um pressentimento: se aceitasse, a missão principal desapareceria.

Duas imagens dançavam em sua mente.

Um velho camponês chorando silenciosamente, e uma mãe de Greta vestida de cores vivas, sorrindo com gratidão e confiança na família do barão.

— Acho que já consegui o que queria. Adeus, barão de Bary. Tenha um bom jantar. — Sumo sequer olhou para a besta de ouro escuro. Um clarão branco brilhou, e ele sumiu diante da mesa do barão.

Após sua partida, os dois velhos mergulharam no silêncio.

O barão acariciou a besta, até que, num gesto brusco, destruiu a arma, reduzindo-a a cacos, as pedras preciosas rolando pelo chão de mármore, ecoando sons cristalinos.

— Preciso ir até Drácula.

— Senhor?

— Alguém me substituirá por enquanto.

— Mas o senhor Drácula...

— Não se preocupe. — O barão de Bary deu tapinhas na mão do senhor Santo, que se dissolveu numa nuvem negra, algo alado voando dentro dela.

Sumo temia um ataque do barão: quem possui uma besta de ouro escuro de nível trinta, usada quando jovem, poderia facilmente matar um jogador de nível vinte; ainda mais com um mordomo tão misterioso.

Assim que saiu, partiu imediatamente para a Cidade das Sombras, onde se encontrava Drácula.

Drácula Belmont, também conhecido como Drácula, era um carrasco cruel. Durante a guerra, tinha o hábito de empalar prisioneiros, começando no ânus e terminando pela boca.

Seu castelo das sombras ainda exibe relevos desse tipo.

Após o fim da guerra, a lei era rigorosa: a Federação Livre de Long Island prezava a liberdade de vida, e mesmo senhores não podiam tirar a vida de ninguém que não fosse escravo.

A poderosa equipe de justiça garantiu que cada nobre usufruísse de seus privilégios sem violar a lei.

O castelo das sombras de Drácula abrigava permanentemente uma equipe de justiça, considerada pelo parlamento federal um mecanismo de vigilância e precaução. Eram eles que Sumo procurava.

Esperava enfrentar dificuldades, mas, ao explicar seus motivos, foi prontamente autorizado a entrar pelos guardas no portão.

Era uma cidade ainda não aberta aos jogadores, situada entre duas montanhas, de ar úmido e brisa fresca, embora um pouco escura.

Dois guardas à frente, dois atrás, conduziram Sumo até a sede da equipe de justiça.

Paredes vermelhas, telhado negro. Provavelmente muitos inocentes ou culpados tinham sido torturados até a morte ali, pois de longe Sumo já sentia o cheiro de sangue emanando do edifício de ferro.