Capítulo 57: Melhor Matá-lo de Uma Vez

Grupo de Conversa dos Monstros Navegando sobre as águas, componho versos 2346 palavras 2026-02-08 05:53:06

“O que quer dizer com ‘me perdoar’? O que acontece é que eu simplesmente decidi não me incomodar mais com eles.” Como um gato com o rabo pisado, Fu Jiafeng quase saltou, mas logo percebeu que ainda segurava um prato de arroz frito com ovos e conseguiu se conter a tempo.

“Está bem, você que não se incomoda, mas pelo que me lembro, sua família não é pobre, certo? Como foi que acabou comendo arroz frito com ovos?” Su Mo perguntou, curioso.

“Dono, me arranja mais dois dentes de alho, por favor! Não podia me dar logo uma cabeça inteira? Como é que alguém come arroz frito sem alho?” Fu Jiafeng reclamou em voz alta. O senhor da barraca sorriu com indulgência e, dessa vez, lhe deu logo duas cabeças de alho.

“Você consegue imaginar?” Enquanto devorava o arroz frito com dificuldade, alternando com mordidas de alho, Fu Jiafeng desabafou: “Eles tiveram a audácia de arranjar um encontro às cegas pra mim.”

“O quê?” Su Mo achou que tinha ouvido errado.

“Você não ouviu errado, eles realmente marcaram um encontro para mim.” Fu Jiafeng estava com uma expressão de quem questionava o sentido da vida.

“Mas você não tem dezoito anos? Ou é dezessete?” Su Mo não tinha certeza.

No mundo de “Novo Mundo”, a idade mínima de entrada praticamente não existia, mas para as profissões de combate era dezesseis. Su Mo lembrava que Fu Jiafeng jogava como mago lá, e nem era de nível baixo.

“Não é essa a questão. O problema é que arranjaram para mim uma mulher velha e feia. Já tem vinte anos e ainda querem me apresentar pra ela.”

“Haha, então pra você, passou dos vinte é velha? Vou guardar isso pra te cobrar depois.” Su Mo deu uma risada fria e acelerou o ritmo do jantar.

“Ah, você acha que tenho medo?” Fu Jiafeng ergueu o queixo, desafiador, e então voltou ao desabafo: “Ela nem é alta, deve pesar no mínimo uns cinquenta quilos, velha, feia e ainda gorda...”

“Quero ver se você tem coragem de repetir isso num lugar cheio de gente. Aposto que te lincham.”

“Eu fico indignado. Olha pra você, com essa cara de quem foi atropelado por um caminhão, e ainda assim conquistou a rainha do colégio. Por que então me arranjam alguém tão feia?” Fu Jiafeng ficava cada vez mais irritado.

“Come logo, só depois de comer é que vai dar certo.” Su Mo estava tão indignado que até o estômago doía; em três garfadas acabou o arroz.

“Dar certo pra quê? Su Mo, o que é que você está tramando?” Fu Jiafeng finalmente percebeu algo estranho. Não tinha dito nada de errado, então por que Su Mo estava com aquela cara de quem queria bater nele?

“Nada demais, só quero conversar direito contigo. Come logo!”

“Não vou comer. Só porque você mandou, vou comer? Perderia o respeito. Se for homem, bate naquele gordinho ali.” Fu Jiafeng girou o dedo no ar e apontou para o tio de meia-idade que, há pouco, tinha espirrado arroz pelo nariz.

O pobre tio, alvo inocente, protestou: não era gordo.

“Você acha que se não comer eu não dou um jeito, né? Tio, segura aqui pra mim,” Su Mo pegou o prato de arroz das mãos de Fu Jiafeng e entregou ao tio. Embora pudesse resolver tudo sozinho, era mais fácil assim para não se exceder.

Em circunstâncias normais, o tio jamais faria esse papel de cúmplice. No entanto, tendo acabado de ser chamado de gordo, não hesitou em pegar o arroz e ainda empurrou uns banquinhos de plástico para o lado, ficando de espectador.

Fu Jiafeng, na verdade, era bem forte. Almejava ser o líder daquele pedaço e não era qualquer adulto que dava conta dele.

