Capítulo 0067: Técnica de Ocultação Divina
Su Mo dirigiu-se primeiro ao Pântano de Pavo. Com a experiência da última vez, desta fez preparou-se ainda melhor. As armadilhas ainda não tinham sido todas usadas e ele repôs mais algumas. Eram realmente caras, mas a eficácia era indiscutível; não era de admirar que às vezes faltassem na loja — sinal de que havia muitos jogadores dispostos a investir dinheiro no jogo.
Quanto mais jogadores assim, mais feliz Su Mo ficava. Isso significava que havia cada vez mais oportunidades de negócio no jogo, talvez até a empresa da família pudesse ressurgir das cinzas dentro daquele universo virtual.
Desta vez, ele queria ser o novo rico, para que no futuro seus filhos pudessem ser herdeiros de fortuna.
Na véspera, Su Mo havia eliminado uma centena de Elfos de Madeira Caídos. Hoje, eles haviam reaparecido. Em “Novo Mundo”, a maioria dos monstros era reaparecida, embora o tempo de regeneração fosse incerto; apenas alguns poucos monstros especiais, uma vez mortos, não voltavam mais.
Na última vez, pelo elevado número de Elfos eliminados, parece que algum mecanismo de proteção do sistema foi ativado e surgiram patrulhas.
Observando por algum tempo, Su Mo percebeu que as patrulhas tinham desaparecido. Desde que não matasse em excesso, eles não representariam maior ameaça.
— Laifu, é hora de trabalhar! — Su Mo deu um tapinha na cabeça do lobo selvagem. Num instante, Laifu disparou em direção a um Elfo de Madeira Caído que acabara de sair da aldeia.
Fora de combate, o jogador podia soltar mais de um animal de estimação.
Ou seja, Laifu, que já conhecia o panda Bolinha, sentia-se ameaçado, mesmo sem entender por que aquela bola de pelos preta e branca recebera tanta atenção do dono.
Laifu… não podia mais ficar na sombra.
Mal sabia ele que seu dono, tão parcial, às vezes usava sua identidade para transformar-se num monstro de grande prestígio.
Comparado a Bolinha, Laifu era o verdadeiro patriarca.
Depois de evoluir para o modelo de elite, o lobo, agora no nível vinte e sete, podia facilmente derrotar sozinho um Elfo de Madeira Caído de nível vinte e cinco.
Com Su Mo atirando de longe, o pobre Elfo pouco podia fazer além de entregar seus espólios.
Os Elfos de Madeira são monstros humanoides de inteligência inferior. Por serem difíceis de alcançar, exceto por Su Mo, geralmente ninguém se arriscava tanto, o que fazia com que seus itens largados fossem generosos.
Monstros comuns raramente largavam equipamentos azuis, mas os brancos e verdes eram relativamente fáceis de obter. Monstros de nível vinte e cinco largavam itens desse mesmo nível, e assim por diante. Os brancos eram vendidos nas lojas, os verdes tinham mercado nos bazares.
Os verdes serviam tanto para equipar quanto para serem desmontados por profissões de produção, virando diversos materiais.
Além disso, os Elfos de Madeira Caídos largavam materiais, que, mesmo não sendo valiosos, em grande quantidade ao menos cobriam parte dos custos do combate. No fim das contas, mesmo sem o rendimento do Coração de Árvore Alaranjada, ali ao menos conseguia equilibrar ganhos e gastos.
O problema era que levava vários minutos para eliminar um monstro, o que tornava o progresso lento.
De longe, ouviu-se um tumulto. Su Mo recolheu rapidamente os itens e subiu numa árvore seca.
Talvez ali já tivesse sido uma floresta. De vez em quando, via-se algum tronco morto fincado na água lodosa do pântano. O lugar escolhido por Su Mo tinha uma dessas árvores, boa para observação, se necessário.
Dali, avistava claramente a movimentação em massa das patrulhas dos Elfos de Madeira Caídos.
