Capítulo 90: Irmão, eu quero ser presidente

Grupo de Conversa dos Monstros Navegando sobre as águas, componho versos 2542 palavras 2026-02-08 05:56:49

— Feliz? Claro que estou feliz! Um mistério que me intrigava há tanto tempo finalmente foi resolvido. Você sabe que minha curiosidade é maior que a dos outros. Laoruó, vou comprar esse item, mas que tal você me dar junto aquela fantasia de mendigo como brinde?

— Que tipo de brinde é esse? — Laoruó ficou espantado com a cara de pau de Sumo.

Isso não se chama brinde, é leve um e ganhe outro.

— Se antes não existia, agora pode existir. — Sumo riu com malícia.

— Se você é curioso, eu também sou. Conte-me por que a saia de pele de tigre ficou mais cara e eu te vendo essa fantasia por cem moedas de ouro como brinde. — Laoruó ponderou e acabou cedendo.

Ele não ligava para esse dinheiro. Cinquenta moedas de ouro valiam pelo menos dois mil na vida real, quantia que ele gastava em um único jantar.

— Bom, eu vi uma luta entre jogadores e o Rei Tigre. Quando ele se dividiu, os quatro clones ficaram com as patas em chamas, escondendo a cicatriz. Agora ninguém mais consegue distinguir o verdadeiro. — Sumo não escondeu nada, afinal, em pouco tempo todos da Terra do Leste saberiam.

— O sistema realmente não quer facilitar nossa vida. Parece que a saia de pele de tigre vai desaparecer. — Laoruó inspirou fundo.

Sumo pensou consigo mesmo: não foi o sistema que fez isso, ele nem se importa. O responsável está bem aqui, mas não posso contar. Guardar esse segredo é quase doloroso.

— Vamos negociar. — Sumo falou com ar de quem não se preocupa com despesas.

Na última vez, quando teve sorte, vendeu equipamentos e conseguiu uma boa quantia, então pôde gastar seiscentas moedas de ouro sem peso na consciência.

Na verdade, ele, sempre apertado de dinheiro, deveria economizar cada centavo para pagar as dívidas. Mas, tendo encontrado um benfeitor recentemente, as dívidas que antes o esmagavam já não o preocupavam tanto. Além disso, desde pequeno estava acostumado a esbanjar, vindo de uma família rica.

Laoruó transferiu as duas fantasias para Sumo e, com alguns itens dele, já se preparava para partir.

— Espere, consegui recentemente um mapa do tesouro, chamado "O Tesouro Perdido - Parte Um". Se encontrar outras partes, me avise. — Sumo pretendia investigar nos grupos de jogadores e também perguntar por aí.

Seu círculo de contatos era pequeno, nada comparado à rede de Laoruó, um verdadeiro intermediário.

— Um mapa do tesouro? Deixa eu dar uma olhada. — Os olhos de Laoruó brilharam.

Sumo lhe entregou sem hesitar. Afinal, com esse nível de confiança, não havia o que temer. O mapa era todo rabiscado, quase um amontoado de símbolos confusos, e claramente precisava ser completado com outras partes para ser decifrado. Não havia perigo de Laoruó descobrir algo.

— É a primeira vez que vejo um mapa do tesouro dentro do jogo. Fique tranquilo, vou ficar de olho para você.

No pano de fundo de "Novo Mundo", a navegação era extremamente desenvolvida, com rotas, portos, piratas e outros elementos que atraíam muitos jogadores para os vastos mares.

Havia rumores de fontes duvidosas dizendo que, no futuro, seria possível até se tornar marinheiro ou pirata no jogo.

— Mano! Mano! Você está aí?! — Não havia dúvida, era a voz de Su Xiaojou, a única capaz de berrar tão perto dos ouvidos de Sumo sem precisar de conexão.

— Estou aqui. O que foi que você aprontou agora?

— Mano, fui intimidada. Algumas pessoas me cercaram e não consigo sair daqui.

— O quê? Alguém está te incomodando? Onde você está? Fale logo! — Sumo ficou furioso. Xiaojou vinha se comportando nos últimos tempos, sabendo que seu irmão precisava trabalhar duro para ganhar dinheiro, e quase sempre se virava sozinha no jogo.

