Capítulo 0027: Um Par de Luvas para Laifu (Capítulo Extra que Vocês Pediram)

Grupo de Conversa dos Monstros Navegando sobre as águas, componho versos 2497 palavras 2026-02-08 05:49:44

Depois de um bom tempo ocupado, Sué Mó continuava a sentir tontura, mesmo sem usar a terceira habilidade.
Será que era falta de adaptação?
Não parecia ser isso, afinal, se fosse, deveria ter sentido logo no início.
Ou teria sido envenenamento?
Não tinha notado nenhum ataque tóxico por parte das criaturas do litoral.
Talvez... estivesse com fome?
Ele tocou o estômago e sentiu sob os pelos a secura, então não pôde deixar de se admirar por sua robustez: até em corpo de lobo, mantinha os músculos definidos.
Em condições normais, era mesmo hora de alimentar seu animal de estimação.
Mas o problema era: sem ter levado mochila, como resolveria a questão da comida?
Depois de derrotar tantos monstros, a maioria dos itens já havia sumido, mas achar alguns pedaços de carne e pasta de caranguejo foi fácil; eram produtos excelentes, impossíveis de comprar no mundo real por menos de algumas centenas de reais.
No entanto, ao levar os alimentos à boca, quase vomitou.
O cheiro era insuportável, impossível comer aquilo!
Sem alternativa, Sué Mó trocou de personagem. Quando abriu os olhos, estava de volta à cama da pousada, alongou-se e chamou o pet, fazendo com que Laifu voltasse para o inventário.
Ao ser invocado novamente, Laifu segurava na boca um pedaço de carne de caranguejo.
Definitivamente não fora ele quem fizera aquilo!
Provavelmente, ao trocar de personagem, Laifu voltara a ser apenas um lobo selvagem faminto, diante de tanta carne, não tinha como resistir.
Identificada a causa, Sué Mó deixou Laifu de lado.
Saiu da pousada e foi até a ferraria do Porto de Pescadores de Coni. O porto era pequeno, mas havia sete ou oito ferrarias, focadas em fabricar armas e reparar embarcações.
As armas eram vendidas aos piratas, e os barcos reparados também pertenciam em sua maioria a eles.
Como retorno, quase nenhum pirata cometia assaltos quando desembarcava em Coni.
— No momento não estamos aceitando encomendas. Vá até a casa dos Soni, no extremo leste, eles são especialistas em coisas peculiares.
Depois de perguntar por várias ferrarias, todas deram a mesma resposta, então, sem alternativas, Sué Mó foi até a suposta melhor ferraria do leste.

Chegando lá, percebeu que fora enganado.
Era um pequeno quintal em ruínas, metade do muro caído, e um jovem ferreiro batia em algo sem muita vontade.
Em poucos minutos, Sué Mó teve uma impressão nítida do dono daquele lugar.
Primeiro: preguiçoso. Um trabalhador forte poderia consertar o muro em meio dia, mas ele não se dava ao trabalho, pura preguiça.
Segundo: desleixado. Nas outras ferrarias, o ritmo das batidas era intenso, aqui, só se ouvia um martelo ocasional, provocando uma ansiedade em quem esperava pela próxima pancada.
Terceiro: solitário. Os outros não recusaram o pedido de Sué Mó por incapacidade, mas sim porque era um serviço simples, sem projeto, e não dava lucro, além de terem muito trabalho.
Na casa dos Soni não havia serviço algum, o dono batia repetidamente em um lingote de ferro.
— Hum... — Sué Mó hesitou, sem saber como abordar, mas também não queria sair, já que as outras ferrarias haviam recusado seu pedido.
— Espere um pouco, não vê que estou ocupado?
Tudo bem, então. Dizem que os NPCs mais excêntricos são os mais habilidosos, apesar de não ser uma frase de Rui Xun, que não teria tempo para isso, nem saberia o que significa NPC.
Por sorte, o dono da ferraria Soni não fez Sué Mó esperar muito.
— Está procurando meu pai, não é? Ele já morreu. Recusou-se a reparar o sabre do capitão pirata Jack, aquele sabre matou muitas mulheres e crianças. E eu também não ajudaria...
— Estou aqui para falar com você — interrompeu Sué Mó, sem interesse nos conflitos entre NPCs, a menos que fosse uma missão.
Um chefe pirata capaz de matar um velho ferreiro seria impossível de vencer. No jogo "Novo Mundo", ferreiros são uma classe de combate padrão, só que poucos jogadores escolhem.
— Procurando por mim? Quer reparar equipamento ou fabricar algo? — perguntou o jovem Soni.
— Quero criar uma luva de garras para meu animal de estimação, este lobo, para aumentar o dano. — Sué Mó empurrou Laifu até o ferreiro.
— Isso... é realmente uma ideia inusitada!
Finalmente Sué Mó passou a admirar o ferreiro. As outras ferrarias, ao ouvirem sua intenção, recusaram de imediato e o mandaram para a "melhor" ferraria do porto.
Só esse jovem não menosprezou sua criatividade.
— Veja, podemos colocar uma luva de ferro nas garras, assim, tanto o corte quanto o ângulo de ataque melhoram, além de o ferro ser mais resistente.
— Exatamente, é isso que penso! — Sué Mó decidiu cancelar a ideia de que o jovem era preguiçoso e pobre, tirou dois moedas de ouro e colocou na mesa. Nunca tinha sido tão generoso desde que começou a jogar.
— No mínimo vinte moedas de ouro! — O olhar de Soni alternava entre Sué Mó e as moedas, soltando um preço de fazer qualquer um desanimar.

— Você está me explorando, como pode cobrar assim?
— Não estou explorando. Se não fosse por você me apreciar, seriam no mínimo cinquenta moedas. Vou usar esse lingote de ferro que martelo há dez anos para forjar sua luva, garanto que ficará impressionado com minha habilidade.
Vinte moedas de ouro... Sué Mó calculou rapidamente, chegando a um valor que o fez sangrar por dentro.
Mil e duzentos reais!
Uma armadura de prata nível vinte e cinco — sem efeitos especiais — não custaria mais de oitocentos reais.
— Prometo fazer um produto excelente, acredite, amigo. Esta é minha primeira encomenda do mês, não vou arriscar a reputação da grandiosa família Soni. — O ferreiro falou com seriedade.
— Certo, vinte moedas então. Espere um pouco, vou pedir dinheiro emprestado. Essas duas são o sinal. — Sué Mó apostou tudo, sem hesitar, e contatou Eu Amo Luo no comunicador.
— Luo, quero comprar algumas moedas de ouro, vou te transferir o dinheiro.
— Olha só, resolveu investir! Achei que você queria ganhar dinheiro no jogo... — Eu Amo Luo brincou.
— Deixe disso, vinte moedas, envie pelo correio. Acabei de ganhar algum dinheiro, gastei tudo em teletransporte. — Sué Mó pausou e continuou: — E outra coisa, preciso de uma bolsa de espaço, bem pequena, quanto menor, melhor. Tem alguma?
— Tem certeza? Todo mundo pede bolsa grande. — Eu Amo Luo não entendeu.
— Digo pequena de volume, não de espaço interno. — Sué Mó enfatizou.
— Volume pequeno, impossível ter muito espaço. Tenho uma bolsa pequena, só oito compartimentos, ninguém compra, te dou de presente.
— Ok, transfiro o dinheiro.
Oito compartimentos servem. Um para poções, um para carne assada (as poções empilham em vinte, a carne em cinco), os outros seis para recompensas.
Perfeito!