Capítulo 0073: Entre em Contato na Próxima Emboscada

Grupo de Conversa dos Monstros Navegando sobre as águas, componho versos 2613 palavras 2026-02-08 05:54:54

Três equipamentos, dois de nível azul e um de prata. O de prata, nem vale mencionar, pois mesmo sendo ruim é mais valioso que os azuis. Dos azuis, um é para a classe de caçador e o outro para mago.

Raimundo pensou um pouco e pegou o equipamento de mago, já que os atributos eram mais equilibrados e, além disso, os itens de mago costumam valer mais que os de caçador.

Uma boa parte dos jogadores de caçador são mulheres que entraram no jogo só para cuidar dos seus pets. Essas criaturas femininas são um verdadeiro câncer: escolhem os equipamentos apenas pelo visual, nunca pela utilidade. Você já está usando roupas de moda por fora, por que se importa com o que veste por baixo?

Difícil de entender.

O Leão Sarnento Laurindo ficou muito feliz ao recuperar seus equipamentos perdidos, e nem reclamou quando Raimundo, discretamente, embolsou todas as moedas de ouro. Ele olhou para Raimundo com um olhar entusiasmado: “Irmão, que tal fazermos mais um assalto daqui a pouco?”

“Você está maluco!” Raimundo também queria, mas não podia. Criticou, frustrado: “Você já pensou nas consequências se conseguirmos assaltar toda vez?”

“Ah, irmão, não entendi, meu cérebro não chega lá.”

“Basta só três sucessos seguidos, e os jogadores vão perceber que agora são dois assaltantes, não apenas um. Vão ou desistir de escoltar mercadorias, ou aparecer com uma multidão. Você acha que dá para continuar assaltando?”

“Chefe, você é brilhante!” Laurindo ficou com olhar sonhador, aproximando-se para se esfregar em Raimundo.

Que coisa estranha, Raimundo rapidamente impediu com a pata; não importava se era macho ou fêmea, ele não queria.

“Preciso ir, não confio deixar meu dono idiota sozinho. Até logo, na próxima vez nos falamos pra assaltar de novo.” Suma correu para fora da caverna do leão, sem olhar para trás.

Encontrou um lugar, trocou para a perspectiva de Suma, e chamou de volta o pet.

Vendeu todos os equipamentos, já que não ia usar por enquanto.

Suma também precisava sair para comer.

Nesse momento, o comunicador tocou. Era uma ligação de um conhecido, não do jogo, mas de fora.

Mário Pequeno!

Ex-patrão de Suma, sempre foi razoável com ele, ajudou quando Suma passou por dificuldades – mesmo que não fossem íntimos, era amigo.

Mas Suma sempre quis reclamar do nome que a mãe de Mário Pequeno lhe deu.

Ao nomear o filho, será que ela pensou em como seria para ele adulto? No segundo ano do fundamental, ser chamado de Pequeno era moderno; aos quarenta anos, é só ridículo.

“Mário, o que houve?”

“E aí, Suma, por que você parou de trabalhar? Foi o Pequeno que não pagou o suficiente, ou você arrumou outro emprego?”

“Mário, não acredite nessas fofocas. Estou jogando, não quero ganhar dinheiro fora.”

“Para com isso! Novo Mundo, né? Dá pra ganhar dinheiro lá? Gastei trinta e seis mil em três dias, tô duro!”

“Mário, você foi fazer massagem, né? Trinta e seis mil, o que você fez pra gastar tanto?”

“Sorteios!”

“Você é demais. O que você quer comigo? Se não falar, vou desligar.”

“Espera, não desliga! Preciso de você. Nosso clube de ginástica foi alugado por um grupo de universitárias para um torneio de natação, e não sobrou nenhum instrutor na academia. Venha me ajudar.”

“Quer que eu seja salva-vidas?”

Esse trabalho era bom. Se alguma garota precisasse de socorro, Suma podia simplesmente abraçá-la e tirá-la da piscina. Quanto à postura do abraço – em caso de emergência, quem se importa se é elegante?

“Não, não é isso. Todo mundo foi pra piscina, lá até sobra gente. Na academia não ficou nenhum instrutor, só preciso que você fique de olho, é só uma noite, pode sair às dez.”

“Hahaha.”

As universitárias estão na piscina, participando de um esporte perigosíssimo, e você me manda pra academia suada? Não espere encontrar muitas garotas bonitas lá.

Na verdade, de dez, talvez nem uma bonita. Não é que Suma seja exigente com aparência, ele também aprecia personalidades interessantes.

Mas, infelizmente, uma bela aparência custa três mil por noite, enquanto uma alma interessante pesa mais de duzentos quilos.

“Te dou um cartão mensal de academia, ok?”

“Só um cartão? Você acha que sou qualquer um? Pelo menos dois!”

“Fechado!”

Para Suma, manter-se em forma era essencial para preservar o poder de combate.

Tião Fortão e sua turma se exercitavam no pequeno quintal da casa, preocupados em perder o vigor.

Vivemos em paz, mas quem pode garantir que a guerra não voltará amanhã?

Por mais que se treine fora, nada supera a estrutura de uma academia. O clube de Mário Pequeno era o melhor da região: equipamentos modernos, amplo espaço, perfeito para se divertir.

Mário Pequeno era chamado assim por ser rico, não necessariamente por ser generoso. Suma trabalhou ali recentemente e o salário era equivalente ao de um instrutor de elite.

Deslogou, comeu algo rápido e, após uma caminhada de alguns minutos, chegou à academia decorada no estilo “massagem de luxo”.

Nada de mais, afinal, são todos clubes.

A recepcionista sorriu e cumprimentou Suma, e ainda o provocou, sugerindo um jogo de palmas. Suma fingiu timidez e entrou apressado no elevador, deixando a moça rindo como uma louca.

Foi ao vestiário, trocou de roupa e seguiu para a academia.

“Instrutor!”

“Instrutor!”

Muita gente conhecia Suma, mesmo ele tendo trabalhado pouco tempo ali.

“Treinem direito, não venham falar comigo, não tenho interesse em vocês.” Suma acenou e foi direto para um aparelho, concentrando-se no exercício.

Dizem que muitos jovens vêm à academia só para conquistar garotas.

Depois de um tempo treinando, percebem que os corpos delas são moles e sem graça, e acabam admirando os músculos dos colegas. Suma ficava desconfortável com quem se aproximava demais.

Após alguns aparelhos, quando ia para outro, ouviu alguém repetir seu nome.

“Suma! Suma! Suma!”

Será um fã? Se é que tenho disso. Mas rosnar meu nome com os dentes cerrados não é normal.

Então viu João Furtado perto dos sacos de pancada.

Coincidência! Durante o almoço achou que não ia encontrar esse garoto hoje, mas o destino é mesmo curioso.

“João Furtado!”

“Quem? Putz, é você?”

“João, você é mulher disfarçada de homem?”

“Disfarçar o quê? Você quer o quê?”

“Se não é, por que fica repetindo meu nome?”

“Eu... eu...”

“Não consegue falar?”

“Quem disse? Suma, agora vou treinar boxe. Não te venço agora, mas você está ficando velho, um dia vou te derrotar.”

Suma imaginou dois velhos trocando socos, e achou que ainda teria vantagem.

“O saco de pancada não revida. Que graça tem treinar assim? Venha, vamos treinar juntos, te ensino a lutar.”

“Você acha que sou idiota? Só quer um pretexto pra me bater.”

“Hahaha, está com medo?”

“Medo? Vamos lá!”