Verificou a mochila: só doze Corações de Árvore Alaranjada, cinco a menos do que no dia anterior. No entanto, sua demanda havia aumentado muito: queria separar dois para Su Xiaojiu e distribuir alguns entre seus companheiros de trincheira.
Se usasse mais cinco para si, não sobraria quase nada para vender.
O que fazer?
Retirar-se ou pensar em outra estratégia?
A patrulha já estava quase saindo da aldeia. Os elfos habitualmente usavam armas longas ou chicotes, e era possível ver fileiras de lanças de madeira pontiagudas.
Eram ao menos uns trinta ou quarenta — impossível enfrentá-los sozinho.
Su Mo desceu da árvore, recolheu Laifu, tapou os ouvidos e mordeu um canudo, mergulhando-se completamente na lama.
Era a maneira mais comum de se esconder: bastava o ambiente ser propício e a ferramenta rudimentar. O verdadeiro desafio era o controle emocional, o que impedia a maioria dos jogadores de usar tal método.
Quem imaginaria que Su Mo, de olhos fechados, mergulharia no lodo sem hesitação, deixando qualquer um enojado?
Mas para ele, muitas vezes, era isso ou a morte. Comparado com morrer, lama era o menor dos males. Até fossa… bem, disso ele nunca precisou.
Os Elfos de Madeira Caídos se adaptavam ainda melhor àquele ambiente pantanoso, atravessando com suas longas pernas.
Na lama, Su Mo sentia as vibrações dos elfos passando por perto. Escondeu-se ao lado do tronco seco, não temendo que fosse pisado por eles.
Assim como um rebanho de bois não pisa nos arbustos comestíveis das planícies, os elfos também não feriam as árvores e vegetação, nem mesmo as mortas.
Quando todos os elfos se afastaram, Su Mo emergiu, totalmente coberto de lama.
Limpou-se como pôde e correu na direção oposta à da patrulha, procurando por alvos isolados, em duplas ou sozinhos.
No jogo, havia um item chamado Pílula de Limpeza, que removia toda sujeira instantaneamente, custando um ouro cada — mais barata que a Pílula de Sobriedade.
A pobreza limita a imaginação do pobre: ver jogadores que usavam uma dessas após cada combate parecia absurdo, já que o sistema limpava todo personagem a cada dez minutos, exceto equipamentos danificados.
Assim, Su Mo brincava de esconde-esconde com as patrulhas. Ao ouvirem o pedido de socorro de um aliado, corriam ao local, mas só encontravam um ou dois corpos.
Para onde teria ido o assassino?!
— Vinte e um... parece que esses Elfos de Madeira Caídos aprenderam a lição — lamentou Su Mo.
Já era difícil encontrar rastros deles do lado de fora; provavelmente tinham se escondido na aldeia. Sem força para invadir o local ou enfrentar as patrulhas, Su Mo decidiu que era hora de regressar à cidade.
Percebeu recentemente que o teleporte entre cidades principais era muito barato.
Então foi primeiro a Tallin, depois para Loch, gastando apenas dez pratas.
Avisou Su Xiaojiu e alguns companheiros para irem a Loch entregar as missões, pedindo especialmente a Su Xiaojiu para desligar a transmissão ao vivo. Não fazia sentido mostrar o grupo todo aos outros jogadores.
— Irmão Dazhuang, irmão Yunfei, irmão Luxia, ah, este com certeza é o irmão Gato — Su Xiaojiu cumprimentou com doçura. Conhecia três deles; o velho Gato, embora nunca o tivesse visto, ouvira falar várias vezes pelo irmão, então adivinhou na hora.
Diante de uma menina tão encantadora, os três homens ficaram sem graça.
Quem não tem irmã é mesmo de dar pena.
— Pronto, basta se conhecerem. Minha irmã é streamer, então é melhor não andarem sempre juntos com ela — avisou Su Mo. — Chamei vocês porque consegui um lote de materiais valiosos.