Capítulo Noventa e Dois: Um Pedido Irresistível

Artista em Tempo Integral Sou o mais puro. 2595 palavras 2026-01-30 12:45:00

— Está tudo bem, mestre?
Muitos rodearam Lin Yuan, preocupados com seu bem-estar.
Lin Yuan reconheceu que eram alunos da Sociedade de Pintura e assentiu, indicando que estava bem.
Ele nem viu direito quem o empurrou, apenas sentiu que foi com muita força.
Jian Yi ficou boquiaberto.
Xia Fan também estava perplexa.
Eles sabiam, é claro, que Lin Yuan era querido por todos.
Mas o fato de que um simples empurrão pudesse reunir uma tropa tão assustadora de defensores era, talvez, exagerado demais.
O olhar de Xu Chang, como se tivesse visto um fantasma, sugeria que ele estava reavaliando a própria existência.
Na verdade, Xu Chang mal conseguia se manter de pé.
Ser encarado por tantos olhos hostis... quem aguentaria?
— O que está acontecendo aqui?
A liderança da escola finalmente chegou, um pouco atrasada.
Xu Chang, cercado como um enxame de vespas, quase chorou de alívio, desejando abraçar e beijar o diretor; sentiu que se demorasse mais, talvez não sobrevivesse para contar a história!
Que medo!
Essas pessoas são realmente assustadoras!
Qualquer um naquele lugar, sob o olhar ameaçador da multidão, não reagiria melhor que Xu Chang; naquele momento, ele até sentiu saudade dos pratos da mãe, ainda que a lembrança não tivesse nenhuma relação com aquele ambiente.
— Não foi nada — respondeu Zhong Yu, tentando aliviar a tensão, pois não queria carregar o estigma de incitar tumulto. Felizmente, todos se mantiveram contidos, e ninguém tentou matar Xu Chang pelo empurrão em Lin Yuan: — Viemos apoiar o departamento de composição.
O diretor estranhou: — Departamento de composição?
Jian Yi murmurou: — Somos do departamento de interpretação.
Zhong Yu olhou constrangido para o chão, enquanto os membros do departamento de artes plásticas se entreolharam, levando as mãos à cabeça e se dispersando em silêncio.
O diretor lançou um olhar a Zhong Yu, mas não disse mais nada, apenas mandou dispersar: — Ainda há o segundo tempo da partida, não briguem. Todo ano tem briga no campeonato de basquete, acham que isso aqui é o quê?
Dito isso, o diretor saiu.
Xu Chang seguiu atrás dele.
O diretor virou-se: — Por que está me seguindo?
Xu Chang, ainda tremendo, olhou para os olhares ameaçadores, mesmo dispersos, e respondeu: — Senti uma proximidade sincera ao vê-lo, não sei explicar.
Quero ficar por aqui; e se me despedaçarem?
Será que Lin Yuan é o imperador oculto desta escola?
Como nos filmes de ação, um comando dele e todos os estudantes rebeldes vêm em massa?

Xu Chang achava ter descoberto o lado sombrio da escola.
O diretor, irritado, disse: — Pare de me seguir.
Xu Chang balançou a cabeça repetidamente: — Sou alguém que segue o coração.
O diretor: — ...
Assim, o conflito terminou sem grandes consequências.
Mas no segundo tempo, Xu Chang demonstrou estar completamente desconcentrado, jogando como se estivesse sonhando acordado.
Toda vez que sua mão direita tocava a bola de basquete, lembrava que havia empurrado Lin Yuan com aquela mão, e ficava nervoso.
No final, o departamento de interpretação venceu o campeonato de basquete.
Os colegas não culparam Xu Chang, pois todos estavam igualmente atordoados.
Lin Yuan, por sua vez, estava bem.
Retornou à arquibancada e continuou comendo sementes de girassol.
Xia Fan quis saber o motivo, e Lin Yuan explicou: — São meus amigos da Sociedade de Pintura.
— Amigos da Sociedade de Pintura?
Todos ali eram tão leais?
Lin Yuan não disse mais nada, e quando Jian Yi insistiu, ofereceu a mesma resposta.
Ambos, aos poucos, aceitaram essa realidade.
Talvez o efeito de Lin Yuan ser querido por todos tenha aumentado; afinal, desde pequeno, ele sempre foi assim.
Ainda assim, Lin Yuan estava um pouco frustrado.
Sentia-se fraco, alguém que cai ao menor empurrão, e só poderia mudar isso se o sistema transformasse sua constituição física. Por isso, a reputação era fundamental, mas será que Sun Yaohuo estava progredindo com a canção?

