Capítulo 81: Laifu começa a fazer cirurgia plástica em si mesmo

Grupo de Conversa dos Monstros Navegando sobre as águas, componho versos 2443 palavras 2026-02-08 05:55:38

Lafou murmurou um encantamento, gastando cerca de cinco segundos ao todo, e então lançou um raio. O alcance era bem menor, e o poder também não parecia grande coisa. Só depois de perguntar ao Rei dos Bichos-Preguiça é que ficou sabendo que a força desse poder estava relacionada ao valor de magia do monstro; com pouco mais de trezentos pontos de magia, o máximo que conseguia era aquilo.

O Rei dos Bichos-Preguiça tinha mais de dez mil pontos de magia; era um chefe tipicamente voltado para magia. No entanto, Folares, o Rei dos Bichos-Preguiça, tinha uma dúvida que o intrigava profundamente: por que, para lançar esse feitiço, ele precisava de mais de um minuto, enquanto Lafou levava apenas cinco segundos?

Lafou olhou para ele, sem saber o que dizer. Por que você demora tanto? Não percebe quantas letras tem o seu feitiço?

Talvez fosse uma questão de equilíbrio. O ataque supremo do Rei dos Bichos-Preguiça era capaz de aniquilar todos de uma vez, e ele ainda tinha muitos outros feitiços de raio instantâneos. Caso contrário, ele não se perguntaria por que ninguém vinha procurá-lo para confusão.

A mecânica de combate do Rei dos Bichos-Preguiça era simples: primeiro, usava um grande ataque; aqueles com pouca vida ou que não estivessem com a vida cheia eram eliminados de imediato. Depois, usava outros feitiços para acabar um por um com os sobreviventes. Se o tempo de preparação fosse de apenas cinco segundos, nem mesmo os aventureiros suicidas de hoje teriam aparecido.

Quando Lafou lançava um feitiço, ficava completamente sem magia. Ainda não tinha testado o dano causado, mas era evidente que não chegava nem perto do poder de Folares, o Rei dos Bichos-Preguiça.

Ainda assim, ter uma habilidade a mais nunca é ruim, especialmente de ataque em área. Imagine só, ao verem Lafou, todos pensariam que era apenas um animal de estimação bobo e inofensivo, não fariam muita questão de se proteger. Mas, no combate, aquele monstro aparentemente inocente lançaria um ataque massivo, mudando o rumo da batalha de uma só vez.

— Pelo jeito, isso não tem nada a ver com Su Mo — pensou. — De repente, sinto que estou perdendo o protagonismo.

No dia seguinte, ao entrar no jogo, Su Mo ficou desolado ao perceber que sua sorte extraordinária havia acabado. Matou um monstro de nível vinte e só ganhou duas moedas de cobre, nada mais além disso. Esse, sim, era o padrão de recompensas em “Novo Mundo”.

Perguntou ao Rei dos Peixes Mortos, que estava em situação ainda pior. No meio do jogo, uma garota o chamou na vida real e ele saiu; ao retornar, as recompensas já tinham voltado ao normal. Ou seja, esse surto de sorte só era válido enquanto estivesse online.

Só para provocar, Su Mo contou seus ganhos ao Rei dos Peixes Mortos. Quando saiu do jogo na noite anterior, tudo que expôs na banca foi vendido. Os preços eram mais baixos que os do mercado, só não comprava quem era tolo.

Descontando o que guardou para si e para alguns aliados, o lucro total foi de setecentas e oitenta moedas de ouro. Isso era mais de dez vezes o que o Rei dos Peixes Mortos esperava.

— Perdi dezenas de milhares de moedas só para conquistar uma garota! Por que fui atrás dela? O que tem de tão bom assim? Não quero mais saber de garotas! Vou terminar agora mesmo!

— Hehe, assim é que se fala. Quer que eu te apresente uns rapazes musculosos?

— Credo, que nojo! Melhor voltar para minha namorada. Aliás, você tem namorada?

— Eh... tenho uns compromissos, mas acho melhor não nos vermos mais.