Mas teve o azar de cruzar com Su Mo.

Esse cara era um verdadeiro demônio!

Mesmo assim, render-se? Jamais! Nunca na vida. Fu Jiafeng não tinha feito nada de errado, por que apanharia?

“Que feio, bater em criança não é coisa de homem.” Uma moça, passando de bicicleta compartilhada, viu a briga e, tomada pelo senso de justiça, parou.

“Tia, me ajuda, chama a polícia, quero ver se ninguém vai fazer nada.”

“O quê... O que você me chamou? Deixa ele apanhar mesmo!” A moça, irritada, pedalou furiosa, sumindo dali.

Depois de uma bela surra, Su Mo saiu dali sentindo-se renovado.

O tio devolveu o arroz a Fu Jiafeng. Ele, entre soluços, pegou o prato e continuou a comer.

“Valeu por cuidar do arroz, gordinho.”

O tio cerrou os punhos, depois relaxou e, suspirando sobre como o tempo passa, também se foi.

Su Mo entrou no jogo, foi direto procurar o ferreiro para entregar a missão e trocar por flechas esculpidas especiais.

A menos que fosse absolutamente necessário, ele não usava essas flechas. Preferia gastar as baratas, pontiagudas, vendidas na loja.

“O quê? Você acha ruim? Como assim ruim? São fabricadas pela grandiosa Casa Soni, impossível serem ruins!” O berro do ferreiro podia ser ouvido de longe.

Um jogador parecia insatisfeito com a adaga que o ferreiro havia forjado.

“Eu te dei um monte de materiais...” O jogador ainda quis argumentar.

“Usei todo o material que você trouxe, esta é a melhor adaga que esses recursos podem produzir. Agora, rua! Próximo!” O ferreiro estava possesso.

Além de questionar sua autoridade, o pior é que, nesses últimos dias, algo estranho vinha acontecendo.

Uma enxurrada de jogadores o procurava, todos perguntando sobre o tal panda.

Ele, sinceramente, não sabia nada de panda. Ou era urso, ou era gato; panda não era nada.

Se dissesse que não sabia, não adiantava: os jogadores tentavam puxar assunto de todo jeito, queriam comprar, consertar, fabricar equipamentos, qualquer coisa achavam que era com ele; até o que não era, também.

Ao lado, o grande martelo do ferreiro já estava desesperado de vontade de desferir pancadas nos jogadores, e depois, no verdadeiro culpado por todo aquele trabalho.

O culpado era astuto, observador. Logo percebeu o mau humor do ferreiro.

Com medo de ser reconhecido pelos jogadores interessados na missão do panda, procurou um canto isolado e começou a se agredir, machucando o rosto todo.

Desfigurou-se por completo!

Em dez minutos, o sistema restauraria os ferimentos, tempo suficiente para Su Mo concluir sua tarefa.

Um homem com o rosto coberto de sangue entrou.

Os outros jogadores ficaram atônitos, rapidamente abriram espaço. O que será que aquele homem tinha enfrentado?

Por sorte, o ferreiro ainda conseguiu reconhecê-lo.

“Concluiu?”

“Com sucesso absoluto!”

“Aqui está.”

“Até logo!”

Nem tocou no assunto de dividir a recompensa. Quem mencionasse isso era um idiota.

Com as flechas especiais daquele dia em mãos, Su Mo deixou o Porto de Pesca de Coni. O lugar vivia encoberto por neblina, ficar ali por muito tempo era sufocante.

Sua intenção era ativar a missão relacionada ao Barão Bali.

Um velho agricultor da aldeia inicial tinha uma missão: seu filho, Ferro, foi trabalhar na cidade e não dava notícias há seis meses. Pedia aos jogadores que fossem procurá-lo.

Depois de perguntar ao conterrâneo Li Ergom, finalmente soube que o filho do velho estava a serviço do Barão Bali.

O jogador então foi ao castelo do barão para procurar por Ferro, mas o mordomo informou que Li Ergom já havia partido.

A pista parava aí. Su Mo, ao aceitar a missão, rapidamente chegou a esse ponto e foi até o castelo do Barão Bali procurar pelo mordomo.