Capítulo 0058: Surgiu um erro

Grupo de Conversa dos Monstros Navegando sobre as águas, componho versos 2458 palavras 2026-02-08 05:53:10

O castelo do Barão de Bari era imenso; toda a vila de Bari estava sob sua influência.

— Desculpe, não temos essa pessoa em nosso castelo. Procure em outro lugar — respondeu o mordomo, com arrogância e formalidade, antes de ordenar que expulsassem Su Mo dali.

Su Mo não tentou forçar a entrada; não era tolo. Aqueles NPCs não só eram de nível elevado, como também estavam em grande número. Além disso, Bari era uma vila pertencente ao sistema, equipada com um portal de teletransporte; jogadores podiam vincular o retorno ali, o que naturalmente impedia que a cidade se tornasse uma masmorra para ser explorada à vontade.

Então, o que fazer a seguir?

Na verdade, a escolha era simples. Seja na vida real ou no jogo, diante de uma situação dessas, só havia uma opção: denunciar.

A diferença era que, na vida real, ao perceber algo errado, podia-se chamar a polícia; no jogo, era necessário investigar. Afinal, o Barão de Bari era um nobre; não seria acusado de assassinato apenas porque alguém alegou que seus servos desapareceram.

A investigação apareceria no registro de missões, sendo exigido não apenas o resultado, mas também o processo.

Su Mo já possuía alguma evidência: após matar a senhorita, recebeu uma carta que pelo menos comprovava a identidade dela. Os túmulos e os servos da mansão também eram indícios.

Mas isso não bastava; era preciso um procedimento.

A razão pela qual outros não conseguiam completar a missão era porque não pensavam de forma ampla. Jamais consideravam que a vítima, Tiedan, poderia ter sido assassinada pela família Bari, nem direcionavam a investigação para a senhorita do barão que já não estava no castelo.

Depois de se despedir do mordomo, Su Mo foi primeiro à loja de costura em frente ao castelo.

— Senhora, sou um aventureiro. Conhece um servo chamado Tiedan, da casa do barão? A mãe dele pediu que eu o chamasse para casa — Su Mo começou a investigar pelas lojas próximas ao castelo.

— Tiedan? Não me recordo, talvez você deva tentar a açougue ali — sugeriu a costureira.

Então Su Mo entrou no açougue.

— Tiedan? É claro que conheço. Por um tempo, ele comprava carne diariamente para o cozinheiro do barão — respondeu o açougueiro, gordo e de orelhas grandes, sem desconfiar de nada.

— E depois?

— Depois, trocaram o servo. Se quiser encontrar Tiedan, procure o mordomo Santo, no castelo — o açougueiro voltou a indicar o mordomo como referência.

A maioria dos jogadores que faziam essa missão voltava ao mordomo.

Adiantava?

Não, e a missão ficava travada ali.

Alguns poucos mais espertos captavam outra palavra-chave nas falas do açougueiro e de NPCs similares: servo.

Bastava perguntar aos outros servos.

Assim, Su Mo ficou de vigília fora do castelo do Barão de Bari, esperando que algum servo aparecesse.

Havia muitos servos e, em poucos minutos, avistou um.

— Tiedan? Ele já voltou para casa, não sei mais nada. Não me pergunte, estou ocupado — respondeu o servo, impaciente. — O senhor Santo me mandou comprar vinte ovos de pato-do-deserto e me deu apenas sessenta moedas de prata. Preciso achar o vendedor mais barato da vila.

Mais um obstáculo: não importava o quanto o jogador fosse perseverante, qualquer servo encontrado não forneceria muita informação.

O mordomo do barão claramente havia dado ordens para manter silêncio.

Na verdade, esses servos também não sabiam de muito; caso contrário, já teriam fugido.

— Ovos de pato-do-deserto? Eu tenho vinte, posso lhe dar. Espere aqui, vou buscá-los, assim você economiza suas sessenta moedas de prata. Se fosse você, não contaria ao senhor Santo — Su Mo pensou e decidiu usar o lucro para convencer o servo.

Muitas táticas do mundo real não podiam ser aplicadas ali.

Se fosse na vida real, Su Mo poderia prender o servo numa sala escura e...

Quem seria melhor em interrogatórios do que ele?

O pato-do-deserto era uma ave selvagem do jogo, parecida com um pato, mas incapaz de nadar ou voar.

Vinte ovos custavam apenas uma moeda de ouro; se procurasse mais na vila, talvez encontrasse ainda mais barato, mas Su Mo, agora um homem respeitável, não iria economizar algumas moedas correndo de loja em loja.

Ao ouvir a oferta, o servo olhou ao redor, nervoso, e aceitou imediatamente.

Era questão de gastar ou ganhar sessenta moedas de prata; a escolha era óbvia.

Quando Su Mo trouxe os ovos, não os entregou de imediato. Se o fizesse, o servo partiria sem dizer nada, e o sistema não indicara nenhum objetivo de coletar os ovos.

— Nos últimos dias, faltam muitos servos no castelo. Sabe para onde foram?

— Isso... O senhor Santo proibiu de dizer — o servo hesitou, mas era uma oportunidade de lucrar.

— O senhor Santo os matou? — Su Mo perguntou, sem rodeios.

— Não, não, jamais! — o servo se assustou, gesticulando rápido. — O senhor Santo não faria isso. Os servos apenas acompanharam a senhorita ao campo, para o solar rural.

Veja só, era simples assim.

O servo percebeu que falou demais e quase quis desaparecer; não sabia a gravidade do que fizera, mas, se o senhor Santo descobrisse, certamente seria punido.

No mínimo, seria expulso do castelo e perderia o salário de dois moedas de ouro por mês.

Su Mo, satisfeito, entregou os ovos ao servo e perguntou:

— É para o Solar de Pulmo, não é?

Eis a vantagem de deduzir ao inverso.

— Não sei, mas a mãe de Greta certamente sabe. Greta é acompanhante da senhorita; ela vai aonde a senhorita vai. Seja o que for, não diga que fui eu, por favor — pediu o servo.

— Fique tranquilo, só estava perguntando.

O sistema informou Su Mo que concluiu a primeira etapa da missão e lhe concedeu a experiência correspondente.

Espere, algo estava errado.

Su Mo abriu sua ficha de atributos e ficou perplexo ao ver a barra de experiência.

Lembrava perfeitamente que, após concluir a missão do coração da árvore alaranjada, a experiência estava em 26º nível, 77%. Falava consigo mesmo que no dia seguinte subiria de nível.

Agora, a barra indicava 26º nível, 94%.

17%!

Uma missão deu dezessete por cento de experiência?

Nem missões ocultas costumam dar tanto; normalmente, o limite é de 10%. Na última vez, ao superar o nível e matar o chefe, somando a experiência do combate, Su Mo ganhou 13%.

Agora, numa missão simples, sem matar nenhum monstro, apenas gastando uma moeda de ouro por vinte ovos de pato-do-deserto, conseguiu 17% de experiência.

Será um erro do sistema?

Será que o sistema detectará e removerá a experiência extra?

Enquanto divagava, nem percebeu quando o servo partiu. Su Mo ponderou: se não fosse um erro e o sistema estivesse funcionando normalmente...

O que isso significaria?