Francamente, por que ficar perguntando sobre namoradas? De que servem namoradas? Mais útil é Lafou!

Hum!

Lafou, venha cá. E você também, Bola de Pelo. Vamos fortalecer nossos laços.

Invocando os dois mascotes, Su Mo atravessou a feira de Harkins com passos largos, atraindo o olhar curioso de várias garotas. Ele estava, na verdade, fazendo propaganda: daria uma volta e depois colocaria o pequeno panda para ganhar dinheiro com sua fofura.

Uma moeda de ouro por uma carícia: só podia tocar por um minuto, sem brutalidade, sem devolução se não quiser, e sem reembolso.

No entanto, Su Mo notou algo. Não era só o panda Bola de Pelo que chamava a atenção; Lafou também estava sendo comentado. Olhando mais atentamente, percebeu que, mesmo ao lado do brilho do panda, Lafou continuava a ser notado — não porque fosse feio de um jeito especial.

Hoje, Lafou estava diferente. Antes, seus pelos mesclavam tons de cinza e branco, mas agora ambos haviam mudado: o cinza ficou mais claro, o branco mais escuro, e, no geral, os pelos ganhavam um brilho prateado.

O mais marcante eram os padrões de relâmpago que surgiram pelo seu corpo. À primeira vista, parecia um lobo selvagem comum, mas, para quem olhasse com atenção, era evidente a diferença entre Lafou e um lobo qualquer.

Especialmente pela marca de relâmpago muito nítida em sua testa, parcialmente encoberta pelos pelos.

O povo ao redor logo concluiu que era uma espécie rara de lobo, bem diferente das criaturas espalhafatosas lá de fora.

Su Mo ficou desapontado: pensava em usar Lafou como disfarce para surpreender os outros, mas agora seu mascote estava trilhando o caminho da vaidade.

Enquanto o panda ganhava suas moedas de ouro vendendo carícias, Lafou também conseguiu um negócio. Alguém queria pagar uma moeda de prata para acariciá-lo — no mercado de “carícias” de caçadores, esse era um valor altíssimo; só o panda Bola de Pelo ousava cobrar uma moeda de ouro.

— Pode tocar à vontade, ele é todo seu — disse Su Mo, ignorando o olhar ressentido de Lafou.

— Nossa, ele realmente solta choque! Faz a mão formigar! Que tipo de mascote é esse? — perguntou o domador que, acompanhado de sua namorada, tinha ido acariciar gatos.

— É um Lobo Celestial Devorador — inventou Su Mo, observando a reação do outro.

Para sua surpresa, o rapaz bateu palmas e exclamou:

— Sabia que me era familiar! Esse é o lendário Lobo Celestial Devorador! Ainda está na forma inicial, mas quando evoluir será imparável, matando deuses e budas...

— Ah, então é isso — murmurou Su Mo, se sentindo ignorante. Talvez devesse tratar melhor Lafou, não jogando carne no chão, mas oferecendo-a de joelhos, como convém.

— Obrigado pelo seu mascote, já terminei. Meu namorado não te incomodou, né? Ele é meio doido, desculpa! — disse a garota, envergonhada, puxando o namorado para longe.

Por pouco não acreditei, achando que esse mascote bobo era mesmo a forma inicial de uma besta divina.

E pensar que até gente fora do juízo encontra namoradas tão lindas... Devem ser ricos!

Hoje, bem menos gente foi acariciar o panda; só cinquenta e uma pessoas pagaram. Deu para ver que o negócio era passageiro, afinal uma moeda de ouro não era pouca coisa por um minuto de carinho. Se outros também conseguirem pandas, o negócio vai ficar ainda mais difícil.

Su Mo ainda não sabia o tamanho da confusão que causou. A floresta do Crepúsculo virou zona proibida para jogadores, especialmente para caçadores: quem entrava, morria. Se houvesse um caçador no grupo, todos corriam risco de serem aniquilados.

Na maioria das vezes, nem sabiam como haviam morrido.

Su Mo saiu para treinar com seu panda, ao mesmo tempo testando o novo poder de Lafou em sua forma de mascote.