Não podia deixar barato para quem ousava mexer com sua irmã. Era hora de mostrar que irmã de quem tem irmão não se provoca.

Lembrou-se de quando estava na primeira série e implicou com uma colega chamada Yaya. Ela chorou e disse que buscaria o irmão para dar uma lição em Sumo. Ele riu, dizendo que não tinha medo. Então apareceram meninos do segundo, terceiro, quinto ano, até do ensino médio e até um professor de educação física — todos irmãos de Yaya.

A cena quase o fez se mijar de medo.

Daí em diante, antes de provocar alguma menina, sempre perguntava se ela tinha irmão, e quantos.

Seguindo o endereço que Xiaojou enviou, Sumo logo chegou à vila inicial. Ela estava ali para cumprir uma missão e, aproveitando o tempo livre, montou uma barraca para vender comidas que preparava. Mas um grupo logo a cercou.

O objetivo deles era convencê-la a entrar no grupo.

Por um lado, porque a profissão de cozinheira de Xiaojou era rara e os pratos que fazia davam atributos valiosos; por outro, porque ela era adorável, impossível não querer levar para casa.

— Xiaojou, vem comigo! Prometo que você vai ter tudo do bom e do melhor!

Um adolescente de ar dramático estava fora da zona segura, declarando seu amor para Xiaojou, que estava dentro da área protegida.

Ela saltou como um coelho gigante, ergueu a frigideira e acertou em cheio o rosto do rapaz.

— Ganso assassino, sem dinheiro, sem coração!

— Mas eu tenho irmão! Mano!

— Aqui! — respondeu Sumo.

Um tiro ecoou. O rapaz que Xiaojou batera caiu imediatamente.

Sumo apareceu em meio ao brilho, e os companheiros do garoto nem tiveram tempo de reagir antes de ver seu líder virar uma silhueta branca.

— Ufa… — Sumo guardou a arma, soprou a fumaça do cano e olhou ao redor, impassível: — Foram vocês que impediram minha irmã de sair da zona segura, não é?

— Não, não a bloqueamos, só queríamos convidá-la para o nosso grupo.

— O grupo de vocês? Não precisa. Ela vai entrar no meu. Podem ir.

Talvez porque realmente não fossem más pessoas ou pela postura imponente de Sumo ao eliminar o garoto com um só tiro, todos acabaram indo embora sem reclamar.

— Você não pediu ajuda aos seus seguidores? — Sumo achou estranho a irmã ter sido tão passiva.

— Mano, você não vem me ver no jogo, nem em casa, já faz dias que não te vejo… — Xiaojou falou com tristeza.

— Ora, que dias, menina… Hoje mesmo volto pra casa. — Apesar da resposta contrariada, por dentro sentiu-se radiante: sua irmã sentia falta dele.

— Mano, você vai criar um grupo? — perguntou Xiaojou.

— Por enquanto não. Dá muito trabalho e custa caro. Além do mais, somos poucos. — Sumo balançou a cabeça.

No círculo de jogos, as organizações variavam de tamanho. A menor era o grupo fixo, formado por amigos que jogavam juntos para subir de nível e enfrentar chefes. Depois vinha o grupo de mercenários, com pelo menos uma dúzia de membros e algumas regras básicas.

Havia grupos de mercenários ainda maiores, chegando a centenas de pessoas. Quando atingiam esse porte, bastava uma vaquinha para criar um clã. Em "Novo Mundo", fundar um clã custava cerca de cinco mil moedas reais.

Acima do clã estava o clube, mas o tamanho era relativo, pois alguns clãs eram maiores que certos clubes.

Para criar um clube, não bastava dinheiro; era preciso prestígio e força.

Além disso, havia organizações mais flexíveis, como associações e alianças. As mais conhecidas eram o Clube de Lutas, o Hall da Fama, Mãos Fantasmas e Lista Negra.

— Mano… — Xiaojou fez um pedido manhoso: — Eu queria ser presidente de um clã.