...
Estrela Radiante, um estúdio de gravação.
Sun Yaohuo, descabelado, praticava a música.
A rotina no estúdio não era brincadeira; desde o primeiro teste até hoje, Sun Yaohuo praticamente morava ali, saindo apenas para comer e dormir.
A gravação era gratuita para a empresa.
Mas usar o estúdio por tanto tempo para treinar era cobrado.
Sun Yaohuo, para cantar bem "Rosa Vermelha", já havia pagado por incontáveis dias.
— Descanse um pouco, você já cantou perfeitamente — aconselhou o professor do estúdio, sorrindo com esforço; raramente via alguém tão dedicado.
Sun Yaohuo assentiu.
Ao sair, encontrou um homem elegante, de terno e óculos de aro dourado: — Sun Yaohuo, certo?

— Olá, senhor Tao!
Sun Yaohuo respondeu com respeito.
O homem disse: — Você me conhece?
Sun Yaohuo sorriu com naturalidade: — Como não conhecer o senhor Tao? Na empresa, além do principal executivo, o senhor é o mais respeitado; até Jin Shuyu, que hoje é uma estrela, foi promovido por sua mão!
— Inteligente — Tao Ran assentiu, admirado: — Já que sabe quem sou, vou direto ao ponto. Shuyu está de olho em "Rosa Vermelha".
O sorriso de Sun Yaohuo congelou de imediato.
Tao Ran, porém, manteve um semblante cordial: — Vejo que você entende as regras; "Rosa Vermelha" agora é de Jin Shuyu. Sei que você se esforçou muito, não será em vão: vamos compensar com alguns eventos, e no mês que vem, Shuyu vai convidá-lo como convidado no show.
— Senhor Tao... — Sun Yaohuo falou com voz seca.
Tao Ran ergueu as sobrancelhas: — Não está satisfeito? Está bem, trinta mil, depositarei em sua conta. Somando com o que já falei, deve ser suficiente para compensar suas perdas. Aqui está meu cartão, se precisar de algo, pode mencionar meu nome.
Tao Ran tirou um cartão do bolso.
Sun Yaohuo demorou para aceitar, dizendo: — Essa música é do mestre Xianyu, não tenho autoridade para decidir, pois nem assinei contrato com ele. Vocês podem falar diretamente com ele...
— O quê? — Tao Ran sorriu: — Você treinou tanto e nem assinou contrato? O mestre Xianyu também... Mas mesmo sem contrato, as condições que citei valem. Pegue o cartão e entenda o que quero dizer.
Ele balançou o cartão na mão.
Sun Yaohuo abaixou a cabeça e pegou o cartão com ambas as mãos.
Tao Ran acenou e foi embora.
Sun Yaohuo olhou para ele, apertando o cartão até amassá-lo, com os dedos ficando brancos.
— O que houve? — perguntou o professor do estúdio, ao passar.
Sun Yaohuo forçou um sorriso: — Nada.
Jogou o cartão no lixo e sorriu com desprezo: — Falta de sorte.
O professor olhou para o homem que saía, pareceu entender algo, e deu um tapinha no ombro de Sun Yaohuo, suspirando: — São as regras desse meio; por mais revoltado que esteja, precisa aceitar. Trabalho aqui há oito anos... Eles devem lhe dar um bom dinheiro para manter o silêncio, é o costume. Aceite, não se irrite, quem perde é você.
— E se eu resistir? — perguntou Sun Yaohuo.
O professor olhou para ele e saiu, balançando a cabeça: — Pergunte isso quando tiver condição de resistir.
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ps: Desculpe pela demora, ainda tem mais, peço votos de apoio!